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terça-feira, 6 de julho de 2010

Um pouco (de tudo) sobre a Seleção Brasileira

Já faz muito tempo, é verdade, mas não custa deixar de opinar brevemente. Como o Brasil, após um empolgante primeiro tempo contra a Holanda, volta para o segundo tão desorganizado e (fruto da Era Dunga?) tão destemperado e raivoso?

O sonho do hexa ficou para 2014, bem aqui, no Brasil. Até lá, que o novo técnico busque (Ricardo Teixeira já ordenou, inclusive) renovação – até porque o único garoto do elenco de Dunga é o Ramires.

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A CBF, em nota, demitiu Dunga e toda comissão técnica. O trabalho de Carlos Caetano Bledorn Verri, nome de batismo do antigo professor, foi razoável. Como o Parreira, liderou Eliminatórias e conquistou a Copa América e a Copa das Confederações. Entretanto, Dunga, simplesmente, foi bronze nas Olimpíadas e fracassou no Mundial da África do Sul, o que, convenhamos, é muito pouco para o país do futebol.

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Já que Dunga foi demitido, o debate da hora é: quem deve assumir o comando da Seleção? Felipão, o mais cotado e respaldado, é o preferido de muitos, mas não o meu. Não por falta de competência de Scolari. Longe disso. Só acho que, se a palavra da hora é renovação, que se renove, também, no nome do novo treinador. Mano Menezes é o meu preferido, mas Muricy, pouco cotado pelo que ando lendo, tem meu aval. Leonardo? Muito cru ainda.

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Ah, já que tanto se fala em renovação, por que não renovar a presidência da CBF? Ou alguém agüenta mais mandatos de Ricardo Teixeira?

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Felipe Melo, em seu twitter, disse que, logo, vai se manifestar publicamente, visando explicar o inexplicável: sua expulsão contra a Holanda, quando pisou de forma criminosa em Robben. Na boa? Não dá nem pra comentar esse absurdo. Viremos a página.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Evidências do Ellis Park

A esperada vitória brasileira sobre o Chile, hoje, no Ellis Park, confirmou, mais uma vez, a importância de três jogadores em especial nesta seleção de Dunga: Kaká, Robinho e Luis Fabiano.

O trio, que não esteve presente no empate sem gols contra Portugal, foi, notoriamente, fundamental para a construção do resultado de 3x0 diante dos chilenos, com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho, eterno carrasco do Chile. Isso porque, quando resolveram jogar juntos, sem a individualidade inicial, criaram as principais chances e, consequentemente, os gols nasceram.

E, se no início do jogo, o trio de ouro formado por Dunga pouco funcionava efetivamente, sua zaga, porém, dava aula de como se defender desde os primeiros segundos de cotejo. Lúcio e Juan, a cada dia (ou jogo), se confirmam como peças indispensáveis neste grupo. Conseguem se antecipar com eficácia aos atacantes, combatem de maneira sólida e (ainda) dão trabalho no ataque – Lúcio, quando o jogo ainda estava 0x0, sofreu pênalti claro ignorado pelo inglês Howard Webb, e Juan, além dos botes certeiros na cozinha, abriu o placar numa bela e consciente cabeçada.

Não por menos, os volantes de Dunga também estiveram soberbos. Gilberto Silva, talvez mais desenvolto pela ausência de Felipe Melo, esteve mais à vontade, mais confiante em campo. No combate aos meias adversários, esteve praticamente impecável. Ramires, escolha ousada do treinador por ter características ofensivas, só não coroou com perfeição sua atuação por ter levado o segundo cartão amarelo, o que o obriga a cumprir suspensão automática na próxima partida diante da forte e competitiva Holanda.

Maicon e Michel Bastos estiveram bem também, mas o primeiro é mais acionado, então tende a aparecer mais. Michel Bastos, tímido como um penetra em um aniversário de 15 anos, precisa avançar mais, pois tem talento para isso - ao final da partida, quase fez um golaço, ao driblar dois chilenos com extrema tranqüilidade.

Em resumo, a seleção segue em constante evolução desde a partida contra a Costa do Marfim e, agora, terá seu primeiro teste de fogo nesta Copa da África: a Holanda. Já o Chile, do ousado argentino Marcelo Bielsa, volta pra casa depois de revelar ao mundo uma seleção destemida, minimamente técnica e que, apesar da eliminação, jogou pra frente em seus quatro jogos desta Copa.