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sábado, 23 de abril de 2011

Márcio Alves, herói em Realengo, recebe homenagem da Maçonaria


Sábado, 16 de abril de 2011. Há uma semana, a Maçonaria, através de uma loja localizada na Rua do Lavradio, na Lapa, prestava justa e sincera homenagem ao sargento Márcio Alves, o policial militar responsável por atenuar o que já ficara caracterizado como tragédia. Foi ele, que estava ajudando em uma blitz nas proximidades da escola municipal Tasso da Silveira, o primeiro a chegar ao colégio, em Realengo, na tenebrosa e inesquecível manhã de quinta-feira, 7 de abril.

Reconhecido como herói pelo governador Sérgio Cabral e também pela sociedade, Márcio rechaçou o rótulo adquirido. Com discurso humilde, ele disse que apenas fez seu papel de policial, evitando o pior naquela trágica manhã:

- Primeiramente, agradecer esta homenagem, este reconhecimento da Maçonaria e da sociedade. É uma coisa muito importante tanto pra nós, policias, como pra instituição Polícia Militar. Então, meu agradecimento, de coração, por esta homenagem. Lembrando, esta ação não foi feita com intenção de receber promoção ou homenagem. Foi o instinto e o cumprimento do dever. Muito obrigado a vocês e tudo de bom.

Atento as palavras gentis do maçom que tomou a palavra, Márcio Alves, o tempo todo, se mostrou grato por aquela solenidade. Posou para fotos, respondeu a diversas perguntas de todos os presentes e, ao final, ainda concedeu entrevista para o meu tio, jornalista, e eu, aspirante na profissão - infelizmente, ainda não tive acesso ao gravador do meu tio, onde há a íntegra.

Para finalizar a manhã de cortejos, a Maçonaria ofereceu um almoço na churrascaria Estrela do Sul, da Tijuca. Quando o sargento Márcio Alves adentrou ao local, foi reconhecido e ovacionado de pé. Um momento marcante, emocionante, impagável. E, quando todos os presentes na homenagem prestada pela Maçonaria já saboreavam seu almoço, Márcio, sempre muito paciente e cordial, ainda atendia as pessoas que o abordavam. Um gesto que evidenciou ainda mais sua humanidade e cordialidade.

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A foto acima não ficou boa, é verdade. Culpa do meu irmão, péssimo fotógrafo. Não estou nem aí para minha cara de pateta. O que vale é o registro ao lado deste grande cidadão!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Culpado ou inocente, o histórico de Bruno já o condenou

Até que se prove alguma coisa, o goleiro Bruno é inocente no desaparecimento de Eliza Samudio, sua ex-amante. Enquanto o caso é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, depoimentos são colhidos e apurados. E, apesar da reta final da Copa do Mundo da África do Sul, a imprensa, por sua vez, superdimensiona o caso. Não que ela não tenha que divulgar o desdobramento do assunto, mas há um excesso, como ocorreu no caso Nardoni.

Mas, se o caso ainda está sendo desvendado, (parte) da sociedade já tem sua sentença: Bruno é culpado. Por quê? Os motivos são diversos. O goleiro do Flamengo nunca posou de bom moço. Não, ele não precisa sorrir, tampouco ser simpático pra ninguém. Mas, verdade seja dita, Bruno parece fazer questão de se aventurar em polêmica.

Há algum tempo, durante um treinamento na Gávea, Bruno ofendeu Andrade, que, na época, sequer era cogitado para o cargo de treinador do Flamengo. Depois, ao tentar defender Adriano em uma polêmica rotineira, Bruno se viu diante de uma saia-justa e, questionou os jornalistas que o rodeavam na coletiva, indagando-os: quem é que nunca bateu em uma mulher? Mais recentemente, em um jogo no Maracanã, quando foi vaiado pela torcida, Bruno hostilizou os torcedores, com xingamentos e gestos obscenos.

Assim, diante destes antecedentes, a sociedade, involuntariamente, já sentenciou o goleiro que, no momento, é foragido da polícia. Culpado ou inocente, o histórico de Bruno já o condenou como vilão.

terça-feira, 16 de março de 2010

Por um Rio melhor. Muito melhor...

Amanhã haverá uma manifestação de massa no Rio de Janeiro. Por volta de 16h, celebridades como Neguinho da Beija-Flor, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, entre tantas outras pessoas influentes, estarão presentes nas ruas do Centro do Rio. Motivo: mostrar o descontentamento com a emenda Ibsen, que tira da Cidade Maravilhosa nada menos que 5 bilhões de reais em royalties do pré-sal.

Não vou entrar no mérito da questão dos royalties. Ainda não me considero suficientemente calçado para opinar sobre este tão polêmico tema, muito embora eu tenha lido bastante sobre o assunto nos últimos dias.

Por agora, o que me deixa satisfeito e, ao mesmo tempo, indignado nesta história toda é a (momentânea) mobilização do povo, entoada pelo governador Sérgio Cabral. Ora, por que só agora o carioca irá às ruas reivindicar os direitos do Estado e, conseqüentemente, os seus? Por acaso estamos satisfeitos com a saúde precária, com a fraca educação, com a polícia corrupta, com a violência descabida, com o transporte horripilante que o Estado nos oferece? Por que só agora deixaremos de ser pacíficos? Não éramos, antes, acovardados? O Estado, o mesmo que alega ter sofrido uma covardia, me acovarda diariamente. Passo quatro horas dentro de ônibus para ir e vir do trabalho, com catastróficos congestionamentos; transito por péssimas ruas, esburacadas e mal iluminadas; me sinto inseguro na cidade onde vivo, por não haver patrulhamento. A covardia de Sérgio Cabral com o carioca é constante. Somos nós quem temos que chorar, senhor governador.

Eu trabalho no Centro do Rio há 7 anos e já vi muitas manifestações. Sindicalistas, médicos, professores, enfim, já vi muitos grupos clamando por melhorias em seus respectivos ambientes de trabalho e reivindicando melhores salários. Quase todo dia há uma meia-dúzia de gatos pingados tomando uma faixa da Avenida Rio Branco protestando contra alguma coisa, mas eu nunca soube de nenhuma que tenha tido êxito. Em resumo, são manifestações ineficazes.

Torço, portanto, para que amanhã, a partir das 16h, este quadro infeliz de gritar sozinho mude. Não importa se a emenda Ibsen irá mudar. A manifestação servirá para o povo mostrar a força que tem, em prol da democracia. Goste o Sérgio Cabral ou não, nós temos que cobrar mais dele, reivindicar mais. Gastamos barbaridades com impostos, é de nosso direito. Então, que amanhã seja apenas a primeira cobrança de muitas que ainda temos que exigir. O carioca merece e tem esse direito. Só precisa protestar significantemente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Até quando?

Ontem, o entorno do Maracanã parecia um cenário de guerra: bombas de efeito moral, gás de pimenta, balas de borracha, truculência, desorganização, despreparo, pancadaria, cambistas, roubo, e sabe-se lá o que mais.

Especula-se que mais ou menos 15 mil rubro-negros fizeram fila para adquirir os últimos 5 mil ingressos para Flamengo e Grêmio, domingo, válido pela rodada derradeira do Campeonato Brasileiro. E, como o jogo vale título, é evidente que haveria (como houve) uma demanda maior por ingressos. Óbvio, também, que haveria (e como!) cambistas por toda parte. E, claro, a PM, a Suderj e o próprio Flamengo não se programaram para isso. Resultado: crianças e torcedores feridos, confrontos, corre-corre e muito desespero. Alguma novidade?

Quem mora no Rio e costuma frequentar Maracanã, São Januário e Engenhão sabe que esse problema é trivial. Acontece sempre. Só que, quando em maior número, chama mais a atenção, causa mais impacto. Aí, x joga a culpa em y, que culpa z por n motivos. Até quando?

De nada adianta apontar o erro e não resolver a causa. Lembremos que, em 2014, sediaremos uma Copa do Mundo, maior evento futebolístico do planeta. Se não se consegue organizar filas, combater cambistas, planejar fluidez no trânsito, seremos motivos de chacota no mundial.

Acho que o Estado deveria parar de pensar apenas nas Olimpíadas e dar mais atenção a questões primárias como estas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rio de Janeiro sitiado

A guerra do tráfico no Rio de Janeiro está na capa dos jornais, nos telejornais, nas emissoras de rádio, nas colunas jornalísticas e na boca do povo. Atualmente, só se fala nisso. E, a cada dia, aumenta o número de mortos nos confrontos entre policias e traficantes e triplica a tensão no cidadão. O que ainda está por vir? Esse é o temeroso pensando que nos atormenta.

Tenho lido muitas opiniões lúcidas a respeito nos jornais, tanto de jornalistas quanto de leitores. O problema é crônico, sabemos. Mas o que fazer para solucioná-lo? Tema complexo, que envolve uma série de conceitos. Modestamente, penso o seguinte: temos que combater a raiz do problema. Envenená-la, para que amanhã ela não renasça.

Um exemplo triunfante disto é visto no filme Nova Iorque Sitiada, onde um grupo de terroristas de origem árabe se apossa da cidade, cometendo barbaridades em sucessão. Ciente disso, o que fez Anthony Hubbard, agente do FBI designado a derrotar o terrorismo? Foi na raiz do problema. Não se contentou apenas em prender e matar uma série de facínoras. Ele queria a célula, explodir a fonte de onde nasciam novos assassinos.

Ou seja, além de enfrentar a criminalidade e destruir a célula do caos, outro desafio é evitar que novos óvulos podres sejam plantados. E, pra isso, o caminho é a educação, a oportunidade ao menos favorecidos. Imagino que, agindo assim, estaremos, enfim, dando um passo a frente no cambate aos criminosos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ineficácia no Dia Mundial Sem Carro

É engraçado ver governante almofadinha tentando entrar na pele do cidadão comum, aquele que acorda cedo, pasta para chegar ao trabalho e, muitas das vezes, com bom humor, mesmo que em meio a tantas dificuldades das quais são obrigados a enfrentar diariamente.

Ontem, por exemplo, no Dia Mundial Sem Carro, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, visando dar exemplo na campanha que tenta preservar o meio-ambiente de gases poluentes, saiu de bicicleta da Gávea Pequena em direção ao Palácio da Cidade, residência oficial do prefeito, em Botafogo. Fez de bermuda, casaco, tênis e alguns seguranças no seu encalço o percurso em 1h25min.

Quando eu li essa nota, me enojei e gargalhei. Mas o que mais me surpreendeu e, consequentemente, pasmou foi ler que o prefeito não voltaria de bicicleta para sua casa, visto que sairia muito tarde do Palácio. Medo da violência, prefeito? Bem-vindo a realidade.

Óbvio que Eduardo Paes sabe que estamos vivendo em uma cidade onde a violência só faz proliferar. Somos constantemente vítimas de assalto e outras inúmeras truculências. Basta ser transeunte para notar ou vivenciar. Não precisa nem ler jornal para ter ciência do temor que rodeia o carioca corriqueiramente.

Então, quando vejo político engajando campanha em prol do meio-ambiente, discursando que a população tem que deixar o carro na garagem e ir para a batalha diária usando o indecoroso transporte público, fico com a certeza de que eles não tem noção da lamentável realidade em que somos submetidos a encarar no dia a dia.

Eu, involuntariamente, aderi à campanha. Mas, se tivesse carro e o costume de usá-lo para me deslocar pela cidade, certamente não o deixaria na garagem, pois zelo pelo meu conforto e, principalmente, segurança, fatores que ônibus, trens e metrôs não conseguem suprir.

Portanto, Eduardo Paes e asseclas, olhem mais para o povo, que vive uma realidade absurdamente diferente da de vocês. Antes de conclamar a população para uma iniciativa boa, porém ineficaz perante nossa realidade, ofereça infra-estrutura. Aqui não é a Holanda, país em que há ciclovias e bicicletários por toda parte. Lá, a coisa funciona por ter uma estrutura decente. Aqui, precisa melhorar muito pra fluir.

Então, prefeito, desça do pedestal e faça alguma coisa em vez de só falar!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A ausência das vans melhou o trânsito carioca?

Ontem, um amigo me disse que percebeu uma melhora apoucada no trânsito do Rio, normalmente caótico. Afirmou que isso se deve ao sumiço da maioria das vans. Como se sabe, poucas delas estão circulando pela cidade.

Felizmente, não preciso andar de van. Pra vir para o trabalho ou me locomover pela cidade, tenho opções de ônibus – inclusive, em bom estado de conservação, algo raro de se ver.

Sei que as vans tumultuam muito o trânsito carioca, fazendo manobras arriscadas e imprudentes. Todos sabem disso. Mas dizer que a ausência da maioria delas melhorou o trajeto dos cariocas nas vias me cheira a utopia.

Então, gostaria de ler outras opiniões a respeito do assunto, especialmente dos cariocas que se aventuram obrigatoriamente pelas vias da cidade no cotidiano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lei Antifumo é adotada no Rio

A exemplo de São Paulo, o Estado do Rio de Janeiro também adotou a Lei Antifumo, sancionada pelo Governador Sérgio Cabral, e que entra em vigor dentro de pouco menos de três meses.

Com todo respeito aos fumantes, achei uma bela atitude do governador. Respeito quem fuma, mas, infelizmente, a reciprocidade não é a mesma. Os fumantes, em muitos casos, ultrapassam os limites do bom senso.

Hoje, por exemplo, eu estava em uma galeria, que é totalmente fechada, sentado em um banco, curtindo os últimos minutos do meu almoço. Daí, duas senhoras se aproximaram e, na maior cara de pau, acenderam seus cigarros, e ali permaneceram fumando, jorrando aquela fumaça intragável para o desespero dos meus órgãos respiratórios. Respeito zero.

Com a Lei Antifumo, isso pode até continuar acontecendo, mas, se o ambiente for total ou parcialmente fechado, o proprietário do estabelecimento poderá ser multado em até R$ 30 mil.

É melhor doer no bolso de alguém do que no meu pulmão.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Revisão de licitação


No momento, o que mais chama a atenção do noticiário carioca são os protestos de motoristas de van, que fazem manifestação desde cedo, no Centro do Rio, contra os termos de licitação de linhas que circulam na região metropolitana do Rio, adotado pelo Detro.

Pois é, mais barulho e tumulto para o trabalhador que circula pelas adjacências da Av. Rio Branco, Presidente Vargas, entre outras ruelas, e nada tem a ver (indiretamente) com este protesto.

Bem, de qualquer maneira, sem entrar no mérito da bagunça que os topiqueiros fazem na Cidade, queria dizer que sou a favor de rever a licitação deles para que circulem, de forma lícita, pelo estado do Rio de Janeiro.

Por quê?

Ora, por mais que muitos repudiem os donos de vans e de kombis há de se reconhecer que eles dão uma opção a mais para a população, numa espécie, como é conhecida, de transporte alternativo. Muitas pessoas - especialmente as que moram em regiões cujo transporte coletivo não trafega - usam deste meio para se deslocarem pela cidade.

Cabe salientar que muitos desses veículos não têm a mínima condição de rodarem em âmbito carioca. Contribuem, diariamente, para o caos se instalar no trânsito. Param em quaisquer pontos, arrancam com portas abertas, trafegam com passageiros em pé, dirigem em alta velocidade, disputam passageiros, enfim, abusam de sua autonomia.

Ainda assim, sou a favor da existência deles. Se infringem as leis, que sejam multados e punidos. Mas não se pode generalizar, pois não são todos os topiqueiros que fazem algazarra nas ruas e estradas. Fosse assim, o que diríamos dos motoristas de ônibus? São outros loucos, que, em maior ou menor escala, também adoram provocar acidentes, correndo como se estivessem em autódromo, se lixando para os passageiros aturdidos e indefesos que carregam.

Que se prevaleça o bom senso nessa questão e que o Estado reveja seus conceitos sobre os topiqueiros, em prol, óbvio, da população.

domingo, 17 de maio de 2009

O reflexo da realidade

Eu até concordo com o amigo Eduardo Bittencourt, quando ele diz que a publicidade feita pela rede de fast food Burger King traz sérios danos à imagem do Rio de Janeiro, por se tratar de uma propaganda pejorativa.

Mas, quando tomei conhecimento da notícia, através do amigo Gustavo Borges, comentei que nossos governantes, no caso os do estado do Rio, deveriam parar de lamentar coisas como essa e passarem a tentar contornar o problema.

A violência no Rio de Janeiro cresce vertiginosamente e isso não é novidade pra ninguém. Vemos barbaridades corriqueiramente e, sem poder reagir, estamos entregues a própria sorte.

Tudo bem que a publicidade feita pela rede britânica é de mal gosto, mas por que não encarar isso como, digamos, uma crítica construtiva e decidir melhorar, por exemplo, nosso esquema de segurança e policiamento nas ruas, ainda mais com a candidatura do Rio a sediar os jogos Olímpicos de 2016?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Crise? Hã?


Lula declarou que a discussão no STF entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa está longe de ser uma crise institucional.

Até concordo com “o cara”, mas falar de crise não é o forte dele. Ou alguém se esqueceu que, em setembro do ano passado, quando a crise financeira já assombrava os americanos, Lula declarou que no Brasil chegaria apenas uma marolinha?

Em tempos de crise, vale uma informação que saiu agora a pouco: o comércio carioca deixou de arrecadar 15% com vendas, em detrimento do feriado de São Jorge.

Com todo respeito ao santo, cabe a pergunta: por que num país como o Brasil, onde há tanta gente desempregada, existem tantos feriados?

E viva a ociosidade! Faz sentido.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

SuperVia anuncia: troco bilhete por bordoada


Agora, ao entrar no site do jornal O Globo, me deparo com a seguinte manchete:

“Presidente da SuperVia admite falhas no treinamento de funcionários”.

Eu, cá comigo, pensei: será que é preciso ensinar humanidade, civilidade e bom senso as pessoas? Parece que, hoje em dia, sim.

Para quem não sabe, funcionários da SuperVia, na manhã de hoje, agrediram os usuários de trêm da linha de Madureira a socos, pontapés e, pasmem, chicotadas.

Eis, lamentavelmente, o fundo do poço!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ordem só para alguns

Um leitor do jornal O Dia fotografou a foto acima. Note que os reboques da prefeitura rebocam apenas as Kombis e fazem vista grossa dos carros de passeio em volta da cabine da PM, no Largo da Carioca – Centro do Rio.

Como já andam dizendo por aí, o choque de ordem é só para alguns.

É, deve ser.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Cada vez maior


A Rocinha cresce vertiginosamente. Acabo de ler cálculos assustadores. Segundo o Censo do IBGE, a quantidade de domicílios lá aumentou 65%, de 2000 até hoje, passando então de 17 para quase 26 mil residências. É muita construção irregular.

E, naturalmente, se aumenta o número de casas, aumenta também o número de pessoas. O ex-presidente do IBGE, Sérgio Besserman, num cálculo conservador – no qual se multiplica por três pessoas o número de domicílios – estima que a população da Rocinha tenha aumentado de 57 para 75 mil pessoas. Digamos que há lá um Maracanã lotado. Talvez até mais.

Eduardo Paes dará jeito? Creio que não. Cabe ao tempo dizer. Você acredita?

domingo, 22 de março de 2009


Já vi muitas coisas curiosas boiando pela Baía de Guanabara, mas me surpreendi com o sofá da foto acima, que navegava pela praia de Copacabana.

E aí fico me perguntando se a culpa disso é das autoridades ou de nós, o povo porco, que não zela pela boa imagem da cidade.

Li um comentário interessante no site do O Globo, no qual o leitor diz o seguinte: “esse sofá deve ter descido com a enxurrada de uma das centenas de favelas de nossa cidade ou de qualquer favela que beira rio, que foi inundada com a enchente do mesmo”.

Faz sentido? Talvez. Cabe a um morador e conhecedor da região esclarecer.

sábado, 14 de março de 2009

Alguma novidade?


Na matemática carioca, temporal = caos no trânsito. Muita água – bueiros limpos = ruas alagadas.

Não é preciso ser um matemático genial para calcular o estrago que uma forte chuva como a que caiu hoje no Estado do Rio pode causar.

Em detrimento das condições precárias das ruas de nossa cidade, bueiros entupidos, lixo em demasia e atributos, piscinas, bolsões d’água e derivados foram criados.

Faltou apenas trampolim, prancha de surf, caiaque e nariz de palhaço para o carioca se divertir mais no parque aquático que se tornou a cidade. Lamentável.

Antes a culpa era de Cesar Maia. E agora, de quem é? Em tempo,
Dudu Paes, choque de ordem cessa precipitações pluviométricas também?

segunda-feira, 9 de março de 2009

O preço da irresponsabilidade

Um ônibus tombou na tarde de hoje, no Trevo dos Estudantes, em frente ao Aeroporto Santos Dumunt, no Centro do Rio. 28 pessoas ficaram feridas e 3 delas estão em estado grave – o motorista, uma passageira e um bebê.

A causa do acidente ainda não foi divulgada, mas eu DUVIDO que não tenha sido por excesso de velocidade. Conheço aquela área ali. Se não reduzir a velocidade, o risco de capotar é enorme. Muito provavelmente foi isso que ocorreu. Aguardemos a comprovação.

Independentemente deste incidente, o que vemos hoje no transporte coletivo urbano é a falta de compromisso, de responsabilidade, de respeito às leis e também ao próximo por parte dos motoristas de ônibus. Ademais, eles disputam passageiros com motoristas de linhas concorrentes, além também de pisar fundo no acelerador para cumprir horários. Governante não vê porque só anda de carro, na vida mansa e, como eles também não leem jornal, a começar por nosso presidente Lula, não tomam ciência dessas tragédias.

Punição aos motoristas e as empresas de ônibus? É mexer em ninho de cobra.

A conferir se Eduardo Paes ou Sérgio Cabral, depois de mais uma desgraça, se pronunciarão, pois esperar uma punição aos responsáveis é pedir demais

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Já faz parte da rotina do carioca. Quase que diariamente vemos a cena ilustrada ao lado: manifestação.

Vou direto ao ponto, sem delongas. Penso o seguinte: que reivindiquem, sim, melhores salários, melhores condições de trabalho e o que quer que seja. Sou totalmente a favor desse gesto. O que é inaceitável é impedir que outros trabalhadores, como eu hoje cedo, sejam impedidos de chegar a seu destino.

Na manhã de hoje, por exemplo, eu demorei 45 minutos da minha casa à Leopoldina. E da mesma Leopoldina à Av. Rio Branco, onde trabalho, perdi intermináveis 40 minutos no trânsito. Se o saco estava cheio? Sim, obviamente.

É normal ficar engarrafado pela manhã, ainda mais quem vem para o Centro, afinal estamos caminhando pra ficar igual a São Paulo – segundo pesquisa recente. Mas 40 minutos? Pera lá!

Ao descer do ônibus, notei muitos carros de polícia andando vagarosamente pela Av. Rio Branco. Por um momento cheguei a pensar que era manifestação da Polícia Militar, devido ao enorme número de patrulhas. Só que elas estavam apenas acompanhando os vigilantes, que pediam reajuste salarial – se não me engano - de 15%.

Já disse e reitero: sou a favor desde que não prejudique a maior parte da população. Que arrumem um jeito mais eficaz para protestar. Idéia? Não sei. Talvez fazendo quebra-quebra como em outros países. Na Grécia, por exemplo, quando um menor foi morto por um policial, a população foi às ruas e ateou fogo em tudo que via pela frente. Talvez seja por aí, já que no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, pedindo numa boa ou civilizadamente, nada acontece!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

É cada uma que aparece...

A revista Veja Rio desta semana traz uma matéria sobre os semáforos de nossa cidade.

Intitulada de Luz vermelha acesa, a matéria revela os eventuais problemas sofridos pelos blocos luminosos.

Dentre outras coisas, a reportagem diz, acredite se quiser, que semáforos feitos de alumínio tem sido alvo de vândalos para revenda em ferros-velhos. Você não leu errado, é isso mesmo.

A CET-Rio, no intuito de coibir essa ação, elevou a altura dos sinais, além de ter usado plástico na fabricação de novos semáforos, que é mais barato que alumínio.

Essa notícia não me choca tanto, já que roubam até as hastes dos óculos da escultura de Drummond, em Copacabana.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ah, o verão!

Acabo de ver a foto ao lado estampada no site globo.com. E, como amante de praia, estou morrendo de inveja desses banhistas que lá estão.

Infelizmente, por excesso de noitadas e peladas, não foi possível acordar disposto para ir à praia neste fim de semana. Uma pena. Pena não, um desperdício! Logo eu que tanto reclamo quando o fim de semana é chuvoso. Mereço uma coça!