O jargão, de autoria de Boris Casoy, hoje, volta-se contra ele. A infeliz declaração dada pelo conceituado jornalista, na abertura do Jornal da Band, desmerecendo aqueles que limpam nossa cidade (seja qual ela for), só evidencia mais o desdém por parte da sociedade à classe de gari. Ato indecoroso, preconceituoso, de absurda arrogância.Fato é que, como bem disse o companheiro Daniel Mafra, do IsoBlog, Boris Casoy não é o único a pensar desta forma. Há muito estúpido por aí sujando, propositalmente, as ruas pelas quais passam, discursando, quando questionados pela atitude petulante, que estão apenas mantendo os garis em atividade.
De fato, os garis têm como dever limpar espaços públicos. Mas, quando bueiros e rios das cidades entopem, causando alagamentos e contribuindo para o prejuízo físico (doenças) e material (perda de carros, casas, móveis e etc) da população, sabemos que as conseqüências se atribuem, gradativamente, a inconseqüentes que, sem a menor cerimônia, atiram sujidades nas ruas. Portanto, desonrar a profissão de gari é leviandade, ignorância, improcedente e imperdoável.
Mais: aqueles que menosprezam os garis certamente não tiveram, ainda, a experiência de ficar, por exemplo, uma semana sem o serviço deles. Talvez uma greve geral sirva com valorização, concorda, Boris Casoy?
