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quinta-feira, 24 de março de 2011

Santos 3x1 Mogi Mirim


Não foi um grande jogo, não foi uma grande vitória. Mas, mesmo com nove desfalques (Elano e Neymar entre os principais, na Seleção), o Santos venceu o Mogi Mirim na Vila Belmiro pela 15ª rodada do Paulistão. E por que o Santos venceu por 3x1, um placar elástico, considerando as tantas adversidades? Porque tem Paulo Henrique Ganso. Simples assim.

A partida, insisto, não foi boa e, em alguns momentos, foi até sonolenta, principalmente no primeiro tempo. E que me perdoem Zé Eduardo, Keirrison, o ótimo lateral Jonathan, o promissor Alan Patrick, entre outros jogadores coadjuvantes, mas o principal atrativo (senão o único!) chama-se Ganso. E ele fez jus aos torcedores de outros times que acompanharam o jogo somente para admirar seu futebol.

Ganso participou ativamente dos três gols santistas, dando belo passe para o primeiro, de Zé Love; iniciando a jogada do segundo com um passe em profundidade para Pará, que culminou com o gol de Keirrison; e cruzando com perfeição para Edu Dracena marcar o terceiro, de cabeça.

Quem não acompanhou o jogo, pode pensar, automaticamente: Ganso comeu a bola, de novo. Não, não foi bem assim. No intervalo, por exemplo, o próprio jogador admitiu que errara muitos passes. E, de fato, errou. Ainda assim, o índice de acertos foi enorme. Tanto que o Peixe garantiu mais três pontos na tabela graças a ele, o seu, o nosso futuro camisa 10 da Seleção.

Contudo, se dentro de campo Ganso encanta, fora dele deixa um pouco a desejar. Todo jogador quer ir pra Europa, fazer sua carreira lá, ganhar dinheiro e blábláblá. Concordemos ou não, precisamos respeitar. Mas manifestar a vontade de sair com birras recorrentes e cara feia não resolve nada, além de irritar torcedor (não apenas os santistas) e o clube pelo qual ele atua. Ganso tem contrato com o Santos até 2015 e deve cumpri-lo, a menos que algum time milionário pague sua multa rescisória. Humildade nunca é demais.

domingo, 25 de julho de 2010

Santos 1x0 São Paulo

Ser sócio PFC nem sempre é bom. Diante de tantas opções de jogos no mesmo horário, ou você escolhe um ou você fica feito louco zapeando por todos. A segunda opção não dá certo, pois você acaba não vendo nenhum. Hoje, escolhi o clássico Sansão e, vou te contar, me arrependi.

Embora Santos e São Paulo tenham escalado equipes mistas, via-se em campo um festival de bons jogadores. Pelo lado do peixe, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Maranhão (sério, é bom jogador), Marquinhos, tendo, no banco, André e Wesley, que entraram no decorrer da partida. Pelo lado são-paulino, Rogério Ceni, Richarlyson, Cléber Santana, Jorge Wagner, Fernandinho, Marcelinho Paraíba, tendo, como suplentes, nada menos que Hernanes, Washington e Marlos – os últimos três entraram no segundo tempo.

Ou seja, mesmo com equipes mescladas em campo (por causa dos jogos decisivos do meio da semana que vem, pela Libertadores e Copa do Brasil), os elencos recheados davam sinais de bom jogo. Ledo engano. O que se viu na Vila Belmiro foi um jogo ruim, pobre de técnica, com muita faltinha e marcação no meio-campo.

Santos, principalmente no primeiro tempo, buscou mais o gol adversário, tentou se infiltrar na zaga são-paulina, que marcou de perto os garotos Ganso e Neymar. Garotos que, aliás, se não estiveram brilhantes, pelo menos tentaram jogar bola com objetividade, protagonizando, inclusive, o lance mais bonito do jogo, quando ambos deram passes de letra num ataque, com objetivo, fator questionado em partidas de outrora.

Já o São Paulo, com enorme dificuldade de trocar passes, deu seu primeiro chute à gol com incríveis 35 minutos de partida. Faltou ousadia, confiança para arriscar, apesar da ligeira melhora na etapa derradeira, especialmente após a entrada de Marlos, Washington e Hernanes, que, em duas jogadas, mostrou por que deve estar presente na primeira lista de Mano Menezes.

Assim, apesar da mínima preponderância santista, que achou seu gol (contra) em uma infelicidade de Renato Silva (lamento por quem o tenha escalado no cartola), o resultado mais justo seria o empate, até porque o São Paulo, quando já perdia, mandou uma bola na trave com Washington. Sorte de Dorival Jr., que vinha de três derrotas consecutivas; azar e guilhotina para Ricardo Gomes, que viu sua equipe ganhar apenas 1 ponto nos últimos 12 disputados.