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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Isto é uma vergonha!

O jargão, de autoria de Boris Casoy, hoje, volta-se contra ele. A infeliz declaração dada pelo conceituado jornalista, na abertura do Jornal da Band, desmerecendo aqueles que limpam nossa cidade (seja qual ela for), só evidencia mais o desdém por parte da sociedade à classe de gari. Ato indecoroso, preconceituoso, de absurda arrogância.

Fato é que, como bem
disse o companheiro Daniel Mafra, do IsoBlog, Boris Casoy não é o único a pensar desta forma. Há muito estúpido por aí sujando, propositalmente, as ruas pelas quais passam, discursando, quando questionados pela atitude petulante, que estão apenas mantendo os garis em atividade.

De fato, os garis têm como dever limpar espaços públicos. Mas, quando bueiros e rios das cidades entopem, causando alagamentos e contribuindo para o prejuízo físico (doenças) e material (perda de carros, casas, móveis e etc) da população, sabemos que as conseqüências se atribuem, gradativamente, a inconseqüentes que, sem a menor cerimônia, atiram sujidades nas ruas. Portanto, desonrar a profissão de gari é leviandade, ignorância, improcedente e imperdoável.

Mais: aqueles que menosprezam os garis certamente não tiveram, ainda, a experiência de ficar, por exemplo, uma semana sem o serviço deles. Talvez uma greve geral sirva com valorização, concorda, Boris Casoy?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jornalismo de cozinha

Qual é o papel de um jornalista num jornal? Desenvolver sua opinião?

Não na visão de Cecília Santos, do periódico O Estado, de Palmas, capital de Tocantins. A moça – não tem como classificá-la como repórter – simplesmente transcreveu o texto de Marcelo Hessel, crítico de cinema – que, inclusive, leio regularmente -, do site Omelete, sobre o filme Transformers 2.

Ou seja, logo num momento delicado para a profissão de jornalismo, que vive fase de contestação pela opinião pública, depois que o STF decretou a queda do diploma para exercício da profissão, aparece um fato descomunal de plágio.

Em outras palavras, Cecília Santos, que, segundo seu editor, é criativa, estudou por quase 5 anos, se formou e agora, empregada no ramo jornalístico, reproduz um conteúdo feito por um colega da profissão e, pior, sem autorização prévia dele.

Uma notícia como essa só serve para enraizar o discurso infundado dos ministros do STF, que, há pouco, vomitaram bestialidades (no vocabulário deles, lê-se argumentos) sobre o dever de um jornalista.

É consternador.