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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vasco: o sentimento não pára, mas se despedaça


Começo este desabafo (idiotas vão encarar como choro) falando por mim e por uma imensidão de vascaínos: ninguém agüenta mais perder para o Flamengo em decisões!

Não vou me ater ao jogo, nem me agarrar a estatísticas e nem é preciso recorrer a elas quando se mistura mágoa, amor ferido e trauma. O vascaíno não agüenta mais ser motivo de chacota em quaisquer lugares que esteja por causa (não culpa) do Flamengo.

Ontem, num bar, antes mesmo do jogo decisivo da Taça Rio começar, já se ouvia o coro de vice, de freguês, entre outras provocações dos flamenguistas presentes. É saudável? Claro que é! Faz parte do folclore do futebol. O que não é normal, muito menos saudável, é a ausência de réplica dos vascaínos. Não se viu respostas à altura no entorno do bar – e a inferioridade numérica de torcedores não serve como desculpa. Tal fato resume bem a atual (e lamentável!) situação do Vasco, que muitos não reconhecem ou não querem enxergar pelo fanatismo: viramos coitados, penosos, vascaínos que não confiam no seu time – e isso nada tem a ver com o fato do nosso time ser superior ou inferior ao adversário.

Respeito muito o Lédio Carmona, um dos melhores comentaristas de futebol do país. Apesar de vascaíno, imagino que a imparcialidade dele tenha falado mais alto no seu texto sobre o clássico dos milhões. Mais alto que o sentimento, o que é admirável para um profissional de imprensa, que deve pregar sempre pela isenção nos comentários.

Porém, pouco importa (em minha opinião de torcedor sofrido) se o Vasco tem o melhor elenco montado desde 2002; pouco importa o fato de o Vasco ter tido um elenco mais ajustado que o do Flamengo no decorrer da própria Taça Rio; pouco importa o fato de o Vasco estar vivo na Copa do Brasil, onde as seqüelas da perda de ontem ficarão expostas nos jogos a seguir; importa menos ainda a possibilidade de o Vasco começar forte um Brasileiro, como há anos não se via. Certas coisas são muito grandiosas para o vascaíno – vencer o Flamengo, numa final, é ser bicampeão: prova de superação sobre os rivais e, acima deles, o Flamengo. Para o Vasco, todos são rivais. Mas o Flamengo é um rival elevado ao quadrado, está num patamar acima, invariavelmente. Não quero com isso incitar a violência e tampouco ver o Flamengo como inimigo. Apenas não ignoro a enorme rivalidade (sadia) entre os clubes, muito menos desmereço a grandeza do Rubro-negro.

Nos dias de hoje, lamentavelmente, ouço vascaínos torcendo para o Vasco não chegar a uma final com o Flamengo, com receio de final trágico, como têm acontecido nos longínquos últimos anos. Pode-se encarar tal comentário como covardia em se tratando de Vasco da Gama. Porém, o trauma das últimas finais torna isso compreensível.

Parece que, para ressurgir LITERALMENTE da fossa, do limbo, do ostracismo, é necessário vencer o Flamengo em uma final, seja ela qual for. Eu, honestamente, achava que isso poderia acontecer ontem – em finais anteriores, tinha pouca esperança, embora a paixão nos deixe cego às vezes.

O Vasco começou pessimamente o ano, ganhou reforços e um treinador aparentemente confiável. Ricardo Gomes começou a desenhar um time que vinha ganhando respeito, especialmente no cenário carioca. Não se pode dizer que tudo foi em vão. Mas a derrota de ontem foi mais dolorosa porque, embora o receio de finais contra o maior rival ainda exista fortemente no coração do vascaíno, parecia (pelo maior volume de chances perigosas criadas pelo Vasco) que o roteiro mudaria, que seria diferente, enfim. Amarga ilusão!

Era temerário enfrentar o Flamengo nas penalidades. O rival, como escreveu o Rica Perrone, não perde nos pênaltis, pelo menos num passado MUITO distante. O Vasco, entretanto, tem histórico negativo neste quesito. Também por isso, parecia que o Gigante da Colina sairia por cima, mudaria o roteiro e faria um novo final, embora, conscientemente, o medo de uma nova derrota existisse nitidamente na face de muitos que me cercavam no bar.

O final todos já conhecem. Rubro-negros comemoram, vascaínos lamentam – alguns choraram copiosamente e ainda buscam a cura para mais uma cicatriz. Outros, como eu, buscaram o silêncio no quarto de casa. O sentimento, que nunca vai parar, é de desolação, de receio, de medo de decisão. Está em pedaços. Efeitos que não condizem com a opulência do Vasco, mas que, inevitavelmente, se apossaram da imensa legião de vascaínos por causa dos últimos históricos. Malditos pênaltis desperdiçados!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fluminense 1x1 Flamengo


O Fla-Flu de ontem no Engenhão teve um pouco de tudo: polêmica, equilíbrio, grandes momentos, falta de luz, chuva e um destaque. Apesar disto, não achei um grande jogo. Mas, inegavelmente, foi muito imprevisível, como exige os pré-requisitos de um autêntico Fla-Flu.

Depois de uma apoteótica vitória na Argentina, que o colocou nas oitavas-de-final da Taça Libertadores, o Fluminense ganhou credencial de favorito, muito embora, como diz o poeta, clássico é clássico e vice-versa; já o Flamengo vinha de um empate no Rio frente ao Horizonte, um resistente visitante, e desfalcado de duas peças importantes: Maldonado e Ronaldinho Gaúcho. Soma-se a isso o fato de Léo Moura ter saído logo nos primeiros minutos de jogo.

Tudo parecia conspirar a favor do Flu que, de fato, esteve melhor, criou mais chances e saiu na frente com um gol irregular de Rafael Moura, visivelmente impedido. Nascia ali o segundo erro grosseiro do árbitro – que já se equivocara no lance em que deveria ter expulsado o goleiro Felipe, que fez falta em Rafael Moura, último homem, fora da área.

Vencendo o jogo e dominando as ações, o Flu cometeu um erro letal: subestimar, entre aspas, a grandeza do Flamengo em decisão. Não se pode cometer este pecado capital diante de um time que, tradicionalmente, costuma ressurgir em momentos adversos. Foi o que aconteceu.

Luxemburgo, na volta para o segundo tempo, escalou Bottinelli no lugar do inoperante Fernando. Desta forma, o Flamengo cresceu e passou a intimidar o Fluminense, que, recuado, convidou o rubro-negro para o jogo. Até que, num raro cruzamento de Willians, Thiago Neves empatou de cabeça. O gol reanimou o Flu, que voltou pro jogo, mas esbarrou na noite inspiradíssima de Felipe.

Veio a tensa e decisão por pênaltis. E, como mostra as estatísticas de anos anteriores, deu Fla. Por quê? Porque o Fla têm Felipe, que, como o Bruno, cresce na frente dos batedores, mostra frieza e segurança. Pegou as penalidades de Araújo e Tartá, consagrando-se como o jogador mais importante da partida.

O Flamengo está na final e agora tem o Vasco pela frente, no próximo domingo. O histórico de decisões passadas aponta o rubro-negro como favorito diante do clube da Colina. Seja como for, não dá pra saber o que corre mais: um bonde (invicto!) em franca ascensão ou um trem bala. Façam suas apostas na estação mais próxima.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tudo errado no Maracanã


A derrota por 3x2 para o Universidad de Chile, hoje a noite, diante de atuação desastrosa de sua zaga, foi lucrativa para o Flamengo, por mais incrível que pareça. O time entrou exageradamente aflito em campo, tenso, ansioso, sem conseguir trocar um passe. Diante da qualidade do adversário, que não se intimidou com os mais de 70 mil presentes no Maracanã, o Flamengo sofreu um duro golpe logo nos primeiros minutos: em erro coletivo da zaga, que já se confundira antes em duas ocasiões, Victorino abriu o placar.

A partir daí a aflição em campo se refletiu na arquibancada e o Flamengo, mal e abatido em campo, não conseguia fazer uma jogada, não conseguia trocar passes e, pior, não conseguia se defender com um mínimo de lucidez. Assim, levou o segundo gol, em nova falha coletiva de seu sistema defensivo, que apenas observou a bola alçada na área e a cabeçada de Olarra para o gol. Bruno alegou ter sido empurrado no lance e alguns jogadores reclamaram de impedimento. Ainda que tivesse havido qualquer irregularidade na jogada, nada justifica a pasmaceira dos jogadores no lance, inclusive de Bruno, que saiu muito mal do gol.

Desesperado e totalmente exposto o Flamengo seguiu, aos trancos e barrancos, buscando um gol. E, em cruzamento certeiro de Kleberson, tão criticado por mim, Adriano testou com força para diminuir. O gol deu ânimo ao Flamengo, que contou com o equívoco recuo dos chilenos. Mas, mesmo crescendo na partida, o rubro-negro continuava desorganizado, afunilando demais as jogadas, utilizando pouco seus laterais. Antes do fim da primeira etapa, Adriano e Vagner Love perderam duas chances incríveis de empatar. Além disso, Iturra, num carrinho maldoso, foi expulso de forma infantil e desfalcou o time chileno.

Veio o segundo tempo e, com ele, Petkovic. Como acontecera nos minutos iniciais da primeira etapa, nova falha grotesca da zaga rubro-negra e gol de Fernandez. Aí, a paciência da torcida se esgotou de vez e o Flamengo foi pro abafa. Pet deu um mínimo de qualidade na saída de bola e, principalmente, na bola aérea. Não pode ser reserva deste time. Mesmo desguarnecido lá atrás, o Flamengo seguiu indo à frente, lutava bravamente, mas pecava sempre no último lance ou na hora de concluir. aliás, não conseguia finalizar. O Universidade de Chile, mesmo com um a menos por todo o segundo tempo, só se segurava, se abdicando de atacar, ciente da grande vantagem que adquiria. Um erro que custou o gol de Juan, num chute de fora da área que resvalou em alguém antes de entrar, diminuindo a vantagem dos chilenos para o jogo de semana que vem, deixando um mínimo de esperança acesa na Gávea.

Dá para reverter o placar? É difícil, mas possível. O Flamengo precisa vencer por diferença de dois gols no Chile. Só que não pode entrar tão defensivamente como entrou hoje, apenas com Kleberson na armação das jogadas. Rogério Lourenço foi cauteloso demais na escalação. Faltou ousar e começar com Michael ou Pet. Não o fez. Seu setor defensivo, hoje, esteve abaixo de qualquer zaga de pelada de rua. Falhas de posicionamento, de marcação individual, enfim, um pouco de tudo aconteceu. E ainda saiu no lucro por David, que entrou violentamente de carrinho em um adversário, não ter sido expulso. Nem tudo são flores também no ataque: Adriano precisa encarnar o espírito de Libertadores e se entregar mais no jogo. Um exemplo bem perto dele é Vagner Love, incansável em campo e, mesmo não fazendo uma boa apresentação, correu como um louco, roubou bolas no ataque, arriscou jogadas, não se escondeu, não esperou a bola no pé, diferentemente do Imperador. E escalar Dennis Marques é estampar ainda mais o desespero.

Enfim, mesmo com diversos erros de sua defesa e seu ataque, ainda é possível sonhar com uma vaga na semifinal, desde que o excesso de erros de hoje não se repitam no Chile.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Rio é Alvinegro!

Não vou falar do jogo, até porque não vi com atenção – estava em um bar com amigos e, confesso, dei muito mais atenção para o chope e para quantidade de mulheres que me rodeavam do que para retranca armada por Andrade e pro chuveirinho onipresente de Joel.

Nem por isso deixarei de louvar a conquista Alvinegra: Parabéns, Botafogo! Conquista absolutamente merecida. E o fato de estar há 3 anos batendo na trave justamente contra o Flamengo valoriza ainda mais esse título. Não gosto do Joel Santana como treinador, mas, no Estadual, ele é um especialista! Consegue, mesmo com um excesso de zagueiros e volantes, montar times competitivos.

Apesar do título, sejamos realistas: o Botafogo precisa se reforçar para também ser competitivo no Brasileiro. Não querendo desmerecer o Estadual, mas ele não é parâmetro. A diretoria já se mostrou plenamente consciente de que precisa ir ao mercado contratar. Um lateral-direito, um bom meio-campo e um zagueiro seguro e experiente serão bem-vindos no plantel.

Enfim, o Rio é Alvinegro!

*****

Uma das coisas mais tristes e pobres no esporte é não saber perder; Outra é desmerecer a conquista alheia. É triste ver tanta gente creditando o título Alvinegro ao demérito Rubro-negro. Mais triste ainda é ver boçais, desinformados e prepotentes dizendo que o Botafogo não tem história.

E usar a desculpa de que o Flamengo só se preocupa com Libertadores é demagogia, beira o ridículo. Claro que Estadual não se compara a Libertadores, mas há de se valorizar (muito!) esse título Alvinegro, até pelo rótulo de quarta força, de azarão do Rio.


Quanto ao Flamengo, algumas coisas estão pra lá de evidentes: a zaga está um caos, o meio não funciona (note o quanto Vágner Love volta para buscar jogo) e o ataque está desfalcado. Mas há boas peças no elenco, que não tem sido bem aproveitado pelo Tromba. Acho que tem faltado ousadia e sobrado volantes no time. Andrade desafinou legal.

*****

Cuca, injustamente, foi oficialmente demitido, hoje, quando chegava para comandar o treino da tarde do Fluminense. Mais uma das tantas atitudes impensadas da diretoria tricolor – leia-se, Unimed, Celso Barros, como queira.

Cuca, ano passado, milagrosamente, pegou um bando e armou um time, que ficou conhecido como Time de Guerreiros e, por vezes, emocionou este blogueiro que vos escreve, tamanho heroísmo dos jogadores (Fred e Conca, especialmente) e demonstração de amor incondicional de sua torcida. Uma arrancada histórica, épica, que, pelo visto, foi esquecida por Horcades e sua cúpula. Vale ressaltar o vice-campeonato na Copa Sul-Americana diante da LDU.


O Fluminense versão 2010 teve oscilações. Perdeu a semifinal da TG contra o Vasco nos pênaltis – é bom que se diga que, no tempo normal, o time de Cuca foi melhor e não venceu por excesso de preciosismo. Na Taça Rio, de novo, caiu na semifinal, desta vez contra o Botafogo, onde poderia ter liquidado o jogo, mas recuou e... vocês sabem, a bola pune.

Enfim, Cuca sai de cabeça erguida, com um aproveitamento de quase 70%. Fala-se em Muricy Ramalho. Ótimo treinador, mas não aconteceu no Palmeiras.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pet vs Marcos Braz: jogo dos erros

Ontem, ao ser substituído no Fla-Flu, Petkovic deu chilique e deixou o Maracanã – o sérvio, porém, alegou que ficou dando voltas no entorno do estádio. Acredite, se quiser.

O que fez, então, Marcos Braz, vice de futebol do Flamengo, dirigente que deveria manter a complacência no caso e evitar a falação no noticiário? Apimentou ainda mais o episódio com troca de farpas via imprensa.

É fato que Pet fez pirraça, foi infantil e descompromissado com o elenco do Flamengo ao deixar o Maracanã. Isso não se discute. Uma multa no salário já seria suficiente. E vida que segue. Mas há sempre um dirigente querendo estampar capas de jornais e tumultuar o ambiente.

Marcos Braz, que tem um cargo de respeito na Gávea, deveria ter mostrado equilíbrio e conversado internamente com Pet. Depois, sim, ir à público explicar o ocorrido. Falar em rescisão de contrato, na boa, é um devaneio colossal.

Esclareço: de maneira nenhuma estou inocentando Pet de seu erro. Repito: merece uma advertência. Mas mandá-lo embora seria uma exagero e, mais que isso, uma burrice. Ou alguém acha que há no atual elenco rubro-negro um jogador capaz de suprir à altura a ausência do sérvio? É cada uma...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vágner Love é uma boa?

Tenho dúvida quando falo de Vágner Love. Acho uma incógnita. Muitos não duvidam que ele e Adriano formarão a melhor dupla de ataque do futebol brasileiro pelo Flamengo. Outros, como eu, preferem esperar um pouco mais para opinar. Alguns, descrentes do futebol do atacante do amor, de cara, já dizem que ele não dará certo no atual campeão brasileiro.

Talvez esta divergência de opiniões seja pela última passagem de Love pelo Palmeiras. Foram apenas 12 jogos disputados e 5 gols assinalados. Além disso, o atacante foi alvo de protesto da torcida alviverde, que o chamou de baladeiro, e ainda foi agredido por vândalos de uma torcida organizada de seu ex-clube, na saída de uma agência bancária, em São Paulo, no fim de 2009.

Vale lembrar que Adriano, embora tecnicamente seja muito melhor que Love, é constantemente flagrado em baladas no Rio de Janeiro. Nem por isso o Imperador deixou de ser importante para o Flamengo em 2009 – quando jogava, claro.

Então, reitero a pergunta do título: Vagner Love é uma boa para o Fla? Na parte de lambaeróbica, não tenho dúvida que sim.



Comente!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fim de linha para Cuca

Após mais um tropeço dentro de casa, o Flamengo achou melhor demitir Cuca, que há muito tempo não tinha ambiente na Gávea para trabalhar. Cuca não conseguiu dar padrão de jogo ao Flamengo, nem encaixar um bom sistema tático. Para isso, precisava de mais jogadores de qualidade à disposição e, principalmente, tempo. Só que treinador e tempo não combinam no futebol atual. É preciso resultado para seguir empregado. Matar um leão por jogo, mesmo que jogando mal.

Cuca não conseguiu nem um nem outro. Vinha escalando mal o Flamengo. Ontem, por exemplo, sacou Jorbison, melhor jogador em campo, logo no início do segundo tempo. Para completar, ao final do jogo, saiu vaiado pela torcida, em coro de adeus.

Acho Cuca bom treinador, mas, infelizmente, não deu certo no Flamengo. E, para tal, precisava rebolar melhor, pois não é fácil bater de frente com Juan e Adriano, jogadores mimados, cheios de vaidades. Além disso, perdeu Íbson e, consequentemente, o meio de campo. Quem viu o jogo de ontem, sabe do que estou falando. Kleberson, sozinho, não faz milagre. Adriano, sem receber bola, idem. Então, a melhor maneira de (tentar) sanar todos esses problemas é demitir o treinador. E Cuca era a bola da vez.

Para a vaga dele, Vagner Mancini já é especulado. Embora não tenha dado certo no Santos, é um bom nome, ainda mais pela escassez de técnicos no mercado. Se vai dar certo, não sei, e nem minha bola de cristal sabe.

Deixo a resposta, então, a cargo do tempo responder.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Jogo de erros

Flamengo e Botafogo, ontem, mais uma vez cairam na rotina. Foi o terceiro empate por 2x2 no ano. Estatísticas a parte, há muita polêmica em relação a arbitragem, pra variar.

Humildemente, darei minha opinião, tentando ser o mais racional possível. Eis os lances:

1 - Quando ainda zero a zero, André Lima recebeu assistência de Victor Simões, que dividiu, a meu ver, legalmente com Airton. O juiz não viu assim e marcou falta do alvinegro sobre o rubro-negro. Primeiro erro;

2 - Na falta (que eu não marcaria) cobrada por Juninho, que originou o primeiro gol do Botafogo, Alessandro estava, claramente, em posição irregular. A bandeirinha não enxergou e o gol foi validado. Segundo erro;

3 - Na disputa entre Emerson e Lucio Flávio (foto), pra mim, houve falta do xeique. É nítido o ligeiro empurrão do jogador do Flamengo. O árbitro - bem posicionado no lance, quase que de camarote – não assinalou falta e Emerson fez o gol de empate. Terceiro e último erro.

É verdade que o árbitro não tem todos os recursos tecnológicos disponíveis como nós (comentaristas, julgadores e críticos), mas nestes lances específicos citados ele errou, seja por conivência ou falta de coerência – a última é a minha opção. Não há critério na marcação das faltas. E não somente neste jogo, mas em qualquer outro, seja em território profissional ou várzea.

De um lado, Ney Franco esbravejou contra Péricles Bassols Cortez, árbitro do jogo. Cuca, do outro, idem.

Com ou sem razão, eu não sei, mas a falação é incessante.

E a discussão segue em torno do tema, seja em blogs, twitter, orkut, mesa de bar, restaurantes, ônibus, metrô, trem, barca, catamarã, motel ou coisa que o valha.

Não dá pra agradar todo mundo, mas há de se existir critério. É só isso que se exige.

Teoria de conspiração? Me poupe.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Faltou pouco...


Só vi alguns lances de Inter e Flamengo e to aqui no MSN trocando idéia sobre a partida com o amigo Gustavo Borges.

E, na boa, não se pode culpar o mimado Juan, o marrento Bruno, tampouco o Cuca pela eliminação da Copa do Brasil. Acho que o Flamengo jogou bem nas duas partidas (falo pelo que li, pois não vi nenhum dos dois jogos) e poderia ter avançado a semifinal.

Não aconteceu. Mas faltou pouco. Paciência. Vão querer culpar Juan (pelo passe errado no primeiro gol), Bruno (pela falha no segundo) e o Cuca (por escalar Zé Roberto e Obina)?

Quero ver se alguém criticaria o perseguido treinador do Flamengo se o rubro-negro tivesse vencido o veloz time do Inter hoje.

Então, por favor, me poupem de desculpas ridículas!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Escambo

Buscando uma solução para a falta de gols do time, o Flamengo trocou Zé Manguaça Roberto - que disse que iria à próxima Copa (sic) - por Wellington Paulista, bom atacante, que estava no Cruzeiro.

Se vai resolver a escassez de gols do ataque rubro-negro eu não sei, mas piorar é impossível.

Analisando a transação, acho que foi bem melhor para o Fla e, no mínimo, arriscada para o Cruzeiro. Zé Roberto não joga bem há muito tempo e adora uma balada regada a cachaça. Desde os tempos de Botafogo, só que, naquela época, ele até rendia algo nas partidas, mas hoje é um jogador completamente apagado em campo.

Será que eu vou queimar minha língua?

A conferir.

sábado, 2 de maio de 2009

Reforços

Vasco e Flamengo, esta semana, acertaram com Aloísio e Adriano, respectivamente.

Acho que Aloísio é uma boa para o Vasco, mas chega para compor o elenco, não para ser titular. É um bom atacante e faz bem o trabalho de pivô. Sabe fazer gols também, mas há quem diga que perde 4 para fazer 1. Não defendo essa tese, pois ele fez muitos gols no São Paulo, antes de sair do país. Mas os corneteiros de plantão estão em todo lugar...

Já Adriano é uma tremenda incógnita. Recentemente declarou que era infeliz na Itália e decidiu dar um tempo na carreira. O Flamengo o procurou, fez uma proposta e acertou com o jogador. Dizem que é o momento da redenção dele. Eu, sinceramente, não sei. Acho muita empolgação afirmar que Adriano será como Ronaldo no Corinthians. Penso que ele precisava se tratar com um psicólogo, pois ninguém encerra, momentaneamente, a carreira com sorriso estampado no rosto.

Você, nobre boleiro, concorda comigo? Argumente aqui.

domingo, 15 de março de 2009


Que o Flamengo não vive um bom momento, todos nós sabemos, mas o que acontece fora de campo que atrapalha no rendimento do time dentro dele?

Digo fora de campo porque, a meu ver, a equipe se apresentou bem em algumas partidas neste ano, mas apaga de vez em quando. Seria por causa do salário atrasado?

Os jogadores ultimamente têm agido de forma descomprometida. Bruno ofendendo ídolo, Íbson atirando colete no chão, Juan criticando ordens de treinamento e por aí vai.

As atitudes dos jogadores seriam reflexos da incompetência da diretoria em arcar com seus compromissos em dia?

No Vasco, por exemplo, os salários também estão vencidos e ainda assim o time vem mostrando muita raça nos jogos. Por isso acho que o problema do Flamengo vai muito além dos cofres vazios.

A torcida tem razão em afirmar que a diretoria é incompetente? Argumente
aqui, boleiro.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Carioca-2009

Em São Januário, jogando como mandante, o Fluminense não teve trabalho para vencer o fraco time do Tigres. Com gols de Everton Santos (dois), Maicon e Thiago Neves, o tricolor avançou às semifinais e agora aguarda o julgamento de Jéferson, do Vasco, na terça-feira (próxima), para saber se permanecerá em primeiro do grupo ou, no caso do Vasco recuperar os pontos no tribunal, se cairá para a segunda colocação. Neste momento, o adversário na semifinal é o Botafogo. A data ainda está indefinida.

No Maracanã, Botafogo e Flamengo, que já estavam classificados antes mesmo do jogo começar, entraram em campo apenas para decidir quem seria o primeiro e segundo colocados de seu grupo. Em jogo de fraco nível técnico, os dois times empataram. No primeiro tempo, o predomínio foi do alvinegro que dominou as ações e abriu o placar com Batista, aos 16. Na etapa derradeira, o Fla melhorou e teve mais oportunidades. Aos 5, Egídio sofreu pênalti, que Obina cobrou e perdeu. Muito vaiado, o xodó da torcida deu lugar a Josiel que, nos acréscimos, após falha de Alessandro, empatou o jogo, mantendo o rubro-negro na liderança do grupo B. Na semifinal o alvinegro enfrentará o Fluminense, caso o Vasco não recupere seus pontos. Já o Fla pega o Resende. As datas ainda serão marcadas.

No Engenhão, como visitante, o Vasco não precisou de muito esforço para derrotar o Madureia. O time de Dorival Júnior segue evoluindo e, com gols de Carlos Alberto (segundo jogo consecutivo sem levar amarelo), Jéferson e Elton, somou três pontos e agora depende de seus advogados para ir à semifinal, já que escalou, irregularmente, o meia Jéferson, na primeira rodada do Estadual, quando perdeu, em casa, para o Americano. Nada mais justo que devolver os seis pontos ao Vasco, uma vez que o time da Colina fez por merecer a vaga, ganhando seus jogos dentro de campo. Se o cruzmaltino conseguir a absolvição junto ao pleno do TJD-RJ, se classifica em primeiro lugar e joga o Fluminense para a segunda posição, o que automaticamente eliminaria o Resende. Assim, enfrentaria o Botafogo.

Portanto, na terça-feira, todo mundo estará de olho neste julgamento, que decidirá os confrontos das semifinais. A conferir.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No Maracanã, com 6.257 pagantes, o Flamengo bem que tentou, mas não conseguiu vencer o organizado time do Boavista.

Embora tenha saído na frente com Josiel, o Fla permitiu o empate no final do primeiro tempo e a virada no início do segundo, com gols de Roberto Santos e Santiago, respectivamente. Logo depois a virada, Bruno Moreno, do time de Bacaxá, cobrou uma falta com extrema violência e a bola explodiu no travessão, para alívio do goleiro Bruno e o restante na nação rubro-negra. Fábio Luciano, aos 13, empatou e evitou o pior.

Em caso de derrota do Botafogo amanhã, contra o Friburguense, o Fla se garante na primeira colocação. Caso contrário, terá que brigar contra o próprio alvinegro na última rodada para se classificar em primeiro colocado.