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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um bocejo pra cada lado

O que falar da sonolenta atuação da seleção de Mano diante da Argentina, em Córdoba? Individualmente, embora não seja nada de muito empolgante, deu pra ver um tímido brilho no trio da frente, formado pela segunda vez consecutiva por Ronaldinho, Neymar e Leandro Damião – sendo o último o melhor de todos no jogo, autor de uma belíssima lambreta.

Mas, coletivamente, o time de Mano se mostrou, mais uma vez, um arremedo. Seria até muito otimismo esperar algum entrosamento entre jogadores que pouco ou quase nunca jogaram juntos. No caso da zaga, por exemplo, não vejo motivos para histeria (positiva nem negativa). Rever e Dedé estiveram seguros, eficientes nos desarmes e sem vaidade quando precisaram dar chutões – mas nenhum deles deve ser titular quando os europeus retornarem. Os alas, entretanto, não animaram ninguém. Não se têm notícias de Danilo e Kleber.

No meio-campo aconteceu o que já se esperava. Quer dizer, absolutamente nada aconteceu. Faltou amendoim no trio composto por Ralf, Paulinho e Renato Abreu. Não entra na minha cabeça a ausência de Lucas neste amistoso. “Ah, falta experiência ao garoto” disseram. Experiência que Renato Abreu, virgem até antes do jogo, supriria, então? Aliás, acho o Renato Abreu um bom jogador, mas não um selecionável, não um jogador com o fardo de responsável pela criação de jogadas de uma seleção que tem como prioridade a renovação.

Resumindo: num clássico de caseiros, com times remexidos, o que se viu foi pouquíssimo toque de bola, nenhuma jogada bem tramada, algumas caneladas e mais (justos) questionamentos ao trabalho de Mano Menezes. O pior é que ainda tem jogo de volta...

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Depois do jogo, brinquei no Facebook, definindo da seguinte forma o jogo: A seleção de Mano é tão broxante que pode transformar qualquer maníaco do sexo em celibato.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vitória do talento

Não assisti Brasil e Argentina, amistoso realizado no Qatar, que teve nosso maior rival como vencedor, após 5 anos de freguesia - a seleção brasileira não perdia para nossos hermanos desde 2005. Confira essa e outras estatísticas quebradas pelos argentinos clicando aqui.

Analisando os melhores momentos, concluí que o jogo foi equilibrado. Percebi Ronaldinho Gaúcho a fim de jogo, Daniel Alves dando um bom chute no travessão e Victor fazendo duas defesas milagrosas, embora o lance tenha sido anulado, erradamente, pelo árbitro, que assinalou impedimento.

Já pelo twitter, durante o jogo, percebi que a galera estava enfezada especialmente com Robinho, que, de fato, não joga bem há algum tempo - não sei pelo Milan, pois acompanho muito pouco o campeonato italiano. Ao que parece, também faltou um homem de referência no ataque, que deveria ser Pato, caso não estivesse machucado.

Agora, naturalmente, o jogador brasileiro mais cornetado foi Douglas, que perdeu uma bola boba no meio-campo, onde Messi iniciou e concluiu a jogada com um belo gol, após arrancanda característica e, quase sempre, letal. A meu ver, Victor não teve culpa no gol, mas quem disse que ele foi imune às críticas? Houve quem o criticasse, acredite se quiser.

Reconhecer o mérito alheio, de vez em quando, é saudável. Até porque o nosso rival tem Messi, atualmente o melhor jogador do mundo, que, como mostra o vídeo abaixo, matou o jogo numa primorosa e peculiar jogada individual.

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Você ouviu a poesia vociferada por Mano Menezes a Douglas, logo após o meia do Grêmio perder a bola no meio-campo e permanecer imóvel? Tá bem claro no vídeo. Aliás, que idioma é esse????? Eu queria fugir do Galvão quando o escolhi.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um pouco (de tudo) sobre a Seleção Brasileira

Já faz muito tempo, é verdade, mas não custa deixar de opinar brevemente. Como o Brasil, após um empolgante primeiro tempo contra a Holanda, volta para o segundo tão desorganizado e (fruto da Era Dunga?) tão destemperado e raivoso?

O sonho do hexa ficou para 2014, bem aqui, no Brasil. Até lá, que o novo técnico busque (Ricardo Teixeira já ordenou, inclusive) renovação – até porque o único garoto do elenco de Dunga é o Ramires.

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A CBF, em nota, demitiu Dunga e toda comissão técnica. O trabalho de Carlos Caetano Bledorn Verri, nome de batismo do antigo professor, foi razoável. Como o Parreira, liderou Eliminatórias e conquistou a Copa América e a Copa das Confederações. Entretanto, Dunga, simplesmente, foi bronze nas Olimpíadas e fracassou no Mundial da África do Sul, o que, convenhamos, é muito pouco para o país do futebol.

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Já que Dunga foi demitido, o debate da hora é: quem deve assumir o comando da Seleção? Felipão, o mais cotado e respaldado, é o preferido de muitos, mas não o meu. Não por falta de competência de Scolari. Longe disso. Só acho que, se a palavra da hora é renovação, que se renove, também, no nome do novo treinador. Mano Menezes é o meu preferido, mas Muricy, pouco cotado pelo que ando lendo, tem meu aval. Leonardo? Muito cru ainda.

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Ah, já que tanto se fala em renovação, por que não renovar a presidência da CBF? Ou alguém agüenta mais mandatos de Ricardo Teixeira?

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Felipe Melo, em seu twitter, disse que, logo, vai se manifestar publicamente, visando explicar o inexplicável: sua expulsão contra a Holanda, quando pisou de forma criminosa em Robben. Na boa? Não dá nem pra comentar esse absurdo. Viremos a página.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Evidências do Ellis Park

A esperada vitória brasileira sobre o Chile, hoje, no Ellis Park, confirmou, mais uma vez, a importância de três jogadores em especial nesta seleção de Dunga: Kaká, Robinho e Luis Fabiano.

O trio, que não esteve presente no empate sem gols contra Portugal, foi, notoriamente, fundamental para a construção do resultado de 3x0 diante dos chilenos, com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho, eterno carrasco do Chile. Isso porque, quando resolveram jogar juntos, sem a individualidade inicial, criaram as principais chances e, consequentemente, os gols nasceram.

E, se no início do jogo, o trio de ouro formado por Dunga pouco funcionava efetivamente, sua zaga, porém, dava aula de como se defender desde os primeiros segundos de cotejo. Lúcio e Juan, a cada dia (ou jogo), se confirmam como peças indispensáveis neste grupo. Conseguem se antecipar com eficácia aos atacantes, combatem de maneira sólida e (ainda) dão trabalho no ataque – Lúcio, quando o jogo ainda estava 0x0, sofreu pênalti claro ignorado pelo inglês Howard Webb, e Juan, além dos botes certeiros na cozinha, abriu o placar numa bela e consciente cabeçada.

Não por menos, os volantes de Dunga também estiveram soberbos. Gilberto Silva, talvez mais desenvolto pela ausência de Felipe Melo, esteve mais à vontade, mais confiante em campo. No combate aos meias adversários, esteve praticamente impecável. Ramires, escolha ousada do treinador por ter características ofensivas, só não coroou com perfeição sua atuação por ter levado o segundo cartão amarelo, o que o obriga a cumprir suspensão automática na próxima partida diante da forte e competitiva Holanda.

Maicon e Michel Bastos estiveram bem também, mas o primeiro é mais acionado, então tende a aparecer mais. Michel Bastos, tímido como um penetra em um aniversário de 15 anos, precisa avançar mais, pois tem talento para isso - ao final da partida, quase fez um golaço, ao driblar dois chilenos com extrema tranqüilidade.

Em resumo, a seleção segue em constante evolução desde a partida contra a Costa do Marfim e, agora, terá seu primeiro teste de fogo nesta Copa da África: a Holanda. Já o Chile, do ousado argentino Marcelo Bielsa, volta pra casa depois de revelar ao mundo uma seleção destemida, minimamente técnica e que, apesar da eliminação, jogou pra frente em seus quatro jogos desta Copa.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sobre a tal lista de Dunga

Honestamente, não me surpreendi com os 23 jogadores brasileiros listados para a Copa do Mundo na África do Sul, em junho. Dunga, por mais contestado e detestado que seja, faz uma bela campanha à frente da Seleção Brasileira. Seus números são contundentes: campeão da Copa América, da Copa das Confederações e líder nas Eliminatórias, além da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim. Então, por mais inacreditável que seja ver alguns figurões sendo blindados por ele na Seleção, é difícil ter embasamento para uma crítica com números tão favoráveis ao professor.

Ainda assim, jogadores como Doni, Gilberto, Josué, Gilberto Silva, Kleberson e Grafite, presentes na relação, desagradam e irritam a maioria dos brasileiros, inclusive eu. Isso porque, com exceção de Grafite, que há muito tempo faz bons jogos na Alemanha, a maioria destes acima não vem atuando bem pelos seus clubes ou sequer sendo relacionados como titulares/suplentes. Gilberto, por exemplo, foi convocado como lateral, mas tem jogado como meia no Cruzeiro. Kleberson vem de longa inatividade no Flamengo, embora tenha participado dos dois últimos cotejos pelo Rubro-Negro. Mesmo assim, não está em sua forma ideal, bem como Adriano, que ficou de fora da lista – acho que bem mais pelos recentes episódios de indisciplina do que pelo fato de estar acima do peso e fora de sua forma ideal.

Ou seja, a insatisfação nacional não se deve apenas as ausências dos clamados Paulo Henrique Ganso, Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Na verdade, o que deixa o torcedor brasileiro mais indignado é a presença de jogadores intocáveis no elenco de Dunga. Para uns, chama-se coerência, mas, a meu ver, os inativos são convocados pelo histórico de outrora ou, talvez, pelo afinco mostrado ao treinador ao longo de sua trajetória como técnico. Júlio Baptista, por exemplo, vem mal na Roma, onde é reserva, mas Dunga não esqueceu aquela memorável atuação dele contra a Argentina, na final da Copa América.

Assim, se usa muito o substantivo coerência, mas acho que Dunga observa mais o histórico de cada jogador sob sua gestão e não vai abrir mão do entrosamento adquirido ao longo de seus 4 anos à frente da Seleção para, de repente, se arriscar com novatos, como Ganso e Neymar. Ambos estão muito bem no Santos e sou contra a turma que alega que juventude, inexperiência e afins pesam em uma Copa do Mundo. Pode ser, mas por que não levar pelo menos um deles para mero passeio (leia-se, experiência) ou, quem sabe?, um safári? Não foi assim com Pelé, Ronaldo e Kaká, para citar apenas alguns?

De todo modo, a convocação foi feita e, aprovemos ou não, como brasileiros, temos o dever de torcer e empurrar o Brasil rumo ao Hexa. Mesmo com Josués e Gilbertos o Brasil, inegavelmente, é favorito ao caneco.

sábado, 17 de abril de 2010

Falta o diferencial na Seleção

É preocupante ver Kaká, principal estrela da seleção do graduado Dunga, há tanto tempo sem jogar uma partida oficial – a última acontecera em 10 de março, há cinco semanas. O craque madrileno, de novo, foi vetado pelo departamento médico do Real Madrid e sequer será relacionado para o confronto de amanhã contra o Valência, pelo Campeonato Espanhol.

E, já que Ronaldinho Gaúcho (primeira opção para substituir Kaká na opinião de muitos, mas não na minha) não vai à Copa, teremos Júlio Baptista, Ramires, Elano e o polivalente Daniel Alves como possíveis suplentes de Kaká. Nada contra os citados, até porque considero todos bons jogadores, mas acho que falta um algo a mais neste meio-campo de Dunga. Algo que possa ser o diferencial.

O Santos, sensação do momento, tem alguns diferenciais em seu elenco. Robinho, que vai ao Mundial, e Neymar são dois deles. Sim, eu levaria o Neymar, moleque travesso, destemido e corajoso atacante do Peixe. E levaria, também, Paulo Henrique Ganso, excelente meia-esquerda, que, sem comparação, me lembra o Zidane em algumas de suas assistências magistrais. E penso que Ganso, neste momento, seria mais útil à seleção do que Neymar, apenas pela má fase de Kaká.


Sim, faço parte do coro popular que clama pela presença dos dois garotos prodígios do Santos na Seleção. Não é questão de preferência, mas, reitero, no momento, com Kaká contundido e Ronaldinho Gaúcho descartado, o Ganso seria a minha primeira opção para o time titular.

Estou devaneando? Pode ser, mas quem, hoje, no Brasil joga mais bola que Ganso no meio-campo? Se futebol é momento e ele é o melhor, por que não levá-lo?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eu não levaria Ronaldinho Gaúcho à Copa...

A revista Placar deste mês, ótima por sinal, traz uma matéria sobre um tema atual e polêmico: o fantasma de Ronaldinho Gaúcho sobre Dunga. O jogador milanês tem apoio colossal por parte dos brasileiros para ir à Copa da África do Sul. Dunga, antes tão contestado, bateu o pé e não convocou o craque para o último jogo da Seleção antes do Mundial, contra a Irlanda, em março. Mas disse que qualquer jogador ainda tem chance de ganhar uma passagem para fazer um Safári pelo continente africano.


Embora o discurso do professor não seja explícito, sabemos que Ronaldinho Gaúcho deve ver o Mundial de casa, fazendo bolão com amigos e familiares. E, mesmo sendo minoria, estou convicto que ele não fará falta a seleção – apesar de ser um grande desfalque na turma do pagode, liderado por Robinho. RG esteve por muito tempo jogando nas coxas, sem vontade, sem ritmo de jogo, sem alma. Com a ida de Kaká para o Real Madrid e a aproximação da Copa, ele resolveu jogar bem algumas vez e, em outras, ter lampejos daquele jogador que encantou o mundo pelo Barcelona.

Mas, ainda que estivesse voando pelo Milan, Ronaldinho Gaúcho nunca teve regularidade na Seleção Brasileira. Não lembro, sinceramente, de vê-lo jogando bem em duas partidas seguidas com a Amarelinha. Aliás, a única boa atuação que vi de RG foi na Copa da Alemanha, em 2006, contra a Inglaterra – onde, vale ressaltar, o meio foi expulso. Então, não entendo o bafafá por Ronaldinho. Concordo que ele é craque, mas não vejo porquê, neste momento, mudar o funcional esquema tático de marcação imposto por Dunga e também o estilo de jogo da Seleção por causa dele.

Dunga tem muita personalidade e confia no seu grupo. Grupo que tem jogadores muito contestados como Gilberto Silva, Josué (salvem-se!), Doni (misericórdia!), Robinho (estava mal), Felipe Mello (adora um vermelho) e Júlio Batista (não tem jogado), porém de confiança dele. Robinho, por exemplo, jamais negou um chamado de seu professor. Deu presente em todas as oportunidades e, mais, foi destaque nas conquistas das Copas América e Confederações, além de ser fundamental nas Eliminatórias. Ou seja, há também a gratidão de Dunga por quem o acompanhou na trajetória até a Copa – lembremos que Ronaldinho já desdenhou da Seleção.

Nós, cornetas, questionamos muito o início de trabalho do mal-humorado, rabugento e grosseiro treinador Dunga, mas é evidente que ele deu certo na Seleção. Contra fatos, não há argumentos. Portanto, vamos respeitar as escolhas do professor e torcer pelo êxito da Seleção na terra do leão.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dá-lhe Brasil de Dunga


Na África do Sul, mesmo em clima gélido, a Seleção Brasileira suou muito e venceu, de virada, os Estados Unidos, que provou, mais uma vez, que no futebol nada se ganha com camisa nem por antecipação. Com dois gols do fabuloso Luis Fabiano, pretendido pelo Milan, e do excelente zagueiro Lúcio, o time de Dunga faturou a terceira Copa das Confederações.

Cabe a pergunta: será que essa seleção tem futuro no mundial de 2010?

Eu acho que sim. Kaká jogando essa bola toda, Ramires voando em campo e Luis Fabiano fazendo seus gols, a seleção tem tudo para ir longe no Mundial do ano que vem.

Cabe a pergunta (2): o grupo está fechado?

Eu diria que quase. Robinho, por exemplo, não vem bem. Ta egoísta demais nas partidas, deixando, eventualmente, de passar a bola para um companheiro melhor colocado em campo. Nilmar pode ser a solução dentro do grupo. Fora dele, há opções como Adriano, Fred e, claro, Ronaldo, mesmo rechonchudo.

Cabe a pergunta (3): qual é o seu preferido, boleiro?

Pra finalizar, é incontestável o trabalho que Dunga vem fazendo na seleção. Eu mesmo já o cornetei por diversas vezes – às vezes, ao extremo, como se tivesse em mãos uma Vuvuzela. Hoje, não mais. E nem posso. Os resultados me mantêm calado.

Opine aqui, boleiro. A discussão, de maneira saudável, é bem-vinda.