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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vasco 1x1 Atlético-GO

Quem não assistiu Vasco 1x1 Atlético-GO, ontem, em São Januário, provavelmente caiu no lugar-comum e definiu o empate pro mandante como “tropeço”, “derrapada”, “susto” e afins. Analisando do ponto de vista do adversário e sua história, pode ser. Mas, do ponto de vista do que foi o jogo e do equilíbrio do Brasileirão, tão comentado por jornalistas, não. Não caia no discurso simplório e quase unânime da imprensa de que “o Vasco perdeu grande chance de abrir melhor vantagem na liderança diante de um time de menor expressão, com todo respeito ao Atlético” por um motivo simples, que muitos não reconhecem ou simplesmente acham pouco provável pela posição na tabela: o rubro-negro goiano tem um bom time e ficou enjoado, principalmente fora de casa, após a chegada de Hélio dos Anjos.

O Vasco, por outro lado, não esteve em grande noite. É verdade. Não repetiu a excelente atuação que teve contra o Grêmio - dificilmente fará partidas como aquela, onde a maioria do time jogou acima da média, com índice de acertos impressionantes, especialmente no ataque. A presença em massa da torcida a favor do time da casa é sempre um algo mais, mas quando o mandante começa atrás no placar o número em peso na arquibancada se transforma em ansiedade nos jogadores dentro de campo.

E foi o que mais ou menos aconteceu. Mais ou menos porque a boa atuação do Atlético não se resume apenas na má partida feita pelo Vasco. Uma coisa nem sempre está ligada a outra. O visitante, desde o início, emplacou uma forte marcação no campo de defesa do Vasco, que tinha dificuldades pra sair pro ataque. Juninho, naturalmente, recuava e Diego Souza, bem marcado, ficava praticamente isolado no meio-campo.

O jeito, então, era jogar pelas laterais – como antes fizera o Atlético-GO, que abriu o placar num ótimo cruzamento pra cabeçada certeira de Anselmo. Foi assim também que o Vasco chegou ao empate com Diego Souza, numa jogada quase idêntica de Fagner – e repetida, logo em seguida, por Rômulo. Depois, pressão total do Vasco, mas nenhum abatimento por parte do Atlético, que, além de mostrar personalidade, atrevimento e coragem para enfrentar o líder em seu estádio lotado, teve pique e organização para pressionar o jogo inteiro, quase sempre comandado pelo ótimo Rafael Cruz.

No segundo tempo, o mesmo panorama. Jogo lá e cá e com o Atlético tendo as chances mais perigosas. Não fosse pela atuação espetacular de Fernando Prass e nem a liderança com diferença de um só ponto para o segundo colocado seria mantida.

Conclusão: resultado ruim para o Vasco se compararmos a magnitude dos clubes, mas absolutamente justo pelo que foi visto em campo e pela qualidade do Atlético-GO.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vasco 1x1 Avaí

Dificilmente o Avaí vai jogar e se comportar tão bem como fez em São Januário, na próxima quarta, mesmo não tendo dominado a peleja no campo vascaíno ontem. Criou chances, perdeu gols e teve ótimo toque de bola no meio-campo, principalmente com Marquinhos e Julinho, o autor do gol, um excelente lateral-esquerdo – ou meia-esquerda disfarçado, como queiram.

Já o Vasco começou em cima, dando mostras que iria inaugurar o placar logo nos primeiros minutos, quando Marcinho Guerreiro evitou, de cabeça, um gol de Diego Souza. Mas a medida que o time hesitava no ataque (nenhuma novidade) e não marcava seu gol, o Avaí ganhava moral na partida e assustava nos contra-ataques. A equipe comandada por Silas mostrou seu valor, mas não dá pra considerar apenas o bom jogo avaiano e poupar alguns jogadores do Vasco, sobretudo o técnico Ricardo Gomes, pelo resultado ruim:

- Alecsandro: intolerável. Alegar falta de entrosamento com Éder Luís pelos inúmeros gols perdidos nos últimos jogos é procurar pêlo em ovo. Perde gols em demasia de frente, de lado, de quatro e o caralho. Ou seja, o Vasco ainda ressente de um goleador – que, sabemos, também não é o Elton.

- Ramon: não fode e também não sai de cima. Márcio Careca, que é ruim, fez um grande jogo contra o Atlético-PR e merecia a titularidade hoje. Ramon foi útil na Série B e só. A lateral-esquerda não é um problema crônico apenas no Flamengo.

- Ricardo Gomes: não tem currículo, não tem título, mas não tem a arrogância predominante da maioria dos técnicos brasileiros e tem mérito na melhora substancial do Vasco no ano. Não pode continuar com o péssimo hábito de DEMORAR pra mexer no time. Pôs Bernardo tarde, como SEMPRE, sacou erradamente o velocista Éder Luís e deixou o preguiçoso Diego Souza em campo durante os 90 minutos.

- Diego Souza: nunca fez por merecer ser titular do Vasco. Pode ser útil? Sim, quem sabe. Alguns não acreditam. Eu, ingênuo, tenho certa esperança. Mas Bernardo JAMAIS poderia ser tirado da equipe para a entrada dele. Outro erro que vai pra conta do técnico.

Não vou criticar o Allan, que fez sua pior partida pelo Vasco, porque ele joga improvisado na lateral; Dedé e Anderson Martins vacilaram mais que de costume e Fernando Prass fez uma grande defesa. No mais, Felipe esteve muito bem na armação, até parecia ter 23 em vez de 33 anos e deu várias enfiadas, como de praxe. O melhor do Vasco na noite.

Conclusão: dentre as circunstâncias adversas de um jogo que parecia perdido, ÓTIMO resultado para o Vasco. Quem viu, sabe disso. E não, o Avaí não tem nenhuma vantagem para o jogo de volta na Ressacada.

*****

Sobre os pênaltis: achei bola na mão do Dedé, fato que, na minha interpretação, não é pênalti. Pênalti escandaloso do goleiro avaiano Renan em Ramon. No lance do Elton, uma falta que acontece em todos os jogos, mas que quase nenhum juiz marca – a não ser, claro, que queira compensar algum erro anterior.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vasco: o sentimento não pára, mas se despedaça


Começo este desabafo (idiotas vão encarar como choro) falando por mim e por uma imensidão de vascaínos: ninguém agüenta mais perder para o Flamengo em decisões!

Não vou me ater ao jogo, nem me agarrar a estatísticas e nem é preciso recorrer a elas quando se mistura mágoa, amor ferido e trauma. O vascaíno não agüenta mais ser motivo de chacota em quaisquer lugares que esteja por causa (não culpa) do Flamengo.

Ontem, num bar, antes mesmo do jogo decisivo da Taça Rio começar, já se ouvia o coro de vice, de freguês, entre outras provocações dos flamenguistas presentes. É saudável? Claro que é! Faz parte do folclore do futebol. O que não é normal, muito menos saudável, é a ausência de réplica dos vascaínos. Não se viu respostas à altura no entorno do bar – e a inferioridade numérica de torcedores não serve como desculpa. Tal fato resume bem a atual (e lamentável!) situação do Vasco, que muitos não reconhecem ou não querem enxergar pelo fanatismo: viramos coitados, penosos, vascaínos que não confiam no seu time – e isso nada tem a ver com o fato do nosso time ser superior ou inferior ao adversário.

Respeito muito o Lédio Carmona, um dos melhores comentaristas de futebol do país. Apesar de vascaíno, imagino que a imparcialidade dele tenha falado mais alto no seu texto sobre o clássico dos milhões. Mais alto que o sentimento, o que é admirável para um profissional de imprensa, que deve pregar sempre pela isenção nos comentários.

Porém, pouco importa (em minha opinião de torcedor sofrido) se o Vasco tem o melhor elenco montado desde 2002; pouco importa o fato de o Vasco ter tido um elenco mais ajustado que o do Flamengo no decorrer da própria Taça Rio; pouco importa o fato de o Vasco estar vivo na Copa do Brasil, onde as seqüelas da perda de ontem ficarão expostas nos jogos a seguir; importa menos ainda a possibilidade de o Vasco começar forte um Brasileiro, como há anos não se via. Certas coisas são muito grandiosas para o vascaíno – vencer o Flamengo, numa final, é ser bicampeão: prova de superação sobre os rivais e, acima deles, o Flamengo. Para o Vasco, todos são rivais. Mas o Flamengo é um rival elevado ao quadrado, está num patamar acima, invariavelmente. Não quero com isso incitar a violência e tampouco ver o Flamengo como inimigo. Apenas não ignoro a enorme rivalidade (sadia) entre os clubes, muito menos desmereço a grandeza do Rubro-negro.

Nos dias de hoje, lamentavelmente, ouço vascaínos torcendo para o Vasco não chegar a uma final com o Flamengo, com receio de final trágico, como têm acontecido nos longínquos últimos anos. Pode-se encarar tal comentário como covardia em se tratando de Vasco da Gama. Porém, o trauma das últimas finais torna isso compreensível.

Parece que, para ressurgir LITERALMENTE da fossa, do limbo, do ostracismo, é necessário vencer o Flamengo em uma final, seja ela qual for. Eu, honestamente, achava que isso poderia acontecer ontem – em finais anteriores, tinha pouca esperança, embora a paixão nos deixe cego às vezes.

O Vasco começou pessimamente o ano, ganhou reforços e um treinador aparentemente confiável. Ricardo Gomes começou a desenhar um time que vinha ganhando respeito, especialmente no cenário carioca. Não se pode dizer que tudo foi em vão. Mas a derrota de ontem foi mais dolorosa porque, embora o receio de finais contra o maior rival ainda exista fortemente no coração do vascaíno, parecia (pelo maior volume de chances perigosas criadas pelo Vasco) que o roteiro mudaria, que seria diferente, enfim. Amarga ilusão!

Era temerário enfrentar o Flamengo nas penalidades. O rival, como escreveu o Rica Perrone, não perde nos pênaltis, pelo menos num passado MUITO distante. O Vasco, entretanto, tem histórico negativo neste quesito. Também por isso, parecia que o Gigante da Colina sairia por cima, mudaria o roteiro e faria um novo final, embora, conscientemente, o medo de uma nova derrota existisse nitidamente na face de muitos que me cercavam no bar.

O final todos já conhecem. Rubro-negros comemoram, vascaínos lamentam – alguns choraram copiosamente e ainda buscam a cura para mais uma cicatriz. Outros, como eu, buscaram o silêncio no quarto de casa. O sentimento, que nunca vai parar, é de desolação, de receio, de medo de decisão. Está em pedaços. Efeitos que não condizem com a opulência do Vasco, mas que, inevitavelmente, se apossaram da imensa legião de vascaínos por causa dos últimos históricos. Malditos pênaltis desperdiçados!

domingo, 24 de abril de 2011

Vasco 1x0 Olaria


A imagem acima, um dos raros momentos de brio do Vasco na partida de ontem, ilustra o primoroso passe de Fellipe Bastos para Éder Luís, com enorme frieza, invadir a área e driblar o bom goleiro Henrique, do Olaria, para marcar o gol que pôs o Gigante da Colina na final da Taça Rio. Por que foi um dos raros momentos de brio do Vasco? Explico: pelo forte esquema de marcação sobre o maestro Felipe, pela inércia de Diego Souza e muito pela consciência da bem armada equipe da Rua Bariri.

O Vasco teve mérito na vitória, evidentemente. Mas há de se reconhecer a boa partida feita pelo Olaria, que, pouco antes do gol vascaíno, dominava as ações, principalmente pelo seu setor esquerdo, nas costas de Allan, chegando a botar uma bola no travessão em chute de Felipe, de fora da área. Logo depois, numa saída de bola errada de Thiago Eleutério, gol do Vasco.

Na metade do segundo tempo, já com Bernardo em campo, o Vasco ganhou mais dinamismo nas jogadas de ataque. Simples: como o maestro Felipe estava bem marcado e seu companheiro de armação, Diego Souza, se mostrou (mais uma vez) incapaz de municiar o ataque, o xodó da torcida deu movimentação do meio pra frente, inclusive sofreu o pênalti em jogada iniciada por ele mesmo, desperdiçada no travessão na sequência. Depois disso, Ricardo Gomes colocou Eduardo Costa para segurar a classificação.

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Não só acho que o Bernardo tem que ser titular no Vasco – na vaga de Diego Souza, visivelmente sem forma física e técnica -, como também acho que ele jamais deveria ter saído da equipe. Como o Vasco tem vencido a maioria dos jogos e o garoto tem entrado bem no segundo tempo, já com as partidas praticamente decididas, pouco tenho visto de críticas a escalação inicial de Ricardo Gomes. Mas se o time, que ainda se mostra muito oscilante, perder, não tenho dúvida de que a pressão por sua entrada de início será muito maior.

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Sobre o pênalti no Bernardo: achei que foi. Ele entrou em velocidade e foi deslocado pelo Henrique. O bom goleiro do Olaria foi ingênuo no lance, poderia ter evitado a falta. O lance, entretanto, não mudou o placar do jogo.

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Público no Engenhão: 22.867 pagantes - 28.675 presentes. Esperava mais torcedores, embora fosse jogo de uma torcida só. Ah, mas era feriado prolongado. Tudo bem...

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O Flamengo, que venceu hoje o Fluminense nos pênaltis, é o adversário do Vasco no domingo que vem. Será que o roteiro das finais dos últimos anos entre ambos mudará? A conferir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Copa do Brasil: Náutico 0x3 Vasco

Grande jogo do Vasco, quarta, no estádio dos Aflitos. O placar de 3x0 - gols de Dedé, Alecsandro e Bernardo -, não traduz o que foi a partida. Felipe, lúcido, disse ao fim do jogo que o resultado ficou de bom tamanho para o Náutico. E ficou, mesmo.

Com boa atuação de Dedé, Allan, Ramon, Felipe, Diego Souza e companhia, o Vasco, apesar de ligeira pressão inicial do Timbu, soube se impor em campo e tomou conta do jogo. Perdeu uma penca de gols, é verdade, como acontecera na magra vitória sobre a Cabofriense, em São Januário, sábado passado. Mas o resultado incontestável dá muita tranquilidade para o jogo da volta, dia 27, em casa.

A equipe dirigida por Ricardo Gomes está invicta há nove jogos e, o melhor, começa a mostrar regularidade, principalmente do meio pra frente, com Felipe ditando as jogadas, Diego Souza ganhando ritmo, ajudando na criação e finalizando com frequência e Fellipe Bastos atuando disfarçadamente como volante porque, na prática, aparece bem no ataque e chuta muito forte de longa distância. Sem falar no Bernardo que, a meu ver, merece a vaga de titular - nem que seja na vaga do atual camisa 10. Dor de cabeça saudável para o treinador que, sob olhar de desconfiança no início, soube impor sua filosofia de trabalho e ganhou o grupo, o que dá alívio ao torcedor.

Muito perto das quartas-de-final da Copa do Brasil e classificado para as semifinais do Estadual, o Vasco ganha corpo, respeito dos adversários e a confiança de seu torcedor. Fatores fundamentais para ter êxito em 2011.

sábado, 26 de março de 2011

Vasco: pioneiro também na areia!

Comentei no Facebook, logo após a vitória do Vasco sobre o Sporting, que deu o título de primeiro campeão mundial de areia ao clube da Colina:

Pouco importa se é no xadrez, na peteca, no tênis de mesa ou mesmo na areia. Ouvir o hino do Vasco após um título é do caralho! Tem que respeitar!

Por que não comemorar um título do Vasco na areia? É legítimo, é válido, revigora. O vascaíno está carente de comemorações, de grandes disputas, de grandes finais. Há muito tempo, o Vasco, o principal, o do campo, não grita é campeão. Faz pouco mais de 8 anos, pra ser mais preciso. Desde 2003, naquela final de Estadual contra o Fluminense, onde Léo Lima acertou um cruzamento de letra que culminou no gol de Souza. Foi a única contribuição que Léo Lima deu ao Vasco. Aliás, foi a única contribuição que Léo Lima deu ao futebol brasileiro.

Então, refaço a pergunta: por que não vibrar com um título de campeão do Mundialito de Clubes?

Exceto a final de hoje, confesso, não acompanhei o Vasco neste campeonato. Apenas li as notícias pós-jogo. E, ontem, sem muita base, conversava com um vascaíno e um rubro-negro sobre o assunto. Eu dizia que, caso o Vasco vencesse, não dariam muita atenção para o fato. Mas, se fosse vice, tenho certeza que a repercussão seria infinitamente maior. Os rivais não deixariam de tripudiar. Vice até no futebol de areia, diriam. Posso imaginar. A grandeza do Vasco se faz presente nas zoações também, ora. Sinal de que o clube, mesmo há muito tempo sem uma grande conquista, incomoda. E como!

Por tudo isso, por toda a carência de título que o torcedor do Vasco carrega, vale soltar o grito de campeão, mesmo que os torcedores rivais mostrem recalque e não dêem valorização para esta competição.

Parabéns ao elenco do Club de Regatas Vasco da Gama por mais um troféu que vai se acumular entre tantos outros em São Januário.

sábado, 24 de julho de 2010

Vasco 2x0 Atlético-GO

O Vasco venceu o Atlético-GO e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento, ainda que momentaneamente, subindo para o 12º lugar. Mas, para isso, o torcedor vascaíno sofreu, seja diante da tevê (eu), seja no estádio de São Januário, onde mais de 13 mil vascaínos acompanharam o jogo.

Jogo este que, com toda sinceridade que Deus me deu, foi terrível. Isso porque o Atlético-GO, como a maioria dos times que vem à São Januário, jogou atrás, explorando os contra-ataques. O Vasco, mesmo jogando em casa e precisando vencer para respirar na tabela, entrou com três volantes no meio-campo, tendo apenas o limitadíssimo Fumagalli como responsável pela armação. Pra piorar, os laterais não ajudavam, visto que Fagner está mal e Carlinhos só faz errar passes.

Para se ter uma idéia do tormento vascaíno, até o gol de Nilton no primeiro e único chute à gol do Vasco no primeiro tempo, o time da Colina errava passes demais, tinha lentidão na saída de bola e, como de praxe, não conseguia furar o bloqueio defensivo do adversário. Tanto que a primeira chance do jogo foi do visitante, em uma forte cobrança de falta desferida por Robston.

No segundo tempo, o panorama foi quase o mesmo, tendo um Vasco pouco melhor por causa do placar adverso do Atlético-GO, que naturalmente teve que sair pro jogo. Entretanto, como acontecera na etapa inicial, foi o time goiano quem deu o primeiro susto, mandando (outra) bomba no travessão de Prass, que, naquele momento, já tinha certeza de que a sorte estava presente ao seu lado. E estava mesmo.

Após o gol de canhota de Fumagalli, que ampliou para os donos da casa, o goleiro vascaíno se viu diante de um pênalti. Prass não hesitou e acertou o canto, sem dar rebote na cobrança de Robston. Defesa segura que impediu qualquer reação do adversário.

E, para não dizer que o Vasco foi de todo ruim, Rômulo e Jonathan, gratas revelações, fizeram excelente partida: o primeiro, volante, teve destaque na contenção, ganhando praticamente todas as divididas que disputou; o segundo, atacante, teve personalidade, deu bons dribles no ataque e participou das jogadas dos dois gols do Vasco. Algo comemorável neste cotejo digno de Segunda Divisão.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Grêmio 1x1 Vasco

Com o perdão do clichê, mas o empate de 1x1 entre Grêmio e Vasco, com gols de Jonas e Nunes, respectivamente, que manteve os dois times no G-4 do mal, teve um gosto amargo para o time carioca, muito embora Titi, quase no último minuto de jogo, tenha tirado com a mão o que seria o gol da vitória do tricolor gaúcho.

Amargo porque o Vasco, mesmo diante de um gramado ensopado, não tomou conhecimento do bom time do Grêmio (apesar da péssima colocação no Campeonato Brasileiro, ocupando a zona da degola, assim como o time cruzmaltino) e desde o início pressionou o adversário, abrindo rapidamente o placar com Nunes, em falha de Victor. Minutos depois, após um bisonho escanteio cobrado pelo lateral Carlinhos, o Grêmio ligou o contra-ataque e empatou, num belíssimo chute de Jonas.

Daí por diante, o Vasco seguiu em cima do Grêmio e teve boas chances de ampliar o marcador: Nílton perdeu gol, Jonathan desperdiçou chances claríssimas e Fumagalli mandou até bola no travessão. Tivesse terminado 3x1 a favor do Vasco, ainda no primeiro tempo, não seria exagero nenhum.

No segundo tempo, o gramado ainda mais encharcado limitou os times a chutes de longa distância. Só que a maioria dos jogadores das duas equipes custou a entender que, tentando conduzir a bola, dificilmente alguma jogada sairia. Em resumo: o jogo ficou lá e cá, teve emoção e qualquer uma das equipes poderia ter vencido, apesar do Vasco ter tido mais oportunidades de gol.

No mais, achei PC Gusmão muito cauteloso quando tirou Fumagalli, único armador vascaíno em campo, para colocar Léo Gago, que deveria ter iniciado a partida, até porque sua atuação no jogo contra o Atlético-PR, em São Januário, foi a melhor que fez com camisa vascaína.

O Grêmio, por sua vez, segue na zona de rebaixamento, fato que não condiz com o investimento feito pelo clube. Um time que tem Victor, Borges, Jonas, Hugo e Cia não pode estar nas penúltimas colocações. Silas balança no cargo e pode até cair no decorrer da madrugada.

domingo, 23 de maio de 2010

Novo técnico, velhos erros

É difícil acreditar na ofensividade de um time que entra em campo com 4 volantes (Nilton, Rafael Carioca, Léo Gago e Souza), 2 zagueiros (Dedé e Thiago Martinelli) e (mais) um volante mascarado de lateral (Jumar). Contando com o goleiro, são nada menos que 8 jogadores que, em tese, tem como especialidade defender. Em tese, repito. Apesar do prognóstico de um Vasco defensivo e covarde, não foi isso que se viu em campo. Mesmo com o início enérgico do Avaí, algo peculiar para um time que atua sob seus domínios, não demorou para o time de Celso Roth tomar conta do jogo.

Sim, o Vasco, mesmo com 7 jogadores de defesa em campo, dominou o jogo. Phillipe Coutinho, com espaço, ditou o ritmo, não se acolheu como em alguns jogos e criou boas situações, além de finalizar por duas vezes com perigo, uma no travessão, inclusive. Souza, mesmo lento, também ajudava no apoio. Léo Gago arriscava chutes de longa distância e, em uma bela cobrança de falta, quase fez um golaço. Lá atrás, Nilton e Rafael Carioca seguiam impecáveis na marcação. Só que o Vasco esbarrava no goleiro adversário e também na falta de finalização precisa à gol. Por ironia, na primeira oportunidade clara do adversário, algo que o Vasco tivera em, no mínimo, três situações, o Avaí abriu o marcador com Roberto, em falha de Nilton.

O jogo era bom, muito movimentado, lá e cá, mas com um pouco mais de volume para o Vasco, que veio para o segundo tempo com menos volantes e mais atacantes – Léo Gago deu lugar ao irritadiço Rafael Coelho. Ou seja, o Vasco seguia sem armador em campo, o que considero o primeiro erro de Roth. Por que não escalar Magno? O fato de não ter ninguém na criação obrigava o recuo dos atacantes vascaínos para buscarem jogo. Isso vinha dando certo até um marcador do Avaí colar implacavelmente em Coutinho.

A partida seguia equilibrada, tendo o Vasco, de novo, o maior volume, mas, desperdiçando chances claras, principalmente com Rafael Coelho, esquentadinho à beça, que chutou na trave quando não tinha sequer goleiro. Cena, aliás, que retrata a intranqüilidade que ainda atormenta o Vasco. Nos acréscimos, o Avaí fechou o placar aos 46 minutos com Róbson, em nova falha da zaga vascaína, desta vez mal posicionada.

Em suma, o Vasco melhorou, o que nada quer dizer, já que segue sem vencer. 1 ponto em apenas 3 jogos, culminando com a ingrata 19ª colocação. O time precisa de reforços. Bons reforços! Do contrário, o calvário que ocorreu em 2008 se repetirá em 2010.


domingo, 16 de maio de 2010

Vasco x Palmeiras: sinal amarelo para ambos

O Vasco, mais uma vez, repetiu os erros de seus últimos jogos e empatou por 0x0 com o Palmeiras, em São Januário, diante de um heróico público (11 mil presentes), que se desdobrou para ver um pobre futebol.

O time comandado pelo ex-zagueiro Gaúcho (me recuso a chamá-lo de treinador) continua carecendo de um lateral-direito, de um zagueiro experiente (mesmo sem ter levado gol hoje, a zaga não deixou de dar seus sustos) e de um atacante. No mais, o Vasco mostrou alguma vontade, conclusões toscas a gol, um excesso de passes errados, uma atuação absolutamente ridícula de Caíque, que, além de perder um gol feito no primeiro tempo, deu um chute bisonho no segundo, onde a bola saiu pela lateral de campo, e um visível Philippe Coutinho mal posicionado em campo. Não adianta pôr o garoto como atacante se o time não tem um armador com seu talento na ausência de Carlos Alberto. Conclusão: a bola pouco chegou ao ataque.

Não dá para culpar (só) o ex-zagueiro Gaúcho, que tenta fazer função de treinador. Que culpem quem o colocou lá como comandante, ou seja, o presidente Roberto Dinamite, que, se não abrir o olho, vai perder toda a sua idolatria conquistada quando era jogador, porque, como dirigente, tem se mostrado confuso e amador.

Resumindo: o Vasco precisa de reforços e, especialmente, de um técnico. Cuca está livre no mercado. Acho um bom nome ou, pelo menos, melhor que o comandante atual. Sei que é cedo para falar em rebaixamento, mas, com o time jogando essa bolinha medíocre que jogou hoje, não há como fugir dessa realidade.

Quanto ao Palmeiras, não penso muito diferente. Zago, a exemplo de Gaúcho, não é o nome ideal para comandar um clube de porte. O Porco, hoje, mostrou-se lento na saída de bola, sem referência no ataque e com um meio que tem Pierre, ótimo na marcação, Marcos Assunção, bom na composição da zaga, e Claiton Xavier, bom armador, mas, sozinho, não vai resolver sempre a parada. Vitor, um dos destaques do Goiás no ano passado, esteve muito tímido no apoio hoje. Talvez seja falta de ritmo. Não sei.

Fato é que, deste jeito, Vasco e Palmeiras não chegarão longe no Brasileirão. Pior: correm sérios riscos de brigar no G-4 do mal. Não duvidem.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Apostas de risco na Colina

O dia seguinte a derrota para o Altético-MG foi de apresentação e confirmação de dois reforços para o Campeonato Brasileiro: Nunes, vice-campeão paulista deste ano pelo Santo André e Zé Roberto, que estava à passeio na Alemanha. Ambos foram confirmados pelo Vasco para o restante da temporada.

Nunes é um atacante trombador, tem boa altura e funcionou razoavelmente bem no jogo aéreo pelo Santo André, ano passado, no Brasileirão, cujo time foi... rebaixado. Fez alguns gols na ocasião, perdeu tantos outros e, este ano, onde o Santo André foi a grata surpresa do Paulistão, Nunes foi ofuscado por Rodriguinho (bom jogador, contratado pelo Fluminense), Branquinho e Bruno César, ótimo meia, anunciado pelo Corinthians. Então, sinceramente, não creio que Nunes seja o jogador ideal para resolver o problema no ataque do Vasco.

Já Zé Roberto, famoso por cometer alguns exageros fora de campo, é apenas um bom jogador, pode ser útil ao Vasco, principalmente com as prováveis saídas de Carlos Alberto e Philipe Coutinho no meio do ano. Ano passado, pelo Flamengo, Zé Roberto demorou demais para engrenar, fez algumas boas partidas, mas não foi fundamental no título brasileiro rubro-negro, a exemplo de Bruno, Pet e Adriano. Resta saber em que condições ele vai chegar à São Januário, onde não há mais espaço para testes e demoradas recuperações junto ao Departamento Médico do clube. Francamente, não é nem um pouco empolgante a contratação deste jogador.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Turbulência na Colina

Mesmo vencendo o Vitória, anteontem, em São Januário, por 3x1, o Vasco se despediu da Copa do Brasil. O adeus, no entanto, acontecera na partida de ida, em Salvador, na semana passada, quando o time comandado por Gaúcho, em duas falhas individuas de sua defesa, sucumbiu diante do time baiano. Lá, o Vasco jogou mal, perdeu gols e deu brechas, como de praxe, para o adversário. Já anteontem, mesmo tendo boa atuação, marcando de forma razoável, criando boas chances e com apoio de sua torcida, o Vasco não conseguiu fazer um placar que o tornasse semifinalista.

Diante disso, a procura por um culpado, naturalmente, teve início. Muito se falou (e ainda se fala) da arbitragem de Evandro Rogério Roman, que, de fato, é discutível. Talvez, como é comum no Brasil, ele tenha usado a lei da compensação. Isso porque, aos 13 minutos do segundo tempo, Roman expulsou diretamente Rafael Cruz, do Vitória, por dura entrada em Souza - na minha opinião, o lance foi pra amarelo. Depois, aos 30, Viáfara, último jogador do Vitória, cometeu pênalti em Elton e, por determinação da regra, deveria ter recebido o cartão vermelho direto, uma vez que o jogador vascaíno partia em direção ao gol. Roman, entretanto, apenas amarelou o goleiro, o que gerou muita discussão, já que Nilton, no primeiro tempo, fora expulso por impedir o progresso de Neto Berola em direção ao gol vascaíno, em jogada semelhante.

Critério do árbitro? Não houve, isso é evidente. Teoria da conspiração? Sinceramente, não acredito. Perseguição ao Vasco? É o que muitos alegam como explicação a mais um vexame. A torcida, após o apito final, aplaudiu os jogadores, reconhecendo a entrega, a boa atuação, a gana pela vitória. Eu, sinceramente, não vou bater palma para mais uma eliminação. Não quero me contentar apenas com raça.

O Vasco, como já disse lá em cima, não perdeu anteontem. A desclassificação ocorreu no jogo de ida, onde Gaúcho não conseguiu armar um Vasco digno de sua grandeza. Agora, muitos culpam a arbitragem, fato que virou lugar-comum por aqui, pois é mais fácil creditar um vexame ao árbitro do que reconhecer seu demérito, sua desfaçatez em alguns jogos.

E, como se não bastasse o momento turbulento que assola o time de futebol, surgem algumas notícias dando conta de racha entre a cúpula vascaína. Dinamite, precocemente, efetivou Gaúcho no cargo de treinador e garante que não é pelo fato de ser amigo pessoal do ex-zagueiro - isso me remete a 2008, quando o próprio presidente apostou no inexperiente Tita para treinar o Vasco e... deu no que deu. Ele alega que o clube não tem dinheiro para arcar com os altos salários pedidos pelos professores atuais. Por outro lado, o diretor executivo Rodrigo Caetano e o vice de futebol Mandarino gostariam de trazer um técnico minimamente gabaritado para assumir o time - talvez por temerem que Gaúcho seja o Tita atual.

No próximo domingo, o Vasco estreia no Campeonato Brasileiro contra o Atlético-MG. Em caso de derrota, o clima pode fechar ainda mais na Colina. Já passou da hora de acordar e buscar soluções, Dinamite. Dizer que não há dinheiro em caixa não vai solucionar o problema. Você não quis ser presidente?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Deixa o Gaúcho trabalhar...

Mesmo sem jogar bem e apresentando velhos problemas – zaga mal posicionada, fazendo erradamente linha de impedimento e pouca efetividade de seus laterais -, o Vasco venceu, ontem, o ASA-AL por 3x1 (Elton duas vezes e Magno) e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil – Corinthians-PR é o próximo adversário.

O time comandado pelo interino Gaúcho entrou em campo com o regulamento debaixo do braço (0x0 classificava o cruzmaltino, já que o primeiro jogo foi 1x1), mas não deixou de pressionar por isso. O Vasco criava jogadas, mas errava muitos passes e conclusões. Ainda assim, abriu o placar com Elton, após bom passe de Rafael Carioca.

O ASA, com Rodriguinho e Júnior Viçosa, incomodava muito o setor defensivo cruzmaltino e, no lance seguinte ao gol de Élton, empatou com Viçosa e certamente fez a torcida lembrar a precoce eliminação do Palmeiras para o próprio ASA, em 2002, em pleno Palestra Itália, também pela Copa do Brasil.

Veio o segundo tempo e um lance inusitado: Élder Granja acertou um cruzamento (!) na cabeça de Elton, herói da noite, que mesmo errando a testada pôs novamente o Vasco à frente no placar. O ASA sentiu o golpe e cansou. Gaúcho, então, lançou Magno e Ramon, que mostrou logo que, em breve, será o dono da lateral esquerda novamente. Em boa trama pela esquerda, o lateral deixou Magno de frente para o gol e ele não perdoou: 3x1 e classificação assegurada.

Segunda vitória consecutiva de Gaúcho à frente do Vasco. 6 gols em 2 jogos. Time mais aguerrido, demonstrando mais vontade e melhor ofensivamente. Será que Gaúcho vai ser efetivado? Acho cedo ainda. De qualquer forma, eu o manteria. Pelo menos até o fim do Estadual. Quem sabe não surge um novo Andrade? Pode acontecer. Abel Braga? Não acredito que venha e, já que os nomes de Leão, Tite e Celso Roth enlouquecem os vascaínos, deixa o Gaúcho trabalhar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vasco 0x0 Sousa-PB

Você, provavelmente, já foi a uma grande festa de 15 anos. E, talvez, tenha reparado na quantidade de pessoas presentes. Nunca dá menos de 300 convidados. Algumas superam os 500. Pois então, ontem, em São Januário, o Vasco jogou para o número ridículo de 593 torcedores pagantes e pouco mais de 700 penetras. Os heróis enfrentaram a chuva, o trânsito e, dos males, o pior: assistiram ao futebol bizarro apresentado pelo time (hã?) do Vasco.

Tudo bem que a equipe de Vagner Mancini, que já tem sua cabeça a beira da guilhotina, jogou com novo esquema tático e com o regulamento na mão – no primeiro jogo, o Vasco venceu por 2x1 e, ontem, poderia até perder por 1x0 que sairia classificado. Mas nada justifica a má vontade, indisposição e displicência por parte dos jogadores do Vasco diante do Sousa, um adversário fraco, tão satisfeito com o empate sem gols que recuava bolas para seu goleiro, que por sua vez fazia uma ligeira cera. Sim, o time do Sousa estava satisfeito com a desclassificação. Veio à São Januário, tirou fotos, jogou uma pelada e voltou pro Nordeste feliz da vida. Mas o Sousa tem quase 20 anos de idade. Não é um clube centenário repleto de títulos.

No primeiro tempo, o Vasco até que esboçava uma vontade de vencer o jogo. Tentava criar alguma coisa, mesmo com as limitações de seus jogadores - Márcio Careca (muito mal), Robinho (esforçado e só), Fágner (sem ritmo e sintonia). Coutinho, o menos pior, tentou tabelas, deu alguns dribles, mas não tinha com quem jogar. Dodô, hostilizado pela torcida, mostrou a mesma inutilidade dos últimos jogos e foi sacado no intervalo. Veio o segundo tempo e, com ele, um marasmo tremendo. Se na etapa inicial o Vasco já estava mal, voltou sonolento e mais, digamos, cauteloso no segundo. Estaria temendo o fraquíssimo Sousa ou simplesmente se poupando? Abalo emocional após a perda do título para o Botafogo?

Em suma, o Vasco não entrou em campo (de novo!) e, mais uma vez, saiu sem marcar um gol que seja. Já são três jogos de jejum de bola na rede. O fato de ter perdido um único jogo no ano não significa paz, aplausos e comemoração. Pelo contrário. O Vasco perdeu vexatoriamente para o Botafogo. Não mostrou garra, coisa que há muito tempo não demonstra em finais. E, agora, quer se dar ao luxo de passear em campo diante de um fraco adversário? Sinal de alerta na Colina.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vasco 0x2 Botafogo

Tarde ensolarada no Maracanã; Mais de 70 mil presentes; Festa das duas torcidas, com direito a musiquinha de complô contra o Império do Amor rubro-negro. De um lado, o Vasco, time de melhor campanha, dono da melhor defesa, com jogadores gabaritados como Carlos Alberto, Coutinho e Dodô, o artilheiro da competição e dos gols bonitos. Do outro, o Botafogo, considerado o azarão do campeonato, mas que tem Loco Abreu, Herrera e Papai Joel, dono de uma estrela do tamanho do Glorioso.

Em campo, pouca técnica, muita disposição, diversos erros de passes e emoção de sobra para os dois lados. O Botafogo tomou a iniciativa do jogo. Começou pressionando, mas sem sucesso com os pés de Loco Abreu. O Vasco respondia e tomou conta do jogo. Tinha mais posse de bola, mas não concluía (bem) a gol. Era visível à procura por Dodô. Coutinho, Carlos Alberto (o melhor), Souza, Nilton, enfim, todos jogavam em prol do artilheiro dos gols bonitos, sem êxito. Dodô estava muito marcado, até porque ficava mais plantado no ataque, esperando algum passe para finalizar. Coutinho, que não é atacante, vinha de trás, tentando armar as jogadas para Dodô, que tinha quase sempre dois marcadores em sua cola. Enfim, o Vasco afunilava demais e não finalizava.

Já o Botafogo chegava com mais timidez, porém com maior perigo. Marcelo Cordeiro, embora mal no jogo, era sempre acionado pela esquerda para alçar bolas na área – principal jogada do Alvinegro. Mas Fernando Prass saia bem do gol e cortava a maioria dos cruzamentos. Lúcio Flávio, apagado, nada fez. Herrera, sempre disposto, incomodava muito a zaga do Vasco, que se safava bem. Alessandro, um monstro: subia, às vezes, ao ataque e marcava com perfeição na zaga. Grande partida!

Enfim, veio o segundo tempo e o Botafogo, assim como na etapa inicial, tomou a iniciativa, desta vez com Herrera, que só não abriu o placar porque Fernando Prass protagonizou um milagre no Maracanã. O Vasco, então, voltou a ter o domínio, tocava mais a bola, mas afunilava em demasia as jogadas. Carlos Alberto era o único que tentava arremates de fora da área. Coutinho, nervoso, errava passes que não costuma errar. Magno, que substituira Léo Gago, só fazia firulas e prendia a bola. Em suma, o Vasco ciscava muito a área do Botafogo, mas não finalizava com precisão – exceto os chutes de fora da área do capitão vascaíno.

Joel, com toda sua estrela, resolveu colocar seu talismã Caio. O Botafogo ganhou em movimentação e, num escanteio, Fernando Pass saiu mal do gol e viu Fábio Ferreira testar para o gol vazio: 1x0. O Vasco sentiu o golpe. Parecia despedaçado emocionalmente, tanto que Nilton, com uma entrada criminosa (merece um duro gancho do STJD) deu um carrinho criminoso em Caio e foi expulso direto. A frente no placar e com um homem a mais, o Botafogo decidiu matar o jogo. Em nova bola alçada na área, desta vez em cobrança de falta, Loco Abreu foi puxado por Titi e o juiz assinalou pênalti. O zagueiro do Vasco, que já tinha amarelo, levou o segundo e foi pro chuveiro. Loco Abreu cobrou a penalidade com perfeição e fechou o caixão: 2x0.

Título sacramentado para um Botafogo que, tecnicamente, não é melhor do que o Vasco, assim como também não é do que o Flamengo. Jogou dentro de suas limitações e soube vencer os jogos em sua melhor jogada: o jogo aéreo. Mérito dos jogadores? Claro, mas em especial de Joel Santana, o Rei do Rio, o treinador gozador, que eu e muita gente insiste em criticar, olhar sob desconfiança, mas que sabe armar e motivar times razoáveis. Joel pegou o Botafogo na terceira rodada em migalhas, após humilhante goleada aplicada pelo Vasco. Chegou com cautela, fechou o time, compactuou o meio de campo e armou uma jogada mortal no ataque. Tem estrela esse Joel, tanto quanto o Botafogo. Dupla perfeita e de sucesso. Parabéns aos dois!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O pessimismo de um vascaíno

Para quem não sabe, sou vascaíno e estou, desde ontem, muito receoso para a final de domingo. Não, não estou temendo o Botafogo, até porque considero o Vasco mais time, com maior número de jogadores capazes de decidir uma partida – Dodô, Carlos Alberto, Coutinho – e mais regular – tem a melhor campanha, muito embora isso não o rotule como favorito.

Mas, antes de ver Papai Joel brilhar na quarta, eu estava mais confiante, esperando pelo Flamengo, com toda sua marra e força de final. Não aconteceu. O Glorioso, renovado com a estrela do homem da prancheta, superou o atual campeão brasileiro, tendo apenas uma jogada ofensiva, que culminou com o gol de um pirralho, que, se ainda não está pronto, mostrou que é iluminado. Tal de Caio, que tem talento pra avançar na carreira.

Em suma, acho que o Botafogo está com sorte de campeão. Sim, tem uma zaga fraca, um lateral-direito fraco, um meio-campo que não cria quase nada. Mas tem o gigante no jogo aéreo El Loco Abreu, o guerreiro Herrera, o bom e raçudo Marcelo Cordeiro, o ídolo Leandro Guerreiro, o capitão Lúcio Flávio e o ótimo goleiro Jefferson. Porém, seu mais poderoso jogador está no banco, com uma barriga bizarra de chope: Joel Santana, que eu já tanto critiquei, chamei de mau treinador e não apoiei quando assumiu, há 1 mês, o time de General Severiano, após a sova dada pelo próprio Vasco no Engenhão. Eu estava errado – e como! Joel, estrela e Botafogo tem tudo a ver.

Enfim, no domingo, veremos quem se sairá melhor. Como sou vascaíno, espero que eu esteja errado em prever o título do rival. Não creio, mas...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Botafogo 0x6 Vasco

Grande jogo no Engenhão, mas de apenas um time: o Vasco. Soberano e predominante do começo ao fim, o Gigante da Colina, sem muito esforço, massacrou o Botafogo, por inacreditáveis 6x0. Dodô, em sua redenção, fez os três primeiros gols, justamente contra seu ex-clube. Léo Gago e Phillipe Coutinho (duas vezes) completaram a goleada.

Como eu havia falado no texto sobre a vitória contra o América, este clássico seria o primeiro desafio do Vasco no ano. E, pelo que se viu em campo, o time passou, com sobras, no teste. Mesmo diante de uma defesa frágil e desorganizada, o time de Vagner Mancini esteve muito entrosado no ataque, com Souza chegando bem de trás, Léo Gago se soltando, Carlos Alberto buscando jogo. No ataque, ótimo entrosamento entre Dodô e Coutinho, cada dia melhor e mais desenvolto.

O Botafogo foi encolhido pelo Vasco. Não teve campo pra jogar. E, quando já perdia por 1x0, Eduardo fez falta em Souza e foi expulso. Vi o lance de longe, pois eu estava no estádio. Não sei se foi justa a expulsão. De qualquer forma, o alvinegro, que já estava perdido em campo, com um a menos ficou ainda mais bagunçado. Parecia entregue, sem alma, sem força pra uma reação.

O Vasco, que nada tem a ver com isso, soube aproveitar, ainda na primeira etapa, a desigualdade numérica pra matar o jogo. Com mais dois gols do artilheiro Dodô, abriu 3x0 e decidiu a partida, para desespero do torcedor botafoguense, que deixava o estádio antes mesmo do fim do primeiro tempo.

Na etapa derradeira, o Vasco tocou a bola, administrou o resultado, mas jamais de abdicou de atacar. Léo Gago, que eu tanto cobrava mais participação nos jogos, fez, de falta, o quarto gol. Magno, que entrou no lugar de Carlos Alberto, contundido, fez ótima partida e municiou Coutinho, que fez seus primeiros gols como profissional, fechando o placar no Engenhão.

Vitória épica e empolgante do Vasco, que em nenhum momento perdeu o controle do jogo. Torcida em êxtase, Dodô voltando a marcar, Coutinho leve em campo... Esse time deve dar muito trabalho nas semifinais. Não duvidem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

América 1x2 Vasco

Mesmo jogando num campo esburacado e empossado, o Vasco obteve sua segunda vitória em dois jogos pelo Estadual. A vítima da vez foi o América, que mostrou ter um time qualificado para jogar esta competição. Nilton e Carlos Alberto marcaram para a equipe vascaína, enquanto Fagner, contra, descontou para o Mequinha.

De novo, o Vasco não fez uma boa partida. Pode até creditar este fato ao gramado irregular do Engenhão. Só que, em alguns setores do time, especialmente o meio-campo, algumas evidências se comprovam a cada partida. Souza, por exemplo, não pode entrar apenas no segundo tempo dos jogos. Ele tem que começar jogando, pois sempre que entra marca com eficácia e dá muita qualidade na saída de bola.

Embora Nilton tenha feito um gol hoje, eu prefiro o Jumar como primeiro volante, pois ele erra menos passes e marca melhor. Léo Gago tá muito preso, jogando burocraticamente, apenas com passes para o lado. Nem de longe lembra o belo meia-esquerda do Avaí, que ia pra cima, arriscava chutes, destemidamente.

No ataque, Dodô continua sem ritmo, o que é normal. Hoje, perdeu um gol que dificilmente perderia em seus tempos áureos. Carlos Alberto também não tá bem, mas em seu único lance de brio, fez um gol importantíssimo, fato que o qualifica como um jogador imprescindível na equipe. No mais, achei a zaga melhor do que no primeiro jogo, o que não quer dizer muito, mas já é uma evolução.

No próximo domingo, também no Engenhão, o Vasco terá seu primeiro teste neste campeonato. Vai enfrentar o Botafogo, que deve triunfar amanhã o Friburguense e se igualar na liderança. Jogo vital para o Vasco vencer e se isolar na liderança. Mas, pra isso, terá que mostrar mais organização e futebol, pois o Botafogo, embora tenha uma defesa frágil, seu ataque é muito perigoso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vasco 1x0 Tigres

Mesmo longe de ser um time organizado, o Vasco venceu o Tigres, sábado, em São Januário, por 1x0. Fagner, que teve ótima atuação, foi o autor do único gol do jogo, que contou com uma considerável ajuda do goleiro Marcos Paulo – o arqueiro saiu mal na bola, como se estivesse caçando borboletas.

Embora atuando em casa e com o apoio de pouco mais de 13 mil torcedores, a equipe de Vagner Mancini não conseguiu apresentar um bom futebol, especialmente no 1º tempo, quando foi dominado pelo adversário até sair o gol (cagado) de Fagner.

Dodô, depois de 15 meses longe dos gramamos, não foi bem e deu apenas um chute a gol. Parecia travado, o que é normal, após tanto tempo inativo. Carlos Alberto, o homem da criação, estava mal e saiu com cãibras. Léo Gago, outro estreante, jogou muito recuado, como se fosse um volante. Ordem do técnico ou omissão? Não sei. Nilton? O pior em campo, disparadamente.

Além de Fagner, destaco, positivamente, Márcio Careca (o do 2º tempo), Jumar, bem na marcação, Souza, deu muita qualidade na saída de bola quando entrou, e o projeto de craque Philippe Coutinho. Que talento tem este menino. Joga cada vez mais à vontade, sem medo. Toda vez que o vejo atuar, sinto mais raiva do nefasto Eurico Miranda, que o doou para a Inter de Milão. Uma pena.

Enfim, estrear vencendo é sempre bom. Dá confiança. Mas é preciso mostrar mais futebol. Vejo com otimismo este atual elenco do Vasco. Tem bons jogadores pra dar certo. Se Vagner Mancini acertar no esquema, o time pode dar liga na Copa do Brasil e, quem sabe, no Brasileiro. Estadual? Sinceramente, não vale nada!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vágner Mancini no Vasco

Vágner Mancini foi confirmado como novo técnico do Vasco. Dentre as escassas opções no mercado, acho que foi a melhor escolha. O treinador teve boa passagem pelo Vitória em 2008, onde montou um time competitivo, foi campeão baiano, revelou bons jogadores, além de incomodar no Brasileirão – figurou por algumas rodadas no G-4 e terminou a competição na 10ª colocação.

Este ano, assumiu o Santos no começo da temporada e levou o peixe à final do Campeonato Paulista, onde foi vice-campeão, perdendo para o Corinthians. Na Copa do Brasil, se viu eliminado para o CSA de Alagoas, em plena Vila Belmiro. No Brasileirão, não teve números ruins - em 29 jogos, teve 14 vitórias, 9 empates e apenas 6 derrotas. Foi demitido após uma vexatória goleada para o Vitória, no Barradão, por 6 a 2. Passado um tempo, reassumiu o comando do próprio Vitória e levou o time baiano a 13ª posição, conquistando uma vaga na Copa Sul-Americana.

Enfim, os números de Mancini podem não empolgar, mas acredito que ele dê liga no Vasco. E, como já disse, foi a melhor escolha disponível no mercado. É um treinador sério, inteligente e que sabe montar times competitivos.

Agora, o desafio é muito maior: levar o Vasco à Libertadores, planejamento inicial da diretoria cruzmaltina, que já trouxe 7 reforços para 2010, após um ano na Série B. Não é fácil, mas darei meu voto de confiança nele.