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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A dança do ENEM


O blog retorna hoje após longo período inativo. E já que um dos principais temas atuais é o ENEM, reproduzo aqui um texto do meu amigo Eduardo Pereira Bittencourt.

Os últimos episódios protagonizados pelo MEC são o retrato fiel do que é a educação no país. Com a incompetência evidenciada com as falhas no gabarito e nas provas do Enem deste ano, somadas ao vazamento do conteúdo das provas em 2009, fica claro que a decisão de unificar os vestibulares das universidades mais procuradas do país foi um erro. Os únicos prejudicados são os vestibulandos, que passaram um ano inteiro se preparando para este momento e correm o risco de ver a prova ser anulada, como determinou o Ministério Público. Para completar a série de trapalhadas, o Twitter oficial do órgão se manifestou dizendo que os alunos que divulgaram o tema da redação no site “dançaram”.

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, foi rápido e logo veio a público falar que ninguém será prejudicado e que os alunos que fizeram a prova amarela vão ter uma segunda chance. Mas a única solução justa que se pode tomar é a anulação do Enem. O prejuízo não é exclusivo de quem respondeu o caderno amarelo. O aluno que respondeu ao azul vai ser lesado ao não receber outra oportunidade. E o que fazer com os atrasados, como Camila Santos Silva, que chegou 1 minuto após fechar os portões e foi eliminada? Quem garante que ela não pegaria o tal caderno amarelo?

Essa e muitas outras perguntas vão ficar sem resposta por um longo tempo, se é que um dia serão respondidas pelo Ministério da Educação. Um órgão que cobra pontualidade britânica aos alunos, impede que eles usem lápis e borracha, determina até mesmo a cor e o tipo da caneta que devem ser utilizadas é o mesmo que, por dois anos consecutivos, os mesmos dois anos em que a prova equivale aos vestibulares, não consegue ter a mesma perfeição para confeccionar as provas e garantir que seu conteúdo não seja divulgado com antecedência. Nem precisava se dar ao trabalho de ir ao Twitter. Todos que fizeram o Enem já sabem que “dançaram”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Blog do Planalto com cara de antidemocrata

Qual é a intenção de se criar um blog?

Eu, quando fiz o meu, pensei primeiramente em interatividade. Discutir temas com os internautas, divulgar textos, desenvolver opinião, saber o que pensa a pessoa que me lê e, nesse bolo, estava incluído também receber críticas por algum devaneio e, principalmente, sugestões para melhorar minha escrita.

Com base na ideia acima que tenho sobre blog, gostaria – e acho que a maioria segue essa mesma linha de raciocínio – de saber qual é a intenção de se criar um blog presidencial e impedir que o cidadão faça sua crítica ou mesmo elogio? Cadê a democracia?

A iniciativa do Governo em criar o
Blog do Planalto para divulgar ações da Presidência da República foi excelente, mas, impedir que se comente o post, péssima. E, na boa, dizer que não há, no SECOM, uma pessoa com disponibilidade para moderar os comentários é uma desculpa mais esfarrapada que meu kichute ginasial. Digo mais: soa como um tapa na cara da liberdade de expressão.

Espero, sinceramente, que o Governo reveja essa decisão. A população, que pode usar o blog como mural de sugestões, agradece.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gripe suína: atualização

Mais cedo, li que São Paulo prorrogará o início das aulas em diversas escolas, visando evitar a propagação da gripe suína entre alunos, que, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – é grande no estado. O Rio, até bem pouco tempo, hesitou em seguir o exemplo, mas voltou atrás, conforme informou a CBN Rio, via Twitter.

Tenho cá minhas dúvidas se medidas como estas são, de fato, eficazes como forma de prevenção à doença. Isso porque, embora o número de crianças e adolescentes vítimas da gripe suína seja considerável em São Paulo, não acho que os impedindo de freqüentar a escola atenue a proliferação do vírus.

Posso estar completamente enganado – e, confesso, espero que esteja -, mas, uma vez de férias, essas crianças, adolescentes, professores, diretores e afins estarão imunes à contaminação? Claro que não. Mas será que todas essas pessoas que não freqüentarão a escola, ao mesmo tempo, não freqüentarão um teatro, um cinema, um estádio, uma igreja, enfim, qualquer outro ambiente fechado ou semi-aberto que as possibilitem de contrair o vírus da gripe suína?

Por isso, continuo achando que a melhor forma de lidar com o vírus da vez é com medidas inteligentes de prevenção, esclarecendo veementemente a população sobre os riscos, sem pânico, da doença e, principalmente, expondo aos que tem menos acesso à informação em como lidar com o problema. Cabe ao Estado deixar a passividade de lado, se engajar de vez na questão, ser mais conciso em certas declarações. A população também pode ajudar, através de ONG’s, a divulgar alertas sobre higiene. O que não pode é insistir no famoso discurso estamos nos empenhando. Os familiares dos finados não caiem nessa. Eu, não quero cair. E imagino que nem você.

Deixe sua opinião aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Conselho de Ética antiético

Sabe o dono do castelo ao lado avaliado em R$25 milhões? Então, hoje, o Conselho de Ética (hã?) rejeitou suspensão das prerrogativas de Edmar Moreira, o tal casteleiro. Se fossem aprovadas, o moço ficaria apenas 4 meses sem participar de atividades burocráticas, porém – essa é a melhor parte – continuaria recebendo seus vencimentos. Justíssimo, não?

O que deveria se fazer, no mínimo, era exigir a cassação do pobre coitado Edmar Moreira. Mas essa hipótese, naturalmente, foi vetada pelo Conselho de Ética. Quanta harmonia!

Assim, me indago: o que seria ética para o tal Conselho de Ética? Fico curioso para saber que definição eles dariam para este substantivo.

Ah, e o caso, evidentemente, deve ser arquivado. E querem que eu acredite no Brasil. Só se for com nariz de palhaço.

Viva a esbórnia!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Viva o escárnio!

To enojado hoje. Li muita baboseira na internet sobre o caso de Maxi López, jogador do Grêmio, que teria chamado Elicarlos, do Cruzeiro, de macaco.

Vale ressaltar que, como a maioria da imprensa noticiou, isso não é racismo. É injúria qualificada. Há uma diferença. Procure saber para entender melhor.

Enfim, li treinador e jogador dizendo – se preferir, vomitando – que isso é frescura, que no futebol isso acontece todo dia e mais um festival de balelas que, por Deus, preferia ser momentaneamente cego a ler tais coisas.

É impressionante ver a que passos caminha a sociedade brasileira. Poucos se indignaram com esse lamentável episódio ocorrido no jogo de ontem, pela Libertadores. Alegam que acontece corriqueiramente e que, se for punir Maxi López, que se puna também outros tantos jogadores. Ou seja, mais um caso que, certamente, não dará em absolutamente nada.

O jogador, quando chegou ao aeroporto de Porto Alegre, ainda teve seu nome gritado por torcedores, como se tivesse sido protagonista de algo louvável.

É, minha gente. Dizer que esse fato é lamentável é pouco. Eu devo ter tido uma educação européia ou demasiadamente pomposa. Tantos aplaudindo e eu repudiando. Devo estar velho, ranzinza, com paciência limitada.

Viva o escárnio e a vista grossa diante de uma tragédia dessa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Protestos e mais escândalo na terra tupiniquim


Hoje, em frente ao STF, estudantes e sindicatos protestaram contra decisão do Supremo Tribunal Federal, que pôs fim à obrigatoriedade de diploma para jornalistas.

Impressionante como não vemos mais atos democráticos de grande massa no Brasil. Hoje, cerca de 80 pessoas fizeram barulho em Brasília. Aqui, no Rio, também teve manifestação, e, sinceramente, não acredito que mais de 200 pessoas tenham comparecido.

Engraçado como na era da tecnologia, com tantos meios sociais para divulgação, uma manifestação de grande interesse da população seja tão ineficaz. Por mais que o protesto seja válido, duvido muito que surta algum efeito. Mas há quem mantenha esperança de que o STF volte atrás da decisão. Eu, não sei se pessimista demais, não tenho nenhuma. Pelo contrário. Temo que isso se alastre para outras profissões – a parolagem sobre o tema já começou.

E, pra nos deixar mais cabisbaixos, saiu a notícia de que mais um ente de Sarney engloba a folha de pagamento do Senado: Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filhorecebe recebe a insignificância de R$3.200,00 mensais da Casa, sem sequer ir ao trabalho uma vez no mês. Algo a dizer?

Tolo sou eu, que trabalho de segunda à sexta, por 8 horas, e não ganho nem metade dessa ninharia acima.

Esse é o nosso Brasil. O país da chafurda política.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Respostas às afirmações de Lula sobre Sarney


Bom, saindo da decisão lamentável do STF para outro assunto polêmico: Sarney, o bola da vez no quesito escândalo e escárnio com a nossa cara.

Hoje, incrédulo, li algumas frases do presidente Lula de apoio (?) ao presidente do Senado.

Eis algumas que me chamaram mais a atenção (leia-se, tapa na cara e faixa na testa escrito otário):

- Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum.

Em resposta, diria:

- Claro, Sua Excelência. Ele deve ser tratado como sujeito que infringiu as leis. Ladrão é muito forte? Ah, deve ser, até porque ele disse que não sabe de nada. Tudo bem, vamos relevar. Coitado dele, né? Tantos anos dedicados a política.

- Sempre fico preocupado quando começa, no Brasil, um processo de denúncias, porque são acusações sem fim... e depois nada acontece.
Eu, em resposta, diria:

- Ora, Sua Excelência, o senhor é fantástico. No Brasil, realmente, nada acontece com político que ultrapassa os limites. A lei, quando aplicada, é para alguns. Não todos, obviamente. Os senhores têm muito crédito. Aprontem a vontade.

- Não li a reportagem sobre o presidente Sarney (...).

Em resposta, diria:

- Sei disso, senhor presidente. Há pouco tempo o senhor declarou que não tem saco para ler jornal. Ler nem é tão importante assim, né? Mas sabia que, mesmo assim, você pode ser jornalista? Sim, eu juro. Pergunte só ao Gilmar Mendes. Ele disse que ser jornalista é o mesmo que cozinhar. Ta no jornal. Ah, desculpe, esqueci que o senhor não lê jornal. Peça a um dos seus assessores para ler pra você.

- É importante investigar para ver o que houve. O que ganharia o Senado com uma contratação secreta, se tem mais de cinco mil funcionários transitando naqueles corredores? Essa história precisa ser melhor explicada.

Em resposta, diria:

- O que o senado ganharia, eu não sei, mas o Sarney saiu ganhando nessa, com política de apadrinhamento. Nepotismo não é permitido, senhor presidente. O senhor não deve saber porque não lê jornal. Ta na lei. Vê só depois. Lê a figura.

E, por fim, a que mais me intrigou.

- É importante não ficar na política do denuncismo.

Em resposta, diria:

- O congresso, a câmara, o senado e outros são confiáveis, senhor presidente? Denúncia é de interesse público, afinal, é o meu dinheiro que está em jogo.

Dá licença.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quer ser jornalista? Basta escrever.


O Supremo Tribunal Federal, hoje, derrubou a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista.

Eu até concordo com alguns argumentos expostos pelos ministros, dentre eles o que diz que grandes escritores exercem a profissão sem terem o diploma. Mas, nos dias atuais, acho que é muito válido um curso específico em Comunicação Social, muito embora o curso, a meu ver, seja pouco produtivo. Mas, pelo menos, serve para selecionar os profissionais do ramo, no intuito de não se banalizar a profissão. Com a revogação do diploma, o mercado fica aberto a qualquer indivíduo, minimamente qualificado (ou não), a atuar como jornalista.

Bem, eu sou contra a decisão, não apenas porque estudo jornalismo, mas também porque acho que a função exige um pouco de conhecimento em diversos assuntos. Quem acha que jornalista precisa apenas saber escrever está sendo leviano. Fosse assim, ninguém precisaria cursar Direito para advogar. Bastaria decorar as leis, não é mesmo?

Em tempo, o que um político precisa saber para ministrar? Ah, essa resposta ta na ponta da língua de qualquer cidadão: tem que saber lesar a população, ser antiético, desprovido de moral e caráter.

Fácil, né? Que o diga Sarney, a bola da vez de mais um escândalo que presenciamos.

Lamentável.

Que saudade da ditadura!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como assim?

Acabo de ler a notícia que deve concorrer a cascata do ano. Amanhã, no Senado, os funcionários começarão a bater ponto, indicando o horário de entrada e saída.

Alguém, ébrio ou em sã consciência, duvida que os servidores vão arrumar alguma forma de burlar ou, se preferir, usar o popular jeitinho brasileiro para enganar o relógio de ponto?

Até a verruga no dedão esquerdo da minha avó sabe que essa medida não vai vingar. Vou além. Talvez prevaleçam mais ainda os servidores, que certamente darão um jeito de fazer horas extras e, claro, lucrar às nossas custas.

Quem duvida?

Aproveito esta nota para dar um furo de reportagem: Senado quer viabilizar cargo de Batedor de Ponto. Currículos podem ser enviados para
euadoroenganaropovo@seubobo.com.br.

Corra, pois a concorrência é grande.

Só rindo, minha gente.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Desprezo pela opinião pública

Hoje, como em todas as manhãs, saí de casa e, ao chegar no ponto de ônibus, abri o jornal para, antes de pegar a condução, ver as principais manchetes.

No canto esquerdo, bem na parte de cima, do jornal O Globo, tinha a seguinte notícia:

“Estou me lixando para a opinião pública”.

De cara eu senti que era coisa de político. Então, espiei o restante da nota, que complementava com o seguinte:

" Relator, no Conselho de Ética, do caso de Edmar Moreira, dono de um castelo em Minas, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) deixou clara sua disposição de arquivar o caso, defendendo o acusado e ironizando a pressão por punição: “estou me lixando para a opinião pública! A opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, batem, e nós nos reelegemos mesmo assim ”.

Não vou falar da minha indignação, nem questionar se ele está certo ou errado. Deixarei apenas uma pergunta pertinente, que sempre nos vem à cabeça nessas horas:

O povo brasileiro sabe votar?

Megafones abertos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quando o porco é inocente


Os dias passam e a gripe suína continua enraizada no noticiário mundial. Cada hora em um canto, fazendo vítimas se multiplicarem.

Até aí, nenhuma novidade. Mas o que mais me chama a atenção é o fato de, depois de 11 dias com casos suspeitos em todo o Brasil, não haver nenhum resultado de exames dos prováveis infectados com a doença, que,
segundo o Ministério da Saúde, já chegam a 28.

Vale lembrar que o Brasil é pioneiro na produção de vacinas para influenza.

Então, por que a demora?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pandemia à vista?


A notícia sobre a gripe suína – ainda bem que não a doença em si – está em todo lugar: noticiários de televisão, rádio, capas de todos os jornais do mundo, adesivo de carro e megafone de bêbado. No momento só se fala nisso.

Como não poderia deixar de ser, nosso homem de frente, mais uma vez, deu uma declaração que nos deixa com a pulga atrás da orelha.

Lula, não sei se otimista demais ou desinformado em demasia – visto que não lê jornais, como já disse – declarou que não há motivo para nós, brasileiros, entrarmos em pânico por causa da gripe suína.

Aspas pra ele:

"O Brasil está preparado, nós temos remédios para atender as pessoas, vamos fazer fiscalização rígida nos aeroportos, para que a gente evite que essa doença chegue ao Brasil", disse Lula. "Esse é um momento de cautela, um momento de prevenção, e não um momento de se fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui."

Esse tipo de discurso me fez lembrar do início da crise mundial, quando, à época, sua excelência declarou que, no Brasil, só chegaria uma marolinha. Então, toda vez que Lula declara algo com muito entusiasmo eu fico com meu pé atrás.

Agora, saiu a notícia de que o Brasil monitora 20 possíveis casos de gripe suína.


Começou no México, difundiu-se para os Estados Unidos e já chegou à Europa.

Pergunto: vai se instalar no Brasil?

Tudo bem, não criemos pânico, mas a dengue, doença cascuda e velha conhecida do Brasil, deu trabalho (e ainda dá) ao país. Será que a... deixa pra lá. Rezemos!

Boa noite!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Crise? Hã?


Lula declarou que a discussão no STF entre Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa está longe de ser uma crise institucional.

Até concordo com “o cara”, mas falar de crise não é o forte dele. Ou alguém se esqueceu que, em setembro do ano passado, quando a crise financeira já assombrava os americanos, Lula declarou que no Brasil chegaria apenas uma marolinha?

Em tempos de crise, vale uma informação que saiu agora a pouco: o comércio carioca deixou de arrecadar 15% com vendas, em detrimento do feriado de São Jorge.

Com todo respeito ao santo, cabe a pergunta: por que num país como o Brasil, onde há tanta gente desempregada, existem tantos feriados?

E viva a ociosidade! Faz sentido.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lei antifumo


A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a Lei antifumo, que foi encaminhada ao governador José Serra, que terá 10 dias para sancioná-la e regulamentá-la.

Donos de estabelecimentos já prevêem queda no movimento, pois o cigarro será proibido em ambiente fechado ou parcialmente fechado, como bares e restaurantes. Nem mesmo em fumódromos. Só será permitido se matar vagarosamente em casa ou em tabacarias.

Acho ótima essa nova lei. Pena que só valerá em São Paulo. Pena mesmo. Mas, de repente, dando certo lá pode se estender a todo o país. Tomara, pois ninguém gosta de inalar aquela fumaça venenosa, que acaba com os pulmões, além de deixar qualquer um fétido.

Que a lei venha para ficar e ser cumprida.

terça-feira, 10 de março de 2009

Infância violentada


O jornal O Globo de ontem noticiou, na primeira página, uma notícia que me deixou estarrecido.

Segundo pesquisa realizada no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos, vítimas de estupro.

Ou seja, pra quem pensou que o caso da menina Pernambucana de 9 anos, violentada pelo padrasto, na semana passada, fosse um caso isolado, enganou-se. O levantamento feito pelo hospital paulista mostra que isso é rotina no Brasil.

Aqui no Rio, anteontem, o corpo da menina Vitória de Souza Santos, de 5 anos, foi encontrado dentro de um valão, na Favela do Caminho do Outeiro, em Curicica. Além de conter muitos hematomas, o corpo estava totalmente despido.

Como se não bastasse, em Queimados, Ana Elizabeth Rios, de 3 anos, morreu a caminho de um posto de saúde, também anteontem. Parentes acusam o padastro de estuprá-la e assassiná-la.

Como traduzir um ser que estupra uma criança de 3 anos? Fracamente.
A barbárie continua. Uma atrás da outra. E, assim, lamentavelmente, seguimos. Há saída?

sábado, 7 de março de 2009

Mais uma vítima do trote

Olhando agora no site do jornal O Globo, deparei com a seguinte notícia: Caloura é hospitalizada após trote em universidade de Joinville, Santa Catarina.

Mais um lamentável trote que, a meu ver, não deveria existir. Não vejo graça nenhuma nisso, ainda que seja uma tradição nas universidades.

E agora virou rotina vermos em início de período universitários embriagados, vítimas de agressão e tudo mais. Se as medidas não são tomadas pelas autoridades, o que não me surpreende neste país, acho que a iniciativa para refrear esses inconvenientes trotes deve partir das próprias universidades.

Enquanto nada disso é feito e um joga a culpa no outro, a gente segue vendo estudante sendo obrigado a se embriagar ou fazendo coisas contra sua vontade. Triste.
O que você, blogueiro, acha sobre o trote? Quero argumentos plausíveis que justifiquem a existência dele.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A notícia mais chocante estampada nos jornais de hoje é sobre a menina de 9 anos que foi estuprada pelo padastro, em Pernambuco. Ela estava grávida de gêmeos e optou pela interrupção da gravidez.

A lei permite que o aborto seja realizado por vítimas de estupro até a 20ª semana de gestação. Ou seja, o fato da menina ter abortado está tudo dentro da legislação brasileira.

Só que a Igreja Católica quer denunciar a mãe da vítima por homicídio por ter consentido a retirada dos fetos.



Olha, embora católico, eu acho que a Igreja Católica não deveria se meter nessa questão. Se a mãe da vítima dessa tragédia deu respaldo para abortar, que seja feito o aborto. Ponto. Dizer que a lei humana não pode contrariar a lei de Deus, como afirmou o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, é conversa mole.

Além do mais, segundo os médicos, o risco de vida que a menina corria era maior se ela optasse por ter os bebês, pois uma criança de 9 anos não tem ainda os órgãos formados para dar à luz a uma criança.

Portanto, se prevalecer o bom senso e a lei, a Igreja Católica não vai a lugar algum com esses processos. O aborto é uma questão complexa, que gera grandes discussões. Mas nesse caso emblemático, a Igreja poderia minimizar. Ficar dando declarações que é contra e tudo mais não vai diminuir o trauma dessa pobre criança.

Aliás, como vai ficar a cabeça dessa menina? É duro até pensar. O padrasto se entregou, mas com a brecha que temos na nossa legislação, não me surpreenderia se ele dentro de alguns dias estiver solto. É por essas e outras que eu sou a favor da Pena de Morte no Brasil. Pra que manter um sujeito desse vivo? Quanto a isso a Igreja não se pronuncia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Condenados, mas em liberdade

Essa é a manchete principal do jornal O Globo, de sexta-feira - velha, porém é importante a divulgação dela, ainda que tardia. A reportagem informa que, quinta passada, cinco presos, que respondem à graves acusações – estupro, estelionato, roubo qualificado e dois por apropriação de bens e rendas públicas – tiveram libertação imediata pelo STF – Supremo Tribunal Federal.

No entendimento dos ministros, o réu tem direito de liberdade até que o caso tramite em julgado. Em suma: até que não haja mais possibilidade de apresentar recurso judicial à pena, o cara que estuprou uma menina de 15 anos, por exemplo, poderá responder ao crime em regime semiaberto.

Algo a comentar sobre isso? Como pode um país, que quer se tornar uma potência mundial – recursos pra isso nós temos, e de sobra -, ter uma legislação que permita escárnios como esse?

Eu confesso que hoje, ao ler a reportagem, dei risada. De desespero. A melhor parte é quando uma juíza e um ministro, que tinham votado contra essa medida, resolvem voltar atrás de suas decisões, em nome da “coesão no tribunal”, segundo eles.

Parece piada, e de mau gosto, mas não é. Esse é o nosso Supremo, gostem ou não.

Em tempo, vejamos o significado do verbete supremo:

Su.pre.mo:

Adj. 1. Que está acima de tudo. 2. Relativo a Deus. 3. Que vem depois de tudo; derradeiro, último.

Se o supremo está acima de tudo, quem poderá nos defender? Chapolin colorado não mais existe. Resta-nos rezar por dias melhores.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Hoje, à meia-noite, se encerra o horário de verão, infelizmente. Como se sabe, e medida visa reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando, com o atraso em 1h no relógio, mais a luz do sol. Com ele, o país teve a economia de R$ 4 bilhões este ano. Nada mal.

Sei que muitos abominam o horário de verão, pois acordam quando ainda está escuro. É até o meu caso, às vezes. Mas o fato de ver o entardecer por volta de 20h, a meu ver, compensa e muito. Quem não gosta, também, de ficar na praia até mais tarde? Eu amo.

Portanto, pra mim, o horário de verão, que se despede hoje, é uma ótima medida e vai deixar saudade, pois além de poupar muita energia elétrica, nos rende 1h hora mais de sol e dia claro.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Luiz Inácio Lula da Silva será, em breve,... colunista!

Acabo de tomar ciência de que o presidente Lula vai criar a coluna “O presidente responde”, que será publicada nos jornais populares do Brasil afora.

O que me chama a atenção é que o mesmo Lula, recentemente, declarou a revista Piauí que “ler o deixa com azia”. Ou seja, temos um presidente que não tem interesse pela leitura. Se exemplo tem que vir de cima, nós, brasileiros, estamos perdidos.

Sabemos que nosso presidente, que já proferiu pérolas e mais pérolas como a recente “nunca antes na história deste país” não é alfabetizado. E, pior, não gosta de ler. Se não lê, o que vai escrever?

Asneiras à vista!