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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Botafogo: futuro incerto


Triste a atual fase do Botafogo. Depois de um 2010 digno, com título do Estadual sobre o Flamengo e chance real de classificação para a Libertadores deste ano, quando decidiu a vaga contra o Grêmio na última rodada, o Alvinegro carioca, com este time, periga brigar pelo rebaixamento no Brasileiro que começa dentro de um mês.

A precoce eliminação no Carioca e a dolorosa saída da Copa do Brasil diante do Avaí, na Ressacada, onde o Botafogo foi notoriamente prejudicado por um pênalti inexistente de Lucas em Estrada, quando ambos se chocaram, pode trazer algum benefício. Desde que a diretoria discurse menos e traga já reforços. Bons reforços.

Por enquanto, algumas apostas: Thiago Galhardo, do Bangu, e Cortez, uma das revelações do Nova Iguaçu. Especula-se que Gilberto, do Cruzeiro, pode chegar para o Brasileiro, bem como Ricardinho, dispensado do Atlético-MG, e Andrezinho, pouco aproveitado no Internacional. São nomes, principalmente os dois primeiros, que causam desconfiança ao torcedor. Mas diante da escassez de talento no atual meio-campo, onde Everton não consegue ser protagonista e Cidinho ainda busca espaço, pode ser que estes três nomes dêem uma boa dose de criatividade, fator que, até o momento, tem faltado ao elenco - mesmo quando Renato Cajá e Lúcio Flávio ainda figuravam em General Severiano.

Arthur Dapieve, jornalista e reconhecido botafoguense, alerta na sua crônica de hoje (não achei link na internet), no Globo, que o Botafogo, comandado 14 meses por Joel Santana, não sabe atacar. Melhor: sabe apenas se defender. Segundo o colunista, Caio Júnior terá de contornar esta herança maldita. Taticamente, de fato, o que se viu nos últimos jogos do Alvinegro foram menos zagueiros e volantes – embora a zaga continue exposta; no ataque, porém, mais do mesmo: chuveirinho categórico na área para Loco Abreu. Se Harry Potter vai conseguir consertar estes vícios do elenco, só o tempo dirá.

Por ora, não adianta lamentar a saída de Joel (como muitos o fazem) ou mesmo crucificar o recém chegado Caio Júnior. O Botafogo precisa de jogadores qualificados, urgentemente – ambas eliminações escancaram ainda mais esta realidade já conhecida pelos torcedores. Nenhuma novidade. E o presidente Maurício Assumpção, em coletiva, prometeu um time que brigará pelo título brasileiro. Heresia ou não, que bom que a autoridade máxima do clube tem ciência da necessidade de um plantel melhor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Rio é Alvinegro!

Não vou falar do jogo, até porque não vi com atenção – estava em um bar com amigos e, confesso, dei muito mais atenção para o chope e para quantidade de mulheres que me rodeavam do que para retranca armada por Andrade e pro chuveirinho onipresente de Joel.

Nem por isso deixarei de louvar a conquista Alvinegra: Parabéns, Botafogo! Conquista absolutamente merecida. E o fato de estar há 3 anos batendo na trave justamente contra o Flamengo valoriza ainda mais esse título. Não gosto do Joel Santana como treinador, mas, no Estadual, ele é um especialista! Consegue, mesmo com um excesso de zagueiros e volantes, montar times competitivos.

Apesar do título, sejamos realistas: o Botafogo precisa se reforçar para também ser competitivo no Brasileiro. Não querendo desmerecer o Estadual, mas ele não é parâmetro. A diretoria já se mostrou plenamente consciente de que precisa ir ao mercado contratar. Um lateral-direito, um bom meio-campo e um zagueiro seguro e experiente serão bem-vindos no plantel.

Enfim, o Rio é Alvinegro!

*****

Uma das coisas mais tristes e pobres no esporte é não saber perder; Outra é desmerecer a conquista alheia. É triste ver tanta gente creditando o título Alvinegro ao demérito Rubro-negro. Mais triste ainda é ver boçais, desinformados e prepotentes dizendo que o Botafogo não tem história.

E usar a desculpa de que o Flamengo só se preocupa com Libertadores é demagogia, beira o ridículo. Claro que Estadual não se compara a Libertadores, mas há de se valorizar (muito!) esse título Alvinegro, até pelo rótulo de quarta força, de azarão do Rio.


Quanto ao Flamengo, algumas coisas estão pra lá de evidentes: a zaga está um caos, o meio não funciona (note o quanto Vágner Love volta para buscar jogo) e o ataque está desfalcado. Mas há boas peças no elenco, que não tem sido bem aproveitado pelo Tromba. Acho que tem faltado ousadia e sobrado volantes no time. Andrade desafinou legal.

*****

Cuca, injustamente, foi oficialmente demitido, hoje, quando chegava para comandar o treino da tarde do Fluminense. Mais uma das tantas atitudes impensadas da diretoria tricolor – leia-se, Unimed, Celso Barros, como queira.

Cuca, ano passado, milagrosamente, pegou um bando e armou um time, que ficou conhecido como Time de Guerreiros e, por vezes, emocionou este blogueiro que vos escreve, tamanho heroísmo dos jogadores (Fred e Conca, especialmente) e demonstração de amor incondicional de sua torcida. Uma arrancada histórica, épica, que, pelo visto, foi esquecida por Horcades e sua cúpula. Vale ressaltar o vice-campeonato na Copa Sul-Americana diante da LDU.


O Fluminense versão 2010 teve oscilações. Perdeu a semifinal da TG contra o Vasco nos pênaltis – é bom que se diga que, no tempo normal, o time de Cuca foi melhor e não venceu por excesso de preciosismo. Na Taça Rio, de novo, caiu na semifinal, desta vez contra o Botafogo, onde poderia ter liquidado o jogo, mas recuou e... vocês sabem, a bola pune.

Enfim, Cuca sai de cabeça erguida, com um aproveitamento de quase 70%. Fala-se em Muricy Ramalho. Ótimo treinador, mas não aconteceu no Palmeiras.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vasco 0x2 Botafogo

Tarde ensolarada no Maracanã; Mais de 70 mil presentes; Festa das duas torcidas, com direito a musiquinha de complô contra o Império do Amor rubro-negro. De um lado, o Vasco, time de melhor campanha, dono da melhor defesa, com jogadores gabaritados como Carlos Alberto, Coutinho e Dodô, o artilheiro da competição e dos gols bonitos. Do outro, o Botafogo, considerado o azarão do campeonato, mas que tem Loco Abreu, Herrera e Papai Joel, dono de uma estrela do tamanho do Glorioso.

Em campo, pouca técnica, muita disposição, diversos erros de passes e emoção de sobra para os dois lados. O Botafogo tomou a iniciativa do jogo. Começou pressionando, mas sem sucesso com os pés de Loco Abreu. O Vasco respondia e tomou conta do jogo. Tinha mais posse de bola, mas não concluía (bem) a gol. Era visível à procura por Dodô. Coutinho, Carlos Alberto (o melhor), Souza, Nilton, enfim, todos jogavam em prol do artilheiro dos gols bonitos, sem êxito. Dodô estava muito marcado, até porque ficava mais plantado no ataque, esperando algum passe para finalizar. Coutinho, que não é atacante, vinha de trás, tentando armar as jogadas para Dodô, que tinha quase sempre dois marcadores em sua cola. Enfim, o Vasco afunilava demais e não finalizava.

Já o Botafogo chegava com mais timidez, porém com maior perigo. Marcelo Cordeiro, embora mal no jogo, era sempre acionado pela esquerda para alçar bolas na área – principal jogada do Alvinegro. Mas Fernando Prass saia bem do gol e cortava a maioria dos cruzamentos. Lúcio Flávio, apagado, nada fez. Herrera, sempre disposto, incomodava muito a zaga do Vasco, que se safava bem. Alessandro, um monstro: subia, às vezes, ao ataque e marcava com perfeição na zaga. Grande partida!

Enfim, veio o segundo tempo e o Botafogo, assim como na etapa inicial, tomou a iniciativa, desta vez com Herrera, que só não abriu o placar porque Fernando Prass protagonizou um milagre no Maracanã. O Vasco, então, voltou a ter o domínio, tocava mais a bola, mas afunilava em demasia as jogadas. Carlos Alberto era o único que tentava arremates de fora da área. Coutinho, nervoso, errava passes que não costuma errar. Magno, que substituira Léo Gago, só fazia firulas e prendia a bola. Em suma, o Vasco ciscava muito a área do Botafogo, mas não finalizava com precisão – exceto os chutes de fora da área do capitão vascaíno.

Joel, com toda sua estrela, resolveu colocar seu talismã Caio. O Botafogo ganhou em movimentação e, num escanteio, Fernando Pass saiu mal do gol e viu Fábio Ferreira testar para o gol vazio: 1x0. O Vasco sentiu o golpe. Parecia despedaçado emocionalmente, tanto que Nilton, com uma entrada criminosa (merece um duro gancho do STJD) deu um carrinho criminoso em Caio e foi expulso direto. A frente no placar e com um homem a mais, o Botafogo decidiu matar o jogo. Em nova bola alçada na área, desta vez em cobrança de falta, Loco Abreu foi puxado por Titi e o juiz assinalou pênalti. O zagueiro do Vasco, que já tinha amarelo, levou o segundo e foi pro chuveiro. Loco Abreu cobrou a penalidade com perfeição e fechou o caixão: 2x0.

Título sacramentado para um Botafogo que, tecnicamente, não é melhor do que o Vasco, assim como também não é do que o Flamengo. Jogou dentro de suas limitações e soube vencer os jogos em sua melhor jogada: o jogo aéreo. Mérito dos jogadores? Claro, mas em especial de Joel Santana, o Rei do Rio, o treinador gozador, que eu e muita gente insiste em criticar, olhar sob desconfiança, mas que sabe armar e motivar times razoáveis. Joel pegou o Botafogo na terceira rodada em migalhas, após humilhante goleada aplicada pelo Vasco. Chegou com cautela, fechou o time, compactuou o meio de campo e armou uma jogada mortal no ataque. Tem estrela esse Joel, tanto quanto o Botafogo. Dupla perfeita e de sucesso. Parabéns aos dois!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O pessimismo de um vascaíno

Para quem não sabe, sou vascaíno e estou, desde ontem, muito receoso para a final de domingo. Não, não estou temendo o Botafogo, até porque considero o Vasco mais time, com maior número de jogadores capazes de decidir uma partida – Dodô, Carlos Alberto, Coutinho – e mais regular – tem a melhor campanha, muito embora isso não o rotule como favorito.

Mas, antes de ver Papai Joel brilhar na quarta, eu estava mais confiante, esperando pelo Flamengo, com toda sua marra e força de final. Não aconteceu. O Glorioso, renovado com a estrela do homem da prancheta, superou o atual campeão brasileiro, tendo apenas uma jogada ofensiva, que culminou com o gol de um pirralho, que, se ainda não está pronto, mostrou que é iluminado. Tal de Caio, que tem talento pra avançar na carreira.

Em suma, acho que o Botafogo está com sorte de campeão. Sim, tem uma zaga fraca, um lateral-direito fraco, um meio-campo que não cria quase nada. Mas tem o gigante no jogo aéreo El Loco Abreu, o guerreiro Herrera, o bom e raçudo Marcelo Cordeiro, o ídolo Leandro Guerreiro, o capitão Lúcio Flávio e o ótimo goleiro Jefferson. Porém, seu mais poderoso jogador está no banco, com uma barriga bizarra de chope: Joel Santana, que eu já tanto critiquei, chamei de mau treinador e não apoiei quando assumiu, há 1 mês, o time de General Severiano, após a sova dada pelo próprio Vasco no Engenhão. Eu estava errado – e como! Joel, estrela e Botafogo tem tudo a ver.

Enfim, no domingo, veremos quem se sairá melhor. Como sou vascaíno, espero que eu esteja errado em prever o título do rival. Não creio, mas...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Botafogo 0x6 Vasco

Grande jogo no Engenhão, mas de apenas um time: o Vasco. Soberano e predominante do começo ao fim, o Gigante da Colina, sem muito esforço, massacrou o Botafogo, por inacreditáveis 6x0. Dodô, em sua redenção, fez os três primeiros gols, justamente contra seu ex-clube. Léo Gago e Phillipe Coutinho (duas vezes) completaram a goleada.

Como eu havia falado no texto sobre a vitória contra o América, este clássico seria o primeiro desafio do Vasco no ano. E, pelo que se viu em campo, o time passou, com sobras, no teste. Mesmo diante de uma defesa frágil e desorganizada, o time de Vagner Mancini esteve muito entrosado no ataque, com Souza chegando bem de trás, Léo Gago se soltando, Carlos Alberto buscando jogo. No ataque, ótimo entrosamento entre Dodô e Coutinho, cada dia melhor e mais desenvolto.

O Botafogo foi encolhido pelo Vasco. Não teve campo pra jogar. E, quando já perdia por 1x0, Eduardo fez falta em Souza e foi expulso. Vi o lance de longe, pois eu estava no estádio. Não sei se foi justa a expulsão. De qualquer forma, o alvinegro, que já estava perdido em campo, com um a menos ficou ainda mais bagunçado. Parecia entregue, sem alma, sem força pra uma reação.

O Vasco, que nada tem a ver com isso, soube aproveitar, ainda na primeira etapa, a desigualdade numérica pra matar o jogo. Com mais dois gols do artilheiro Dodô, abriu 3x0 e decidiu a partida, para desespero do torcedor botafoguense, que deixava o estádio antes mesmo do fim do primeiro tempo.

Na etapa derradeira, o Vasco tocou a bola, administrou o resultado, mas jamais de abdicou de atacar. Léo Gago, que eu tanto cobrava mais participação nos jogos, fez, de falta, o quarto gol. Magno, que entrou no lugar de Carlos Alberto, contundido, fez ótima partida e municiou Coutinho, que fez seus primeiros gols como profissional, fechando o placar no Engenhão.

Vitória épica e empolgante do Vasco, que em nenhum momento perdeu o controle do jogo. Torcida em êxtase, Dodô voltando a marcar, Coutinho leve em campo... Esse time deve dar muito trabalho nas semifinais. Não duvidem.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tchau, jejum!

Após um jejum de 45 dias – 10 jogos, 8 sob comando de Estevam Soares -, o Botafogo, enfim, deixou de apenas beber água e voltou a beliscar alguma coisa. Pena que foi só um petisco, já que o prato principal será servido no domingo, quando o alvinegro enfrentará o Santos, na Vila, pelo Brasileiro.

Ontem, pela Sul-Americana, desprezada pela maioria dos clubes, o Botafogo, mais uma vez, não jogou bem e teve erros coletivos e individuais. Não fosse pela canelada de Wellington no fim do jogo, a classificação para as oitavas não viria. Pelo que se viu no jogo, algumas coisas há muito tempo evidentes para os botafoguenses ficou ainda mais visível. Vamos por partes:

Castillo: não dá. Sai mal do gol, leva gols defensáveis e consegue errar até em reposição de bola. É demais;

Alessandro: parece um mordomo, tanto na aparência quanto na função: adora servir o adversário. Ontem, levou um baile do bom Wesley. Certamente terá pesadelos com os dribles do garoto por algum tempo;

A zaga: como se não bastasse ser lenta, adora cochilar durante o jogo. Foi assim no segundo gol do Atlético-PR. Ninguém marcou e...

Meio-campo: razoável. Leandro Guerreiro é intocável e Jônatas vem evoluindo – parece mais a fim de jogo. Lúcio Flávio errou escanteio, cobrança de falta, excesso de passes... deixa pra lá.

Ataque: o que faz André Lima em campo? Só o vejo conclamando cânticos para a torcida, se ajoelhando em cobrança de pênalti a favor de seu time e reclamando de arbitragem. Futebol que é bom, nada. Reinaldo é bom. Deu uma bela arrancada ontem, mas ainda parece displicente e sem ritmo de jogo. Victor Simões? Já deu o que tinha que dar...

Assim, o Botafogo avançou, mas o que vale mesmo é o Brasileiro. Que a vitória de ontem traga ânimo ao time. Restam ainda 14 rodadas e o time de Estevam Soares precisa de, no mínimo, 7 vitórias para se salvar. Acho que dá pra escapar da degola, mas precisa vencer em casa, fato que há muito não acontece pelo Brasileiro. E, se beliscar pontos fora, melhor ainda. Que comece já no domingo, frente ao Santos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Valeu pelo suor

O futebol é engraçado. Veja só: quinta-feira passada, no Engenhão, o Botafogo perdeu para o Santo André, melancolicamente.

Naquele jogo, dois pontos, pelo menos pra mim, ficaram evidentes: Emerson não pode ser titular e Alessandro não é ponta direita. Dessa forma, o alvinegro sucumbiu diante do time paulista.

Hoje, diante do bom, embora desmontado time do Corinthians, o Botafogo foi vibrante e buscou um empate heróico no Pacaembu. A arbitragem, claro, apareceu mais do que devia e prejudicou pros dois lados. Mas a garra demonstrada pelo time alvinegro foi algo elogiável.

Na próxima quinta, em casa, o Botafogo recebe o Cruzeiro, em ascensão. É um teste e tanto para a equipe de Estevam Soares. Se vencer, respira. Se perder, beija a degola.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Botafogo na beira do caos

No futebol, todos sabem: treinador vive de resultados. E, no Botafogo, os últimos não têm agradado – especialmente o de sábado passado, em casa, quando perdeu para o Atlético-PR.

Sendo assim, a cúpula alvinegra, que se reuniu na noite de ontem, optou por demitir Ney Franco. Para a vaga dele, especula-se Vagner Mancini (bom nome), Cuca (não acho que seja o momento de voltar) e mais alguns entregues a turma da ociosidade.

Ney Franco é o 15º técnico demitido neste Brasileirão. E, a meu ver, vinha fazendo um bom trabalho dentre as opções que tinha no elenco. Desde a saída de Maicosuel, o Botafogo ficou carente de um armador. Lucio Flávio chegou, mas oscila demais. Ora joga, ora dorme.

Quem viu o jogo de sábado, ou se irritou e desligou a tevê ou simplesmente cochilou. Isso porque o time errou demais. Perdeu chances inacreditáveis de marcar. André Lima, em noite infeliz, desobedeceu Ney Franco, pegou a bola com Lucio Flávio e perdeu o pênalti. Na entrevista coletiva, chorou. Mas a peteca, claro, sobrou para o treinador.

Neste momento, não acho que o Botafogo corre risco de rebaixamento. Mas com um goleiro atrapalhado, uma zaga lenta, um meio-campo oscilante e um ataque inoperante não pode almejar vôos altos no campeonato. Mas, se continuar dormindo em campo, pode desandar de vez e, assim, seguir para o limbo do mal. Ainda acho que o time pode reagir e até brigar pela Copa Sul-Americana, desde que acorde e não cometa erros primários, como fez sábado passado.

É importante, também, frisar o seguinte: o cobrador de pênalti deve ser designado pelo técnico, que, obviamente, escolhe o que treina melhor. Hoje, Lucio Flavio é o cobrador oficial do time. Mas, sábado, quem estufou o peito e cobrou foi André Lima. Perdeu e Ney Franco é quem pagou a conta. Uma pena.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Jogo de erros

Flamengo e Botafogo, ontem, mais uma vez cairam na rotina. Foi o terceiro empate por 2x2 no ano. Estatísticas a parte, há muita polêmica em relação a arbitragem, pra variar.

Humildemente, darei minha opinião, tentando ser o mais racional possível. Eis os lances:

1 - Quando ainda zero a zero, André Lima recebeu assistência de Victor Simões, que dividiu, a meu ver, legalmente com Airton. O juiz não viu assim e marcou falta do alvinegro sobre o rubro-negro. Primeiro erro;

2 - Na falta (que eu não marcaria) cobrada por Juninho, que originou o primeiro gol do Botafogo, Alessandro estava, claramente, em posição irregular. A bandeirinha não enxergou e o gol foi validado. Segundo erro;

3 - Na disputa entre Emerson e Lucio Flávio (foto), pra mim, houve falta do xeique. É nítido o ligeiro empurrão do jogador do Flamengo. O árbitro - bem posicionado no lance, quase que de camarote – não assinalou falta e Emerson fez o gol de empate. Terceiro e último erro.

É verdade que o árbitro não tem todos os recursos tecnológicos disponíveis como nós (comentaristas, julgadores e críticos), mas nestes lances específicos citados ele errou, seja por conivência ou falta de coerência – a última é a minha opção. Não há critério na marcação das faltas. E não somente neste jogo, mas em qualquer outro, seja em território profissional ou várzea.

De um lado, Ney Franco esbravejou contra Péricles Bassols Cortez, árbitro do jogo. Cuca, do outro, idem.

Com ou sem razão, eu não sei, mas a falação é incessante.

E a discussão segue em torno do tema, seja em blogs, twitter, orkut, mesa de bar, restaurantes, ônibus, metrô, trem, barca, catamarã, motel ou coisa que o valha.

Não dá pra agradar todo mundo, mas há de se existir critério. É só isso que se exige.

Teoria de conspiração? Me poupe.

sábado, 27 de junho de 2009

Hora de acordar


O Botafogo acaba de ser massacrado pelo Goiás, em casa, por 4x1. Obviamente que o time de Ney Franco não jogou bem. Errou muitos passes, pecou demais nas conclusões e teve uma zaga abaixo da crítica, que errava até na saída de bola.

O meio-campo não conseguiu municiar o ataque. Lucio Flávio esteve apagado em campo. Leandro Guerreiro falhou nos dois últimos gols do time esmeraldino, coisa que não é comum acontecer. Assim, o Botafogo não se encontrou em campo. Errou demais.

Já o Goiás, embora tenho feito 4 gols, não se arriscou tanto no ataque, mas contou com a competência de seus jogadores na hora de finalizar e também com a pífia atuação de Juninho e Emerson, zagueiros em noite infeliz. E, assim, saiu vencedor do confronto, o que o levou a sétima colocação no Brasileirão. Já o alvinegro permanece na penúltima posição, podendo ser ultrapassado pelo Sport, amanhã, que recebe o Grêmio, na Ilha do Retiro.

Enfim, goleada e muito protesto da torcida no Engenhão, com total razão. Que fique claro que o problema do Botafogo não é o treinador. Ney Franco é bom técnico e sabe trabalhar quando tem elenco. Mas é justamente esse o problema: falta de jogadores de qualidade, principalmente no meio de campo. Maicosuel saiu e o time perdeu muito em criatividade. Lucio Flávio, desde que voltou, ainda não se encontrou em campo. Parece fora de forma, desinteressado dos jogos.

O campeonato é longo, é verdade. Mas, com esse plantel, carente de jogadores de qualidade, vai ficar difícil pro alvinegro permanecer na elite do futebol.

Hora de acordar.

domingo, 1 de março de 2009

Festa em preto e branco


Com extrema soberania, o Botafogo não deu chance pra zebra e sagrou-se campeão da Taça Guanabara, hoje, no Maracanã, que recebeu ótimo público – pouco mais de 72 mil pessoas.

O Resende que, com todo o respeito é fraquíssimo, só assustou com uma cabeçada do artilheiro do campeonato Bruno Meneghel (8 gols), para boa defesa de Renan. No mais, o Botafogo dominou amplamente a partida e venceu com gols de Reinaldo, Lucas Silva e Maicosuel.

Levou o caneco o time que jogou o melhor futebol no primeiro turno e que não contou com a ajuda do tapetão para chegar à final. Palmas para Ney Franco que, mesmo com um elenco limitado e não apontado como favorito, calou a boca dos críticos de plantão, que apontavam Flamengo e Fluminense como cotados à conquista.

Que no segundo turno a arbitragem deixe de prejudicar os times e que os semifinalistas se classifiquem em campo, não no tribunal.

Você, boleiro, acha que a zebra vai reaparecer na Taça Rio? Eu duvido.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Carioca-2009

Em São Januário, jogando como mandante, o Fluminense não teve trabalho para vencer o fraco time do Tigres. Com gols de Everton Santos (dois), Maicon e Thiago Neves, o tricolor avançou às semifinais e agora aguarda o julgamento de Jéferson, do Vasco, na terça-feira (próxima), para saber se permanecerá em primeiro do grupo ou, no caso do Vasco recuperar os pontos no tribunal, se cairá para a segunda colocação. Neste momento, o adversário na semifinal é o Botafogo. A data ainda está indefinida.

No Maracanã, Botafogo e Flamengo, que já estavam classificados antes mesmo do jogo começar, entraram em campo apenas para decidir quem seria o primeiro e segundo colocados de seu grupo. Em jogo de fraco nível técnico, os dois times empataram. No primeiro tempo, o predomínio foi do alvinegro que dominou as ações e abriu o placar com Batista, aos 16. Na etapa derradeira, o Fla melhorou e teve mais oportunidades. Aos 5, Egídio sofreu pênalti, que Obina cobrou e perdeu. Muito vaiado, o xodó da torcida deu lugar a Josiel que, nos acréscimos, após falha de Alessandro, empatou o jogo, mantendo o rubro-negro na liderança do grupo B. Na semifinal o alvinegro enfrentará o Fluminense, caso o Vasco não recupere seus pontos. Já o Fla pega o Resende. As datas ainda serão marcadas.

No Engenhão, como visitante, o Vasco não precisou de muito esforço para derrotar o Madureia. O time de Dorival Júnior segue evoluindo e, com gols de Carlos Alberto (segundo jogo consecutivo sem levar amarelo), Jéferson e Elton, somou três pontos e agora depende de seus advogados para ir à semifinal, já que escalou, irregularmente, o meia Jéferson, na primeira rodada do Estadual, quando perdeu, em casa, para o Americano. Nada mais justo que devolver os seis pontos ao Vasco, uma vez que o time da Colina fez por merecer a vaga, ganhando seus jogos dentro de campo. Se o cruzmaltino conseguir a absolvição junto ao pleno do TJD-RJ, se classifica em primeiro lugar e joga o Fluminense para a segunda posição, o que automaticamente eliminaria o Resende. Assim, enfrentaria o Botafogo.

Portanto, na terça-feira, todo mundo estará de olho neste julgamento, que decidirá os confrontos das semifinais. A conferir.