quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rio de Janeiro sitiado

A guerra do tráfico no Rio de Janeiro está na capa dos jornais, nos telejornais, nas emissoras de rádio, nas colunas jornalísticas e na boca do povo. Atualmente, só se fala nisso. E, a cada dia, aumenta o número de mortos nos confrontos entre policias e traficantes e triplica a tensão no cidadão. O que ainda está por vir? Esse é o temeroso pensando que nos atormenta.

Tenho lido muitas opiniões lúcidas a respeito nos jornais, tanto de jornalistas quanto de leitores. O problema é crônico, sabemos. Mas o que fazer para solucioná-lo? Tema complexo, que envolve uma série de conceitos. Modestamente, penso o seguinte: temos que combater a raiz do problema. Envenená-la, para que amanhã ela não renasça.

Um exemplo triunfante disto é visto no filme Nova Iorque Sitiada, onde um grupo de terroristas de origem árabe se apossa da cidade, cometendo barbaridades em sucessão. Ciente disso, o que fez Anthony Hubbard, agente do FBI designado a derrotar o terrorismo? Foi na raiz do problema. Não se contentou apenas em prender e matar uma série de facínoras. Ele queria a célula, explodir a fonte de onde nasciam novos assassinos.

Ou seja, além de enfrentar a criminalidade e destruir a célula do caos, outro desafio é evitar que novos óvulos podres sejam plantados. E, pra isso, o caminho é a educação, a oportunidade ao menos favorecidos. Imagino que, agindo assim, estaremos, enfim, dando um passo a frente no cambate aos criminosos.

4 comentários:

  1. É, concordo. Mas não é assim que nem você disse, afinal, tantos já passaram no poder do estado do Rio e nenhum conseguiu dar solução, todos falam, mas o que fazem é empurrar com a barriga. Tenho certeza de que isso envolve muita coisa, mas muita coisa mesmo. A verdade é que o viciado financia tudo isso que está acontecendo. Tudo começa em um teco, baile na favela, polícial corrupto e etc... Quem dá dinheiro a eles nem sempre sofre com essa guerra, a maioria ta na zona sul, na barra, nem escuta barulho de tiro. O carro deles é blindado, bando de filinho de papai safado, na cobertura deles não da pra ver esse tipo de coisa não. E você ta muito influenciado por jornalzinho e internet, na verdade essa guerra já estava anunciada, a polícia sabia do que ia acontecer, mas não acreditou.

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  3. Esse discurso de combater o problema pela raiz é um tanto quanto coerente mas na prática não vejo eficácia. Não enquanto não se tiver claro em mente qual é a raiz do problema. Você faz alusão a educação e oportunidade aos menos favorecidos. A grande questão é que muita gente envolvida no tráfico, não precisa de educação, pelo contrário, é gente muito bem instruida. Afinal, você acha que uma teia tão bem arquitetada quanto o tráfico de drogas funciona nas mãos de quem? do semi-analfabeto?

    Quanto a dar oportunidade, vamos combinar, vivemos o capitalismo selvagem. Sempre vai haver desigualdade, que começa pela divisão entre empregos de grande porte e subalternos, você acha que a grande maioria (não estou generalizando) envolvida no tráfico ia parar aonde? Empregos subalternos. Você acha mesmo que aquele bando de cara que ganha não sei quantos mil pra ficar de arma na mão no morro iria querer trocar isso por um emprego de salário minimo?

    Não estou dizendo que tudo isso que eu digo é heróico e nem ideal, mas infelizmente, é a nossa realidade. Então acho que a verdadeira raiz do problema, no caso, precisa ser reformulada.

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  4. Excelente post, Renan!! O cinema pode nos ajudar muito a compreender nossa realidade e você fez isso de forma perfeita! Parabéns!

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