Mostrando postagens com marcador Relato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relato. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de abril de 2011

Márcio Alves, herói em Realengo, recebe homenagem da Maçonaria


Sábado, 16 de abril de 2011. Há uma semana, a Maçonaria, através de uma loja localizada na Rua do Lavradio, na Lapa, prestava justa e sincera homenagem ao sargento Márcio Alves, o policial militar responsável por atenuar o que já ficara caracterizado como tragédia. Foi ele, que estava ajudando em uma blitz nas proximidades da escola municipal Tasso da Silveira, o primeiro a chegar ao colégio, em Realengo, na tenebrosa e inesquecível manhã de quinta-feira, 7 de abril.

Reconhecido como herói pelo governador Sérgio Cabral e também pela sociedade, Márcio rechaçou o rótulo adquirido. Com discurso humilde, ele disse que apenas fez seu papel de policial, evitando o pior naquela trágica manhã:

- Primeiramente, agradecer esta homenagem, este reconhecimento da Maçonaria e da sociedade. É uma coisa muito importante tanto pra nós, policias, como pra instituição Polícia Militar. Então, meu agradecimento, de coração, por esta homenagem. Lembrando, esta ação não foi feita com intenção de receber promoção ou homenagem. Foi o instinto e o cumprimento do dever. Muito obrigado a vocês e tudo de bom.

Atento as palavras gentis do maçom que tomou a palavra, Márcio Alves, o tempo todo, se mostrou grato por aquela solenidade. Posou para fotos, respondeu a diversas perguntas de todos os presentes e, ao final, ainda concedeu entrevista para o meu tio, jornalista, e eu, aspirante na profissão - infelizmente, ainda não tive acesso ao gravador do meu tio, onde há a íntegra.

Para finalizar a manhã de cortejos, a Maçonaria ofereceu um almoço na churrascaria Estrela do Sul, da Tijuca. Quando o sargento Márcio Alves adentrou ao local, foi reconhecido e ovacionado de pé. Um momento marcante, emocionante, impagável. E, quando todos os presentes na homenagem prestada pela Maçonaria já saboreavam seu almoço, Márcio, sempre muito paciente e cordial, ainda atendia as pessoas que o abordavam. Um gesto que evidenciou ainda mais sua humanidade e cordialidade.

****

A foto acima não ficou boa, é verdade. Culpa do meu irmão, péssimo fotógrafo. Não estou nem aí para minha cara de pateta. O que vale é o registro ao lado deste grande cidadão!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fatos do cotidiano

Acontece quase sempre, mas, desta vez, foi mais intenso e perturbador. Por isso, partilharei com vocês esta atrocidade vivida por mim.

Ontem, no ônibus, buscando relaxar e a caminho do lar, me acomodei na poltrona reclinável que minha condução caríssima (!) oferece. Apesar dos pesares, meus momentos diários no ônibus são os poucos nos quais consigo encontrar a paz.

Pois, então. Já dentro dele e tomado por um cochilo sublime, eis que acordo assustado com uma gargalhada enérgica de uma imbecil. A idiota relatava efusivamente, ao celular, que trocara de empresa e que, amanhã (hoje), seria seu último dia no velho trabalho. Ou seja, arruaça geral!

Só que ela não se conteve apenas em contar a novidade pra uma pessoa: ligou, no mínimo, pra cinco felizardos, incluindo namorado. Possuída por uma risada tosca e uma voz abominável, ela seguia, em pé, ao lado da minha poltrona, divulgando seu novo emprego, feliz da vida, protagonizando um escândalo irreparável. Neste momento, eu já desistira do cochilo ocasional. Ia tentar ler o jornal, até que a mula, em alto e bom tom, proferiu para alguém, ainda ao celular, que queria que todos, em sua despedida, fumassem charuto e bebessem caipirinhas. Imaginem o meu desespero ao ouvir tal idiotice.

Tentei, sem sucesso, me desligar. Não deu. Queria chorar, vomitar. Tragédias não acontecem apenas em favelas e rodovias. Há também atentado para os ouvidos. E os meus sentiram isso na pele ontem por esta terrorista.

Hoje, nova catástrofe, também no ônibus, só que indo para o trabalho. Menos mal que eu estava acordado, apreciando uma boa leitura. Já adaptado aos roncos de estranhos, tive ainda que tolerar uma nova imbecil, que discutia asperamente com a mãe, também ao celular – quem inventou isso, hein?

A tosca dizia absurdos em seqüência, com uma voz alterada, discordante dos argumentos da (pobre) mãe – que, assim como eu, deve lamentar a existência daquele farrapo. E parece que só eu estava incomodado, pois a maioria dos passageiros adormecia em sono profundo, o mesmo sono que eu desejara no dia anterior. Como não tenho a sorte deles, tive que ir até o Centro ouvindo a filha mimada aos berros, sem o mínimo de respeito a este que vos escreve.

Cenário calamitoso, amigos. Fui, involuntariamente, alvejado por insultos e escárnios. Um horror. Divido com vocês este momento de pesar. Obrigado pela hombridade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sou educado e sofro por isso

Na minha vida, procuro me manter equilibrado em todas as esferas. Às vezes, falta um pouco de paciência, otimismo, esperança e maturidade. Mas uma coisa que prego e muito é minha educação. Claro que perco a compostura vez por outra, mas procuro manter ao máximo a polidez.

Pois bem. Aqui, onde eu trabalho, volta e meia, tem um cara de fora consertando alguma coisa. Ora encanamento, ora impressora – mais comum. Hoje, excepcionalmente, três homens, devidamente uniformizados com roupas da empresa onde trabalham, estavam aqui. Mas, para infelicidade de muitos funcionários, na qual me incluo, a presença deles não passou despercebida. Pelo contrário. Parece que eles faziam questão de aparecer, mesmo que negativamente.

É aceitável, quando se está trabalhando, desenvolvendo um raciocínio sobre algum tema, compenetrado em um e-mail importante ouvir pessoas rudes gargalhando deliberadamente, contando fantasias, xingando, enfim, pisando no regulamento da postura, do bom senso em um ambiente silencioso de trabalho? Repito: ambiente de trabalho, não festa de bodas de ouro da sua avó.

Alguns mais pacientes ou mesmo desligados podem até me tachar de severo crítico. To começando a me acostumar (não aceitar) com insultos e palavras pejorativas. Mas, sinceramente, pode-se tolerar balbúrdia onde o silêncio prevalece? Claro que não. É o mesmo que gritar dentro de uma biblioteca.

Mas, para minha desilusão, tem gente que não enxerga assim. E, por isso, sigo sendo rotulado de chato, que só faz reclamar. Tudo porque não fico resignado diante da desfaçatez. Porque não abro mão de me indignar diante do cenário hediondo. Seria o mesmo que me satisfazer com o cheiro do ralo, como fez Selton Mello, no bom filme nacional O Cheiro do Ralo.

E, como se não bastasse aturar a vozearia aqui, mais cedo, na Ponte, parado no engarrafamento, outra cena de estagnar qualquer cidadão educado, que zela pela cidade: um néscio, parvo ou pateta (rotule como quiser) assoou o nariz com um lenço, abriu calmamente seu vidro elétrico e simplesmente jogou a mucosidade no chão! Meu Deus, falei. Isso é um crime contra a cidadania. Xilindró nele! Detalhe: era um senhor, já de idade avançada. Imperdoável.

Pra completar a vadiagem, na rádio, o locutor anunciava que o nefasto senador José Sarney havia proferido mais uma daquelas balelas que nós todos já conhecemos. Prato cheio pra começar o dia irritado, certo? Não numa sexta-feira. Não mesmo.

Um beijo do jovem irritadiço e, aos 22 anos, já esclerosado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A questão é: relacionamento

Antes de mais nada, gostaria de dizer que não quero dar uma de psicólogo, nem dono da verdade, tampouco racional absoluto. Vou expor apenas minha opinião sobre passividade no relacionamento. Sinto que pisarei em um formigueiro, mas sou teimoso e gosto de incentivar uma discussão em alto nível.

Tenho duas amigas que, julgo, submissas. Uma, é casada. Outra, namora. Gosto de ambas: são divertidas, engraçadas e boas de conversa. E, por possuírem essas e tantas outras qualidades, vivo as convidando para barzinho papear sobre assuntos variados, pois, na correria do dia a dia, nem sempre é possível esticar a conversa. Mas é justamente aí que mora o empecilho: ambas, embora com diferentes opiniões, quase sempre titubeiam sobre sair para jogar conversa fora.

É bem verdade que eu sou solteiro, mas, ainda assim, entendo um pouco sobre relacionamento, afinal, já tive dois na carreira do amor. E, por isso, sempre digo que não entendo por que elas quase sempre rejeitam um papo-furado após o expediente. Que mal tem nisso? É proibido sentar num restaurante ou coisa que o valha para trocar idéias e discutir assuntos hodiernos?

Não digo que é parâmetro, até porque sou jovem e pouco perspicaz no quesito vida a dois. Ainda assim, hoje, penso o seguinte: relacionamento não é sinônimo de cárcere. Noto que minhas duas amigas e um bocado de outros amigos e conhecidos são submissos. Renegam, entre amigos, um convite para um chope, um aniversário e até mesmo um churrasquinho no terraço daquele amigo de ginásio. Parece que, a medida que a tecnologia avança, o cérebro de muitos regressa. Fica estagnado, retomando a maneira maquiavélica de pensar e agir, como o homem das cavernas.

Pra finalizar, uma outra questão pertinente: por que a amizade entre um homem e uma mulher ainda é visto sob olhar de desconfiança e julgamento premeditado?

Eu, por exemplo, tenho inúmeras amigas. Amigas mesmo. Mas poucos acreditam nisso. Em determinados nichos, tenho fama de Renato Gaúcho. Acham que, se eu tomar um café ou almoçar com uma moça bonita, seja do trabalho ou do meu círculo de amizade, estou transando com ela. Ou seja, sou comedor e não sei. Na cabeça medieval de muitos, vivo em um harém. Como pode?

Imagine-se num júri e deixe seu discurso aqui.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O triste final de Pedrinho

Nesta madrugada, acordei, pra variar, atônito. Não era pesadelo, nem sonho. Levantei, fui à cozinha, bebi um pouco de água e regressei ao quarto. Na cama, liguei a tevê e, obviamente, sintonizei o SporTV.

Naquele exato momento, Vanessa Riche, belíssima apresentadora do programa, anunciava o fim da carreira de Pedrinho. Em seguida, a entrevista, na qual ele declarara o motivo crucial para tal: desgaste psicológico por causa da seqüência de lesões.

Quem acompanhou futebol, especialmente o Vasco, lá pelos idos de 97 e 98, conheceu o talento de Pedrinho. Canhoto, com toque refinado, drible curto, chute forte e preciso, ele quase que desfilava em campo, tamanha era sua capacidade de jogar bola. No auge de sua carreira, eu ainda era garoto, tinha 11 anos, e pouco freqüentava São Januário.

Mas, mesmo acompanhando pouco futebol, soube de sua convocação para a Seleção Brasileira. Ali, víamos um talento, que, embora garoto, tinha muito futuro e já começava a traçar sua trajetória, que seria brilhante, não fosse por uma entrada desleal de Jean, jogador do Cruzeiro.

Depois da falta criminosa que recebeu, dor e choro. A maca veio, acompanhada de médicos. Clima apreensivo. Todos em busca de qualquer informação. Pedrinho não voltou para o jogo. E, quem o viu lacrimejar, sabia que se tratava de algo grave. Mas não se imaginava, por mais pessimista que fosse, que seria tão grave a ponto de desfigurar sua carreira.

O tempo passou. Pedrinho, depois de muito tempo, se recuperou e voltou aos gramados. E, embora houvesse alguns descrentes, ele voltou esperançoso, na certeza que reconquistaria tudo novamente. Não aconteceu, lamentavelmente.

De lá pra cá, Pedrinho até empolgou um pouco no Palmeiras, onde fez bons jogos. Mas uma nova lesão o derrubou novamente. E, assim, seguiu. Por onde passava, se machucava. Como ele bem disse, pelo seu histórico de lesões, todos já o olhavam com desconfiança quando alguma dor emergia.

Hoje, com 32 anos, resolveu encerrar a carreira. Sim, prematuramente, mas por conta do desgaste físico e emocional. Pedrinho sentiu que não dava para seguir adiante, reconheceu e decidiu parar. Foi honesto consigo mesmo. Uma pena ver um final tão doloroso assim. Ainda mais por saber que, em plenas condições, chegaria longe. Muito longe. O destino não quis.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Minha indignação com o Banco Real

Amigo blogueiro, veja se tenho ou não motivo para estar furibundo.

Anteontem, como sempre faço, dei uma olhada na minha conta bancária, pelo Real Internet Banking. Vi que tinha a bagatela de R$20. Então, pensei: vou logo sacar essa mixaria, antes que o banco pegue – quem tem conta corrente sabe que eles vivem inventando taxa aqui, taxa acolá.

Pois bem, quando retornava do almoço, na segunda, passei na minha agência para sacar a merreca. Para minha fúria, os caixas só tinham nota de R$50. Logo, pensei: que vida. Já que não tenho, no mínimo, cinquentinha na conta, continuarei duro. Este é um banco fenomenal mesmo. Que orgulho. Como não ia precisar do dinheiro, deixei pra retornar ao banco na hora de ir embora. Assim fiz. Por volta de 19h, passei novamente na minha agência e, mais uma vez, lamentei o fato dos caixas continuarem apenas com notas tigresas.

Minha paciência estava sendo testada e como não ia fazer nada mesmo com o dinheiro, fui para casa, feliz e contente.

Ontem, por acaso, não acessei minha conta corrente durante o dia. Aí, na hora de ir embora, novamente por volta de 19h ou 18h, passei na minha agência (ô rotina) e, finalmente, vi que todos os caixas disponibilizam cédulas de 10, 20 e 50. Um deles, inclusive, tinha de 5. E nele, fui. Pus meu cartão, com toda calma, digitei minha senha e, depois, solicitei o extrato de tela. Para minha surpresa e indignação, constatei que o Banco Real havia pego o valor de R$17 dos meus R$20, alegando taxa de manutenção.

Confesso que tive inúmeras vontades naquele momento irritadiço. Mas mantive a compostura, fiz cara de paisagem e apenas soquei o teclado do caixa eletrônico, bem de leve. Lamentei muito. Meu estômago, famélico, mais ainda.

Depois, já no ônibus, fiquei pensando. Os bancos, que lucram bilhões e trilhões a cada trimestre, aumentam as taxas de manutenção, que serve para quê? Pra te dar opções de utilizar vários caixas, certo? Certo, mas como se, vez por outra, eles disponibilizam ao usuário apenas notas de R$50?

Conclusão: os bancários seguem cada vez mais ricos. Com ou sem crise, não há tempo nebuloso para eles. Lucram barbaridades. Lamentam, às vezes, que deixa de entrar trilhões por bilhões.

E eu, pobre assalariado, fico na mão, com módicos R$3 disponíveis para saque, em plena antevéspera de feriadão.

Que otário que eu sou.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O cagão como reflexão

Agora a pouco, passeando pelas ruas do Centro do Rio, acompanhado de duas belas moças (Ilana e Vanessa, amigas inseparáveis), me surpreendi com o cenário diante dos meus olhos: Um homem, aparentemente deficiente físico e morador de rua, na ruela São José, em frente ao Mc Donald’s, estava sentado na calçada. Deslizou-se um pouco para a rua, agachou e, sem a menor cerimônia, cagou. Incrível!

Eu, incrédulo, fiquei olhando a cena, pasmado e, pior, com um picolé na mão esquerda. Ilana e Vanessa, também chupando picolé, desviaram o olhar e seguiram, rindo. Depois, ansiosas, me perguntaram o que o rapaz havia feito. Ora bolas, falei que o cara acabara de defecar. No português claro, ele vomitou pelo ânus.

Gargalhadas foram dadas, lógico. E, lógico também, que esse relato é um tremendo estardalhaço. Mas com um propósito: indignar você que me lê.

No Brasil, poucos se indignam com cenas absurdas. Desviam o olhar e tocam a vida. Claro que, neste caso, não é pra tanto. Mas enquanto nós, brasileiros, desviarmos o olhar diante de um problema, como muitos fazem, o Estado, por exemplo, seguirá assim, sem vergonha e imóvel, como o cagão.

domingo, 7 de junho de 2009

Família


Hoje, mais uma vez, vou me limitar a dar uma satisfação ao internauta que é fã deste espaço.

Está, neste momento, acontecendo uma confraternização em família. Minha querida tia Sonia está comemorando seus 48 anos de vida nesta presente data. E como está inteira. Linda, linda e em plena forma. Pessoa admirável. Parabéns pra ela.

O churrasco rola solto e a cerveja, claro, não poderia faltar. To bebendo e batendo um bom papo com pessoas que não vejo há tempos.

Mas, uma nota lamentável. Como em qualquer família, a hipocrisia impera em algumas pessoas. Como tem gente falsa neste mundo. O que mais me impressiona é a pessoa sorrir pra você, procurando ser simpática, e por trás te apedrejar. Eu sou muito educado, mas uma coisa que não faço é mostrar dentes pra quem não merece. Não riu mesmo, mesmo que isso me qualifique como antipático. No máximo, bato com a mão ou balanço a cabeça com sinal de positivo. Sorrir pra quem não gosta de mim é um pouco demais. Não consigo ser assim.

Mas tem gente que consegue. E faz isso muito bem. Já eu, não. Eu to errado?

Na foto, da esquerda pra direita: minha avó, querida mãe, tia Sonia e tia Magaly.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O blogueiro e sua aventura


Anteontem, eu e meu amigo Gustavo Borges fomos à redação do jornalista da TV Globo Sidney Rezende, na Gávea, na parte da tarde. Gustavo participara de uma promoção, na qual o prêmio era um livro. O sortudo faturou a obra, própria de Sidney Rezende, e me convidou para ir buscá-la.

Inventei, aqui no trabalho, que iria ao médico. Puro conto do vigário. Minha chefa, inocentemente, acreditou. Ainda bem.

Lá chegando, no andar de cima da redação, não poderíamos ser melhor recepcionados. Sidney Rezende é muito gente boa, atencioso, sabe conversar, inteligente, enérgico.

Assim que entramos na sala dele, ele indagou: água ou café? Gustavo, sem pestanejar, disse que não queria nada. Eu, fiquei estagnado, pensando em excesso, como sempre. Então, ele me ofereceu água de coco. Aceitei. Estava deliciosa. Desceu tão bem que Gustavo, por segundos, me invejou.

Daí, começamos a conversar na aconchegante sala de Sidney. O assunto? Vários. Debatemos sobre blog, o portal do Sidney, livros, estágio, carreira.

Sidney Rezende, inclusive, leu um texto meu. Gostou. Fez uma cara boa. Mas disse que eu faço muitos rodeios. Riu de gracejos que escrevi como ”não sou dono da verdade, tampouco vidente”, no texto sobre a liberação da internet no trabalho. Disse que no jornalismo não se pode fazer isso. Mas, em um blog, não há problema. Enfim, nada que eu não soubesse.

O papo fluía muito bem até que, infelizmente, Sidney Rezende precisou trabalhar e nos enxotou educadamente.

Descemos a escadaria e, lá embaixo, onde algumas pessoas trabalhavam, tiramos essa foto e nos saudamos. Trocamos elogios e, finalmente, fomos embora. Dei uma crise de risos na saída do prédio por lembrar do que Sidney havia me dito sobre meu texto. Gustavo entrou no clima também. E, assim, felizes da vida, como se tivéssemos sido contratados para estagiar no ramo de jornalismo, fomos embora.

Mas, qualquer dia, seja como profissional ou amador, espero voltar lá.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ar, por favor

Fico pasmo com o egocentrismo das pessoas, principalmente em um ambiente de trabalho. Agora, às 14h55min, estou derretendo aqui no escritório e ninguém (poucos tem autorização para fazê-lo) se manifesta em ligar o ar-condicionado. Desde ontem que ele permanece intacto.

Como se não bastasse minha dor de cabeça lancinante, tenho que conviver com o bafo que se apossou do escritório onde trabalho. Um verdadeiro mormaço. Sinto o sol em cima de mim.

Eu sei que não estamos no verão, mas, mesmo no inverno, faz calor em ambiente fechado, com quase 30 funcionários respirando, arrotando, peidando, esquentando comida e guloseimas em forninho. Ou seja, o ambiente, além de abafado, fica com conflitos de odores - não só os agradáveis, como já disse. Tem muito porco fora do chiqueiro.

Ilana, uma amiga e calorenta como eu, que se sente mal ao aspirar milhares de bactérias, esbravejou:

- As pessoas aqui dentro tinham que derreter, literalmente, a medida que sentissem calor para, assim, de repente alguém ligar o ar-condicionado.

Faz sentido.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aconteceu!

Hoje, na parte da manhã, Vanessa, uma amiga, ligou para a farmácia e encomendou um remédio qualquer.

O entregador foi ao escritório onde ela trabalha, recebeu o dinheiro pela mercadoria, deixou o remédio com a recepcionista e foi embora no mesmo pé.

Depois, quando a Vanessa pegou o tal remédio e abriu a embalagem, notou que dentro, em vez de uma bula ela encontrou uma... folha de caderno! Isso mesmo!

Chocada com a situação, ela ligou pra farmácia e pediu pra falar com o gerente, que,
por um momento, hesitou em acreditar no que ela dizia.

Depois de uma pequena discussão, o gerente mandou que o entregador voltasse ao escritório dela, pegasse o remédio “estudioso” e deixasse um outro, dessa vez com a bula.

Que coisa, não?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Podem até dizer que eu sou rabugento, ranzinza, entre outros atributos. Mas, numa boa, aturar choro e resmungo de criança dentro de um ônibus, depois de um dia cheio de trabalho, é um ótimo teste de paciência, não?

Mesmo estando um pouco a frente de mim, parecia que ela, a tal criança, estava ao meu lado, de tanto que perturbava. Podem dizer “Ah, Renan, releve, pois ela só tem 4 ou 5 anos”. Ok, mas e a mãe? Por que foi conivente? Talvez estivesse cochilando. Mas como, se eu que estava longe, não conseguia?

Minto. Dormi, sim. Pouco, mas dormi. Como acordei? Ah, adivinha? Com a tal criança aos prantos. Por quê? Porque a avó dela havia descido.

Eu mereço?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Já faz parte da rotina do carioca. Quase que diariamente vemos a cena ilustrada ao lado: manifestação.

Vou direto ao ponto, sem delongas. Penso o seguinte: que reivindiquem, sim, melhores salários, melhores condições de trabalho e o que quer que seja. Sou totalmente a favor desse gesto. O que é inaceitável é impedir que outros trabalhadores, como eu hoje cedo, sejam impedidos de chegar a seu destino.

Na manhã de hoje, por exemplo, eu demorei 45 minutos da minha casa à Leopoldina. E da mesma Leopoldina à Av. Rio Branco, onde trabalho, perdi intermináveis 40 minutos no trânsito. Se o saco estava cheio? Sim, obviamente.

É normal ficar engarrafado pela manhã, ainda mais quem vem para o Centro, afinal estamos caminhando pra ficar igual a São Paulo – segundo pesquisa recente. Mas 40 minutos? Pera lá!

Ao descer do ônibus, notei muitos carros de polícia andando vagarosamente pela Av. Rio Branco. Por um momento cheguei a pensar que era manifestação da Polícia Militar, devido ao enorme número de patrulhas. Só que elas estavam apenas acompanhando os vigilantes, que pediam reajuste salarial – se não me engano - de 15%.

Já disse e reitero: sou a favor desde que não prejudique a maior parte da população. Que arrumem um jeito mais eficaz para protestar. Idéia? Não sei. Talvez fazendo quebra-quebra como em outros países. Na Grécia, por exemplo, quando um menor foi morto por um policial, a população foi às ruas e ateou fogo em tudo que via pela frente. Talvez seja por aí, já que no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, pedindo numa boa ou civilizadamente, nada acontece!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Relato

Sábado de sol, churrasco e cerveja gelada. Nesse clima, o aniversário do avô de Jéssica (infelizmente não me recordo o nome dele) ia rolando num pequeno salão de festas, em São Gonçalo.

O grupo de pagode Entre Amigos, do qual conheço todos os integrantes, foi convidado para fazer a pista de dança tremer, com muito samba. Embora jovens, os meninos mandam muito bem. Sem detalhes, pois sou leviano no assunto.

Só que, para a tristeza de todos, um dos componentes do grupo não compareceu ao local e, assim, Entre Amigos preferiu não tocar sem ele. Os rapazes esperaram por mais de 1 hora pelo “foragido”, mas ele não deu sinal de vida.

Segundo Joélson, que integra o grupo, o ausente, conhecido como Pirulito (foto), tinha ciência de local e horário, mas lamentavelmente não deu as caras. Acho Pirulito um rapaz maneiro, tranqüilo. Mas seu sumiço deixou os fãs de um bom pagodinho broxados. Poderia, ao menos, dar uma satisfação. Mas não o fez. Molecagem pura.

Esse gesto, que irritou bastante os outros integrantes de Entre Amigos, pode lhe render uma punição: afastamento do grupo. Eu não duvido, pois o semblante dos rapazes era de poucos amigos. E com toda razão.

No mais, o aniversário transcorreu bem. Teve gente lá, com claros sinais de embriaguez, ficando de sunga, para delírio de algumas coroas.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Não assista!

Antes de alugar qualquer filme, procuro sempre ler antes sobre ele ou pedir conselhos a amigos que já tenham visto.

Pois bem, ontem não fiz isso. Pensei ter ouvido algum amigo dizer, em um churrasco que fui no sábado passado, que Missão Babilônia era muito bom. Notem, ele não disse bom, regular, razoável ou ruim, e sim muito bom. Vocês podem pensar “Ah, Renan, você tava doidão e ouviu errado”. Não creio, mas vou considerar se alguém disser isso.

Fato é que, ontem, quando desci do ônibus – a locadora fica em frente -, olhei a hora e, como estava cedo, pensei que daria perfeitamente para ver um filme e depois resolver os afazeres que tenho diariamente – atualizar o blog é um deles.

Assim, entrei na locadora, vasculhei alguns filmes, até me deparar com este da foto. Dei uma olhada desconfiada pra ele – de repente meu instinto estava tentando me dizer da péssima qualidade do filme – e, sem matutar por muito tempo, decidi levá-lo.

Já em casa, tomei um banho, coloquei o filme no dvd, liguei o ar – sim, sou besta – e, comendo pão com ovo (amo) apertei o play. A partir daí meu entusiasmo com o filme (juro que pensei que fosse um bom filme) foi, lentamente, se transformando em decepção. Vin Diesel, coitado, o principal do filme, mais parecia o James Bond, pois batia, batia e sequer levava um soco ou tiro. Mas vá lá, relevei a mentira, afinal a maioria dos filmes de ação engloba ela. Só que o filme se mostrava confuso desde o início, tendo inclusive algumas cenas totalmente incompreensíveis.

Sinceramente, acho que não existiu roteiro. Faltou coesão, clareza, enfim, uma penca de coisas. Não sou cineasta, mas com 60 milhões de dólares – valor que foi gasto com o filme -, acho que eu faria um filme menos ruim ou, quem sabe, tolerável. Missão Babilônia, com todo respeito ao diretor francês, é deplorável.

Após assistir até o fim (eu não acreditei quando acabou, pois uma interrogação pairou em minha mente) esta lástima, fui para a internet pesquisar e notei que o diretor de Missão Babilônia, um francês, Mathieu Kassovitz, foi roteirista (???) do Filme Monique (excelente) do consagrado diretor Steven Spielberg. Pelo visto não aprendeu nada. E, pasmem, o próprio Kassovitz admitiu que seu filme não é bom. Talvez a sinceridade seja o forte dele, afinal fazer filme, definitivamente, não é a sua praia.