Algumas pessoas tem me perguntado por que sumi do mural do Facebook. Estou enojado daquilo. Falta paciência pra ler que fulano começou uma amizade com Jorge, Carlos e outras quarenta e nove pessoas, das quais não faço a menor ideia de quem sejam. Por que isso merece divulgação, Mark Zuckerberg? Não acredito que seja falta de senso de humor da minha parte.
Beleza que o conteúdo postado no mural facebookiano não garante felicidade e prazer para todos. Mas é muito impressionante (e especialmente CHATO) a quantidade de gente que compartilha qualquer “bom dia” ou “o dia amanheceu” fornecido pelo falecido Caio Fernando Abreu, pela jornalista que passa imagem de psicologa Martha Medeiros e pelo "melhor do melhor do mundo". Este rapaz do Panico é talentoso, mas QUALQUER COISA que ele posta é epidêmica, se espalha como foco de dengue pelas redes sociais. Até quem não o segue (como eu) acaba lendo uma vez ou outra piadas e “supostas” piadas – supostas entre aspas porque vivemos numa era de banalização de sentimento e do riso também.
E os infindáveis convites para joguinhos? Nossa, ACHAM QUE ESTAO em Las Vegas? E as pessoas que fazem check-in EM CASA? E as freqüentes fotos de cerveja, vodkas e outros destilados (já fiz parte deste grupo certas vezes, vale confessar. Um minuto de silêncio, por favor, para minha vergonha). Haja falta do que falar, de criatividade mínima. O Homo Sapiens deve estar muito desapontado conosco.
Beleza que o conteúdo postado no mural facebookiano não garante felicidade e prazer para todos. Mas é muito impressionante (e especialmente CHATO) a quantidade de gente que compartilha qualquer “bom dia” ou “o dia amanheceu” fornecido pelo falecido Caio Fernando Abreu, pela jornalista que passa imagem de psicologa Martha Medeiros e pelo "melhor do melhor do mundo". Este rapaz do Panico é talentoso, mas QUALQUER COISA que ele posta é epidêmica, se espalha como foco de dengue pelas redes sociais. Até quem não o segue (como eu) acaba lendo uma vez ou outra piadas e “supostas” piadas – supostas entre aspas porque vivemos numa era de banalização de sentimento e do riso também.
E os infindáveis convites para joguinhos? Nossa, ACHAM QUE ESTAO em Las Vegas? E as pessoas que fazem check-in EM CASA? E as freqüentes fotos de cerveja, vodkas e outros destilados (já fiz parte deste grupo certas vezes, vale confessar. Um minuto de silêncio, por favor, para minha vergonha). Haja falta do que falar, de criatividade mínima. O Homo Sapiens deve estar muito desapontado conosco.
Bom, é isso. Tem sido difícil não se irritar no mural. Por isso tenho evitado, mas eventualmente entro e leio qualquer coisa, alem de postar fotos, como um aspirante a fotografo. As (raras) postagens interessantes que figuram no mural somem no meio desta onda avassaladora de futilidade e compartilhamento da boçalidade. Fim próximo.
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Fiquem com a imagem do pôr do sol em Ipanema, FLAGRADO por mim ontem (5/11/2011), no Posto 9. Me sinto talentoso nos registros! Instagram é mero coadjuvante.






